Translate

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Portela realizará eleições neste domingo

A Portela realizará neste domingo (19), de 9h às 20h, em sua quadra, a Assembleia Geral Ordinária que elegerá os membros efetivos e suplentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal para o triênio 2019/2022. A chapa mais votada terá a missão de indicar os novos presidente executivo e vice da agremiação. 
Dois grupos vão disputar o pleito. A Portela Verdade (Chapa 1), da situação, é liderada pelo atual presidente Luis Carlos Magalhães. O indicado para o cargo de vice é Fábio Pavão. 
A oposição será representada pela Chapa 2 (Portela Reformula Já), que é encabeçada por Randolpho Lopes Sobrinho (candidato a presidente) e Bernadete Lopes (vice).
Poderão participar da eleição sócios proprietários, beneméritos e sócios contribuintes (em dia com suas mensalidades).

Serviço:
Eleição na Portela para o triênio 2019/2022
Data: 19 de maio de 2019
Horário: de 9h às 20h
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira
OBS: Somente os sócios aptos a votar poderão ter acesso à quadra da Portela durante o pleito. 
 
Chapa Portela Verdade - Chapa 1
Chapa Portela Reformula Já - Chapa 2

sábado, 11 de maio de 2019

Ana Machado: A cultura é tudo, é nosso eixo principal

Por Erick Bernardes

Ela se chama Ana Carolina Mota Machado, ou Ana Machado, conforme é mais conhecida no panorama artístico e cultural fluminense e carioca. Nascida em Niterói, especificamente no Fonseca, e com 26 anos, já não é de agora que Ana se destaca nos municípios: São Gonçalo, Niterói e adjacências, pelo trabalho de promoção da arte e da cultura, onde quer que haja espaço para isso.

Apaixonada pela cidade de São Gonçalo, lugar onde frequenta e mantém inúmeras amizades, ela faz questão de demonstrar esse carinho para com os gonçalenses. Ao segredar sobre suas perspectivas futuras, a jovem ecoa a frase de William Shakespeare, para quem “o futuro tem o costume de cair em meio ao vão”. Planos? Claro que tem, confidencia, contudo, são projetos mais próximos do presente, pois considera mais palpáveis e em vias de realizar. Falou ainda de algumas perspectivas voltadas majoritariamente para a cultura e a educação, como sempre tem feito, e não se arrepende. Mais adiante, Ana (que é professora de História) pretende lecionar academicamente.
Uma das perguntas acerca do trabalho que vem realizando revela, já no começo da entrevista, o grau de altruísmo com que a ativista encara a vida. Pergunto: Ana, além do trabalho de promoção de feiras, saraus, palestras culturais, dentre outras atividades, gostaríamos de saber mais sobre o seu trabalho na Biblioteca Parque de Niterói?
O meu trabalho na Biblioteca Parque de Niterói se deu em meados de 2016, através da Fundação de Artes de Niterói, quando percebi algumas faltas na biblioteca, pois é a única da cidade que não é da Rede de Educação. Tudo bem que já foi estadual, mas com a crise as bibliotecas estaduais foram fechando, e o prefeito de Niterói Rodrigo Neves resolveu municipalizar a biblioteca. Embora mesmo sem municipalizar decidiu ajudar o espaço com as contas. Hoje, não há só biblioteca lá, mas um centro cultural bem legal. Por isso tem atividades. Aliás, o conceito “parque” vem dessa integração das atividades: projeções de filmes, rodas de debate, oficinas, e muito mais. Soma-se a isso, os acervos quando estes são levados para discussões. O acesso à internet para pesquisa e redes sociais vem se consolidando. Enfim, um conceito diferente, em diferentes esferas. Apesar desses diferenciais, percebi que faltava algo voltado para Literatura, Poesia, Artes de periferia, etc.  Percebi também que as pessoas de modo geral se sentiam constrangidas em adentrar o ambiente de uma biblioteca de grande porte. Mas trabalhamos para mudar isso. Conseguimos que a parte dos fundos da biblioteca fosse aberta para eventos mais populares.... Ih, desculpa se falei muito (risos), mas é que a biblioteca é meu bebê, meu coração, e olha que eu nem falei de tudo, hein!
O que faz com que você abra mão do seu precioso tempo em favor da cultura?
Acho que cultura é tudo. Cultura é nosso eixo principal. Nós costumamos compreender cultura somente como políticas públicas, setor público... observo que, pra mim, a cultura é um atuante natural nosso, presente e dirigente das nossas ações. Falar de cultura nesse contexto; a única coisa que me faz abrir mão do trabalho com a cultura e a educação é a minha filha. Pois o meu tempo com ela é precioso: eu e ela.
Das atividades que você exerce no meio cultural, o que lhe dá mais satisfação, e quais frutos você tem colhido?
Bem, estou às voltas com o projeto da Portela, e isso me dá satisfação. Compor parcerias com outros grupos é avançar na cultura. Eu ligo muito o papel cultural à formação cidadã, me satisfaz ver isso acontecer. Deve haver educação através da arte, não o entretenimento só por entretenimento. A política do pão e circo não tem mais cabimento, né? Dar chances às pessoas, alavancar por meio da cultura os diversos sonhos dos outros, de comunidades e grupos; isso é o que vale. Mesmo com tantas burocracias engessadas que há por aí, através da união nós conseguimos fazer. Não há milagre, nada vem fácil. Mas é trabalho e parceria. Eu também coordeno a Galeria Urbana em Niterói, espaço de grafite a céu aberto. Desde julho, a arte urbana vem com tudo que compreende o seu universo, oficinas e tudo mais. Fica na Rua José Figueiredo, lá mesmo em Niterói. À frente dessa proposta de valorizar a arte urbana da cidade eu me sinto bem. Além disso, e não menos importante, tem o projeto Portela: berço das nossas fantasias, e aí tem a ver com São Gonçalo, pois é um projeto de resgate da memória da cultura portelense em São Gonçalo. Eu sempre fui portelense, tipo criança acordada para ver a escola passar, e aí conheci uma galera portelense roxa que nunca pisou em Madureira. Isso me chamou atenção. O carinho do povo de cá, a Portela  atravessou a ponte e foi para o Clube Mauá, nos bailes. Isso estou pesquisando com o grupo. Pesquisa séria, sobre a influência histórica e cultural da portela em São Gonçalo. Bem, quanto aos frutos colhidos com o meu trabalho de ativista cultural, digo que só é a gratidão, isso eu colhi. Não posso dizer que tive lucro monetário, não, não tive mesmo. O que colhi disso tudo foi gratidão, interação e participação junto aos universos culturais e de aprendizagem.
Há algo que lhe desagrade no âmbito cultural atualmente em São Gonçalo, Niterói e adjacências?
Na minha opinião a cultura de Niterói é um referencial, embora tenha muita coisa por melhorar. No conjunto de fatores, as diversas esferas combinam para essa realização, mas, por vezes, há questões políticas que atrapalham, principalmente quando querem aparecer sob o pretexto da arte. Mas, de modo geral, Niterói é referência. Quanto à São Gonçalo, sinto falta de investimentos e envolvimentos de várias esferas. A eleição é um ato de mudança, de melhora, e é aí que os gonçalenses têm que agir; São Gonçalo merece isso. Com relação às localidades adjacentes não conheço o suficiente para falar.
Recentemente a professora da FFP-UERJ, Márcia Lisboa, revelou que, em rápida conversa, você disse ter imenso carinho pela Faculdade de Formação de Professores, falaria um pouco dessa sua afinidade para o Jornal Daki?
Ah! A FFP-Uerj é o amor da minha vida, pois é um tipo de universidade super atuante.  Em Niterói temos a UFF que é bem participativa. E, em São Gonçalo, vocês têm a Faculdade de Formação de Professores, que é excelente. Se você convidar a galera da FFP para algum evento ela vai, se você não convidar ela vai também, então... se eu disser que quero fazer algo em prol da cultura, a UERJ se faz presente; se faz corpo e discussão. Ela (FFP-UERJ) tem esse perfil e está de parabéns, pois é dali que saem muitas mentes pensantes e atuantes.
Como é sua relação com as mídias?
De modo geral é muito boa, mas lembro que tive uma problema com as mídias quando saiu a divulgação do evento do Abdias Nascimento. Por outro lado, teve a parte boa, recordo que mandei um recado para oJornal Daki, pedindo divulgação, e aí responderam e fizeram uma matéria tão maneira e uma apresentação tão bonita que chamou a atenção de forma efetiva. Funcionou como um diferencial para o evento. Criei esse carinho pelo Daki pela forma como o jornal trata as pessoas, sem interesse que não seja para promover a cultura e a arte e levar informação de qualidade. Gosto muito do estilo do jornal que valoriza e respeita as pessoas, sem ceticismo quanto às opiniões e necessidades dos outros. Gosto muito do Daki.
Obrigado, Ana. Parabéns pelo que vem fazendo em prol da cultura, sucesso pra você!

LIERJ emite nota sobre assembleia convocada pelo presidente da Império da Tijuca

Por David Júnior
A LIERJ divulgou nesta sexta-feira, 10 de maio, uma nota oficial esclarecendo sobre uma eventual assembleia marcada pelo presidente da Império da Tijuca, Antonio Marcos Teles, o Tê. A entidade afirmou que não reconhece o dirigente da verde e branco como presidente do Conselho Deliberativo e informou que, na data marcada para o encontro, nenhum outro representante de agremiação esteve presente na sede da liga.
Nota de esclarecimento
A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro esclarece que, embora não reconheça a figura do Sr. Antonio Marcos Teles como presidente do Conselho Deliberativo, respeita as decisões judiciais e, por isso, manteve a sede em pleno funcionamento durante a tarde e a noite dessa quarta-feira (9), período em que havia sido convocada uma eventual assembleia pelo presidente do G.R.E.S. Império da Tijuca.
Vale ressaltar, no entanto, que apenas o dirigente supracitado esteve presente no local, acompanhado de dois advogados particulares. Até as 19h, horário apontado como limite para a convocação dos associados, não houve o registro de presença de nenhum outro representante de qualquer agremiação, ficando claro o fato de ser algo isolado, sem a concordância das demais escolas de samba.
Em síntese, a Lierj reafirma agir com total transparência e respeito aos sambistas em todos os atos realizados. A entidade segue confiante na solução de eventuais impasses, de maneira que o Carnaval de 2020 da Série A possa ser realizado de maneira tão brilhante como os anteriores.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Tia Surica homenageará Clara Nunes em shows na Tijuca, neste sábado

Apresentações serão no Centro da Música Carioca Artur da Távola
Tia Surica vai fazer dois shows em homenagem a cantora portelense Clara Nunes no próximo sábado (11), no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca. A primeira sessão será às 17h, e a segunda, às 20h.
Matriarca da Portela e pastora da Velha Guarda Show, Tia Surica, que era muito amiga de Clara, vai lembrar sucessos como "Conto de areia", "Portela na Avenida", "Lama", "Canto das Três Raças", "O Mar Serenou" e muitos outros. Os tributos terão, ainda, as participações especiais das cantoras Nilze Carvalho e Ana Quintas.
Considerada uma das maiores intérpretes da história da MPB, a mineira Clara Nunes (1942-1983) também será eternamente reverenciada como um dos grandes ícones da Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira. No carnaval de 2019, tendo Tia Surica como um dos destaques do carro abre-alas, a Portela homenageou a Guerreira no enredo "Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar uma Sabiá".

Serviço:
Show Tia Surica canta Clara Nunes - Participações: Nilze Carvalho e Ana Quintas
Data: Sábado, dia 11 de maio de 2019
Horário: 17h (primeira sessão) e 20h (segunda sessão)
Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola 
Endereço: Rua Conde de Bonfim 824, Tijuca
Ingresso: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Funcionamento da bilheteria: 
De quarta a sábado, das 14h às 20h
Domingos: das 14h às 17h 
(pagamento apenas em dinheiro; assentos marcados)
Classificação: livre 

Foto: Divulgação
Legenda: Tia Surica, que conviveu com Clara Nunes, vai lembrar sucessos da Guerreira

Júnior Schall comunica desligamento da Portela

Por Guilherme Ayupp
Depois de uma parceria de dois carnavais na Portela, o integrante da comissão de carnaval da agremiação, Júnior Schall, comunicou nesta terça-feira que está deixando a azul e branca. O anúncio foi feito através de uma postagem em uma rede social.
“Hoje encerro um vôo ímpar!

Hoje ao abraçar o Pres. Luis Carlos Magalhães, um grande amigo, um homem gigante e os meus irmãos Fábio Pavão e Higor Machado, eu, de coração, pedi que esse ato se multiplicasse por todos os amigos e amigas que a Portela me ofertou! Não tenho como ilustrar nome por nome e nem medir a extensão da gratidão por ter apreendido tanto, por ter compartilhado um tesouro de saberes e um universo de emoções genuínas!

O abraço de hoje é para expressar todo o carinho fraterno que tenho por aqueles que me permitiram voar tão alto e num céu de tantas e brilhantes estrelas.
Por conta de um outro voo, numa outra casa, numa nova jornada profissional, me despeço da Majestade do samba imensamente mais rico, honrado e certo de que a Portela é uma Escola que pulsa os mais poderosos belos e sentimentos, que carrega no olhar de cada apaixonada componente, o real amor pela Escola.
Obrigado pela permissão do vôo!
Obrigado pela possibilidade de enxergar tão longe!
Obrigado a Águia…eterna e verdadeira Guerreira!
Que venham outros vôos…
Respeito e admiração!”
Jr. Schall