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terça-feira, 20 de junho de 2017

Presidente da Liesa rebate Crivella e diz que repasse de 2 milhões para escolas não foi ‘euforia’

Por Guilherme Ayupp

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, reprovou em entrevista ao site CARNAVALESCO as declarações do prefeito do Rio, Marcello Crivella em que ele afirma que o repasse de R$ 2 milhões da Prefeitura para as escolas de samba teriam acontecido em um momento de euforia e que por isso agora precisaria realizar o corte em 50% da subvenção.

A entrevista de Crivella não repercutiu bem na Liesa e por esse motivo Jorge Castanheira decidiu cancelar a reunião marcada com o presidente da Riotur, Marcelo Alves, que estava marcada para o fim da tarde desta segunda. Castanheira afirma que o encontro perdeu o sentido após as declarações do prefeito.

– Não faria sentido nosso encontro e por isso liguei cancelando. O prefeito afirmou que foi em um momento de euforia o repasse no ano passado e que não pretende voltar atrás em sua decisão. Primeiro que não se trata de euforia e segundo que já foram dois carnavais com o valor aumentado, desde que o governo do estado não pode mais colaborar. Eu sigo aguardando um contato direto com o prefeito para que possamos mostrar a ele a importância desse dinheiro para as escolas e a manutenção do espetáculo na Marquês de Sapucaí. Enquanto ela não acontecer não faz sentido nenhuma tomada de decisão – disse Castanheira em entrevista ao CARNAVALESCO.

As escolas de samba e a Liesa divulgaram um manifesto em que ameaçam não desfilarem se o repasse da prefeitura realmente sofrer um corte de 50%. Por outro lado o prefeito reitera que não irá voltar atrás em sua decisão.


‘Eduardo Paes dobrou a subvenção como medida eleitoreira’, diz Crivella ao justificar redução de verba do carnaval

Por Redação Carnavalesco

O prefeito do Rio de Janeiro Marcello Crivella voltou a falar na noite desta segunda-feira sobre a polêmica decisão de reduzir de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão o valor da subvenção para as escolas de samba do Grupo Especial. O político conversou com seguidores em uma rede, através de um vídeo ao vivo, e afirmou que o aumento recente da subvenção foi uma medida ‘eleitoreira’ do seu antecessor Eduardo Paes, que dobrou o valor repassado para as escolas antes do desfile de 2016. Segundo Crivella, o valor volta ao patamar anterior e que se encaixa ao orçamento da prefeitura e voltou a explicar a questão envolvendo as creches.

– O subsídio que a prefeitura sempre deu para escolas de samba era de R$ 1 milhão. São 12 escolas (hoje são 13), chegamos ao valor de R$ 12 milhões. No ano passado, ano eleitoral, a prefeitura dobrou esse repasse. Se você olhar a arrecadação de tributos, o aumento não seguiu na mesma tendência. O que eu percebi era que precisávamos dobrar mesmo a merenda de nossas crianças das creches conveniadas. Nós temos mais de 15 mil crianças que hoje são cuidadas pela prefeitura. Cada uma custava R$ 10 por dia. O que a lei diz é que a cada 4 crianças é necessário um professor. Cada um tem um salário de R$ 2 mil, logo cada criança deveria contribuir com R$ 500. Se essa criança tem uma diária de R$ 10, ao fim do mês chegamos no valor de R$ 300. Se só o professor custa R$ 2 mil, onde fica o dinheiro de alimentação, iluminação e atividades culturais? O que era preciso aumentar era o valor das creches e não do carnaval, me desculpem. Minas Gerais e São Paulo já pagam mais de R$ 20 por criança e o Rio só dez. Tomei essa decisão de regressar os recursos que o carnaval sempre obteve. É uma questão de justiça social. Três dias de festa podemos fazer com o recurso que sempre fizemos. 365 dias de creche são prioridades na minha gestão – disparou.

Eduardo Paes aumento a subvenção das escolas de samba no final de 2015 com vistas para o desfile de 2016. Na ocasião as agremiações haviam sido notificadas que a Petrobras e o governo do estado deixariam de contribuir com os desfiles. Na conversa com a população pela internet Crivella não falou sobre o dinheiro das escolas da Lierj e da Liesb.


Investir no Carnaval é investir no Rio

Porque amar é fundamental.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Crivella diz que não volta atrás no corte da verba do Carnaval 2018

Por Redação Carnavalesco

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, confirmou na manhã desta segunda-feira, em entrevista ao programa CBN Rio, que não voltará atrás na decisão de cortar 50% da verba do Carnaval 2018.

Crivella disse que a Prefeitura do Rio voltou ao orçamento de anos anteriores do carnaval e que o aumento dado anteriormente ajudou na crise econômica que vive a cidade.

– Não posso voltar atrás. O que estamos fazendo é voltar ao orçamento do carnaval aos anos anteriores de 2016, quando teve aumento no momento de euforia. E deu no que deu. Olha só as dívidas que a cidade do Rio de Janeiro se debate. Essas crises não são para nos deixar desanimados. São cólicas redentoras, animadoras. Vamos sair desse crise para dias muito melhores – disse o prefeito.




Nada feito: Riotur e Liesa adiam reunião mais uma vez

Por Redação SRzd

O esforço da Prefeitura do Rio e da Riotur é criar canais de diálogo com a Liesa e as escolas de samba do Rio. O presidente da Riotur e o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba, Jorge Castanheira, se conhecem há mais de 20 anos. Esta boa relação é considerada um dos trunfos para diminuir a fervura entre as partes após o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, ter dito semana passada e reafirmado nesta segunda-feira (19) que não abrirá mão do corte de 50% de subvenção que o poder público municipal transferiria para cada escola de samba. A reunião que seria realizada nesta segunda na nova sede da Riotur, na Barra da Tijuca, foi adiada para uma outra data ainda a ser acertada.

A justificativa oficial do adiamento foi devido à distância física entre as sedes da Riotur e da Liesa, que fica no Centro da cidade. Nesta segunda, o presidente da Riotur, Marcelo Alves, participou de uma transmissão ao vivo pelo Facebook em que falou que, ao contrário do que muitos imaginam, a prefeitura somente fatura R$ 90 milhões com o Carnaval e se fosse transferir 100% da subvenção do ano passado, teria que despender R$ 24 milhões, o que faltaria para a gestão de outras atividades relacionadas ao objeto social da empresa.



Fonte: www.srzd.com

Presidente da Riotur pede planejamento de marketing para o carnaval e diz que prefeitura fica em média com R$ 90 milhões dos R$ 3 bilhões que giram na folia

Por Redação Carnavalesco

O presidente da Riotur, Marcelo Alves, participou de uma bate-papo ao vivo na página da Prefeitura do Rio de Janeiro no Facebook e frisou que acredita em um entendimento com a Liesa e demais escolas de samba. E defendeu um planejamento de marketing para o carnaval.

– Essa polêmica está sendo até favorável. É o momento que estamos pensando esse projeto que é o desfile das escolas de samba. As marcas querem participar dos desfiles, mas querem retorno, e a Liesa precisa dar propriedade para gerarmos mais receitamos e que o carnaval triplique de potência. Em nenhum momento, a prefeitura está contra o desfile. Queremos triplicar essa potência, com geração de empregos e de visibilidade da cidade. Temos que entender com seriedade e responsabilidade o momento que assumimos. A arrecadação vem diminuindo muito. Não houve redução, mas uma atualização dos valores. O acréscimo para R$ 2 milhões veio em 2015. O que o prefeito Crivella fez foi atualizar e deixando o carnaval dentro das condições que a prefeitura suporta. Todas secretarias e contratos da prefeitura foram revistos e negociados. Estamos trabalhando apertados – disse.

Sobre o valor de R$ 3 bilhões que o carnaval 2017 gerou, o presidente da Riotur explicou que para a Prefeitura do Rio o retorno é de R$ 90 milhões.

– O carnaval gera um impacto econômico, mas não é receita. Ele gira R$ 3 bilhões e a prefeitura tem uma porcentagem nisso, que em média é de 3%, ou seja, a prefeitura tem uma participação de R$ 90 milhões. O restante dos impostos é do governo federal e estadual. O que fica para prefeitura efetivamente é um terço. Independente disso, a prefeitura entende que é o maior espetáculo da terra. A prefeitura investe R$ 55 milhões para Liesa, Lierj e Liesb, mas temos outros custos como a Comlurb, luz e água. É o momento das escolas repensarem. O desfile varia em torno de R$ 8 milhões. Não é possível repensar e renegociar com fornecedores. O momento é esse de cortar custos. Não tenho dúvida que vamos achar um caminho. A relação com a Liesa é ótima. Em poucas dias, nós vamos achar outras e boas soluções. O presidente da Liesa é muito profissional.

Marcelo Alves confirmou que a Série A e os grupos da Intendente Magalhães também vão passar por cortes nas verbas para o Carnaval 2018.

– Haverá atualização. Estamos fazendo contas. Estou levando isso ao prefeito para chegarmos na porcentagem desse corte na Série A e nos grupos da Liesb.


domingo, 18 de junho de 2017

Escolas de samba não concordam em ter caderno de encargos para regular o desfile 2018

Por Redação SRzd

Há anos a Riotur atualiza o Caderno de Encargos e Contrapartidas para o Carnaval de Rua. É uma orientação para as empresas que desejem apresentar proposta de patrocínio para a estrutura dos desfiles de uma forma global, não sendo aceitas propostas por localidades ou por blocos.

O documento fica disponível para retirada na Diretoria de Operações da Riotur (Praça Pio X, 119/12º andar, Centro), e a entrega dos projetos de patrocínio costuma ocorrer até o dia 30 de setembro de cada ano. No caso dos blocos, são permitidas no máximo quatro empresas patrocinadoras, sendo uma financiadora master e três financiadoras de apoio.

Segundo a própria Riotur, ainda no governo Eduardo Paes, “a empresa habilitada se encarrega da produção, desenho, confecção, instalação, montagem, locação de materiais e equipamentos, bem como manutenção e remoção, e de toda a infraestrutura necessária para a realização do Carnaval de Rua, de acordo com projeto e cronograma estabelecidos pela Riotur”.

De acordo com o poder público municipal, “as propostas deverão apresentar a quantidade mínima de 16.000 banheiros químicos e no mínimo 60 contênieres sanitários em logradouros públicos que estejam no percurso de grandes blocos, além de se responsabilizar pela manutenção e limpeza permanente de ambos. Esses contêineres deverão ter uma pessoa que seja responsável pela manutenção e controle de portas e ficar ao menos 20 dias em cada local. Também são exigidos no caderno de encargo: diárias de controladores de tráfego, faixas, cones, painéis eletrônicos e galhardetes de sinalização de trânsito; postos médicos e diárias de UTI móvel; o credenciamento de sete mil promotores de venda; um projeto de coleta seletiva e destinação ambiental de resíduos sólidos; a proteção de canteiros e monumentos; um projeto de programação visual e divulgação do Carnaval de Rua 2016, com criação de marca, folheteria específica, aplicativo mobile e hotsite bilíngue a ser hospedado em www.rioguiaoficial.com.br, entre outros itens. As avenidas Graça Aranha, no Centro, e Princesa Isabel, em Copacabana, deverão ganhar decoração especial – sem, no entanto, fazer qualquer menção ao patrocinador.”

A Prefeitura se faz presente oferecendo os serviços das Secretarias de Saúde e de Ordem Pública, Comlurb, Guarda Municipal e CET-Rio. Os percursos dos desfiles dos blocos são fornecidos pela Riotur, após a emissão das autorizações finais. Da mesma forma, a Riotur também irá estabelecer os locais onde serão instalados os banheiros químicos e definir a distribuição dos controladores de trânsito. A CET-Rio fornecerá os padrões para confecção da sinalização de trânsito. As UTIs móveis deverão estar de acordo com as resoluções em vigor do CBMERJ e em conformidade com a Vigilância Sanitária do município.

Estas disposições são encontradas no site da Riotur. É um modelo semelhante de ordenamento que a Prefeitura quer discutir com a Liesa e as escolas de samba. Na visão das autoridades, é uma oportunidade de criar uma base mais profissional e organizada para se buscar patrocínios privados para o espetáculo. Se for bem sucedida, a Riotur acredita que o desfile ganhará musculatura e ficará mais próximo de eventos grandiosos que se realizam pelo mundo. Além de se ter mais transparência de como foi investido o dinheiro do contribuinte.

Gradativamente, conforme os interessados compreendam os “marcos regulatórios”, tudo se acomodará dentro de uma nova realidade, acredita a Riotur. As escolas não veem assim. Não para agora, pelo menos. O que se comenta é que a maioria das escolas já se comprometeu com fornecedores e ficará endividada se não receber a subvenção de R$ 2 milhões.

O problema, pelo que se apreende nas conversas com secretários do prefeito Crivella, é que a prefeitura do Rio não parece inclinada a mudar de ideia quanto ao corte de 50% de subvenção dada às escolas. Mesmo que a reunião entre presidentes de agremiações, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, e o prefeito do Rio nesta semana.

“O Carnaval recebia da Prefeitura R$ 1 milhão por escola, passou a receber R$ 2 milhões, e não houve qualquer melhora, seja na arrecadação do ISS ou na ocupação de hotéis”, disse ao SRzd uma autoridade que pediu para não ser citada para não dificultar a delicada relação da Liesa com o governo municipal.

Jorge Castanheira disse ao SRzd que aceitaria uma proposta “consensual”, mas até o momento o único aceno foi o do presidente da Riotur, Marcelo Alves, pedindo calma e argumentando que o Carnaval será realizado normalmente, mas defende a adoção do “Caderno de Encargos” também para o desfile da Sapucaí. As escolas não recebem bem a ideia.

Além da subvenção de R$ 1 milhão, a prefeitura se compromete a investir na modernização dos sistemas de luz e som da Passarela do Samba, e na instalação de telões. A ideia de Crivella é transferir para o Conselho de Turismo a discussão de se criar um fundo setorial ou a proposta do Caderno de Encargos.

Uma voz muito ouvida entre os patronos das agremiações disse que o segmento não recebe bem ter um Caderno de Encargos e que os blocos também não se sentem à vontade com “este controle”. “Veja o caso da Bola Preta. Eles também correm o risco de não fazer o Carnaval, porque estão com a corda no pescoço”, alertou.


Fonte: www.srzd.com