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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Prêmio SRZD-Carnaval: quadra da Portela será palco da festa de 2015

Redação SRZD

Mais uma edição do Prêmio SRZD-Carnaval se aproxima. Como todo ano, o evento traz novidades e reúne os sambistas e as coirmãs em uma agradável confraternização.
Em 2015, a festa, que tem o objetivo de premiar, valorizar e reconhecer o trabalho de um ano inteiro de variados segmentos, acontecerá na tarde do dia 14 de março. O palco do evento será a quadra da Portela, que está dando todo apoio para que seja mais uma festa de sucesso!
Nesta oitava edição, 21 troféus serão entregues. O júri é formado pela direção do portal SRZD, além da equipe que cobre e acompanha o Carnaval o ano inteiro, ao lado dos blogueiros especialistas. O Prêmio SRZD-Carnaval reconhece os destaques e talentos do Grupo Especial, da Série A, e, também, da Intendente Magalhães.

Confira abaixo os quesitos:

Melhor escola do Grupo Especial
Melhor bateria do Grupo Especial
Melhor samba-enredo do Grupo Especial
Melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira do Grupo Especial
Melhor carnavalesco do Grupo Especial
Melhor comissão de frente do Grupo Especial
Melhor intérprete do Grupo Especial
Melhor ala de passistas do Grupo Especial
Melhor ala de baianas do Grupo Especial
Melhor rainha de bateria do Grupo Especial

Melhor escola da Série A
Melhor samba-enredo da Série A
Melhor bateria da Série A
Melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira da Série A
Melhor intérprete da Série A
Melhor comissão de frente da Série A
Melhor carnavalesco da Série A
Melhor ala de passistas da Série A

Troféu "Campeã dos leitores" do Grupo Especial (votação no site)
Troféu "Campeã dos leitores" da Série A (votação no site)

Melhor desfile da Intendente Magalhães
Destaque da Intendente Magalhães

Aguarde mais novidades sobre a 8ª edição do Prêmio SRZD-Carnaval!

Fonte: www.sidneyrezende.com/carnaval

Carnaval Glamour: Patrícia Nery, a rainha da Tabajara do Samba

Redação SRZD

Patrícia Nery completa neste Carnaval o seu terceiro ano consecutivo à frente da bateria da Portela. Com muito carisma e samba no pé, a morena já conquistou todos os integrantes da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira.
Formada em publicidade e cursando Psicologia, Patrícia, que foi criada em Madureira, é casada e mãe de duas filhas. Para manter o corpo em forma, a morena, que chega a ensaiar quatro vezes por semana na Portela, faz musculação cinco vezes por semana, além de ter aula de Pilates, MMA e de dança.

Fonte: SRZD

Águia da Portela vai se transformar no Cristo Redentor durante desfile na Sapucaí

Em 2014 a Portela levou em seu abre-alas 22 águias representando os 21 títulos e mais aquele que seria conquistado pela escola.

A Retratos da Vida descobriu aquele que será o maior segredo do desfile da Portela. Ou melhor, seria. A águia, símbolo da escola de Madureira, vai se transformar no Cristo Redentor durante sua passagem pela Avenida. A ave, desta vez toda branca, irá se abrindo aos pouco...s na Sapucaí, até ficar totalmente de pé, com os braços abertos, representando o maior símbolo da cidade.
Uma equipe do carnaval de Parintins está ajudando na execução do efeito que promete levantar o público. O enredo da Portela é sobre os 450 anos do Rio de Janeiro, e pontos turísticos estarão representados de forma estilizada, como o pintor surrealista Salvador Dalí poderia ter imaginado. A escola de Madureira é a segunda a entrar na Marquês de Sapucaí na segunda-feira de carnaval.
Ano passado a Portela levou para o seu desfile sobre a Avenida Rio Branco um tripé representando o despertar do povo brasileiro, que voltou às ruas nas manifestações. Quando ficava totalmente erguida, a escultura atingia 18 metros de altura.

Fonte: Extra

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Timoneiros da Viola atraiu mais de 10 mil foliões ao Parque Madureira

Por Simone Fernandes

Mais de 10 mil pessoas participaram na tarde de domingo, 8, do bloco Timoneiros da Viola, no Parque Madureira, Zona Norte do Rio. Criado em 2012 pelo jornalista e pesquisador Vagner Fernandes, tendo como um dos fundadores e sempre anfitrião Paulinho da Viola, o Timoneiros decidiu homenagear este ano o mestre Cartola, compositor mangueirense, morto em 1980, e autor de clássicos da música brasileira. Entre os artistas que subiram ao palco para lembrar a obra de Cartola, estiveram, além de Paulinho, os também portelenses Monarco e Tia Surica.

Filha de Paulinho da Viola, Cecília Rabello é musa do bloco, que pela primeira vez se apresentou no Parque Madureira.

Clicar aqui para visualizar as fotos 


Fonte: www.tudodesamba.com.br

Feijoada da Portela com a presença de Mariana Ximenes e Noca é integrado à Velha Guarda

Redação Carnavalesco

Presença rara em quadras de escola de samba, Mariana Ximenes prestigiou no sábado, 7, a Feijoada da Família Portelense, na sede da azul e branco, em Madureira.

Amiga da cantora portelense Teresa Cristina, uma das atrações do evento, a atriz subiu ao palco e fez bonito. Se aventurou ao lado de passistas e até tirou som com um tamborim. Mariana também posou para fotos com Tia Surica, com o compositor Monarco, com o vice-presidente Marcos Falcon e com Noca, que foi apresentado oficialmente durante a feijoada – que lotou o Portelão - como o mais novo integrante da Velha Guarda Show da escola. O compositor mangueirense Nelson Sargento também esteve na quadra.

Durante a tarde, foi realizada a final do 7º Concurso de Samba de Quadra. A parceria vencedora tem os compositores Espanhol, Silvio Paulo e Marquinhos do Pandeiro.


Série A: A difícil missão de se fazer carnaval

Por Rafael Arantes

Os desfiles da Série A já se tornaram um dos momentos mais esperados do carnaval carioca. As escolas que buscam um lugar no Grupo Especial geram uma imensa expectativa no público e também nas autoridades responsáveis pela folia. De outro lado, pouca gente sabe do grande desafio que é colocar o carnaval do Grupo de Acesso na rua. Se as escolas da elite possuem uma verba de cerca de R$ 6 milhões como base para o trabalho, a Série A está longe de seguir o mesmo padrão. A quantia disponibilizada não chega sequer a 30% do que envolve os principais desfiles do carnaval e é apenas um dos diversos problemas encontrados pelas agremiações em questão.

Além do fator financeiro, as condições de trabalho são totalmente negativas e também prejudicam o desenvolvimento do trabalho das escolas de samba. Com barracões em péssima localização e sem nenhum tipo de suporte técnico, as agremiações passam sufoco por tudo quanto é lado e ficam bem longe de ter a estrutura que a Cidade do Samba disponibiliza para as escolas do Grupo Especial e a última rebaixada para a Série A.

Verba não cobre orçamento

Para exemplificar a questão financeira temos o carnaval de 2015 do Império Serrano. Em conversa com o CARNAVALESCO, a presidente Vera Lucia deixou clara a dor de cabeça que existe para colocar o projeto em prática. A Verde e Branca iniciou os trabalhos e projetou seu carnaval em R$ 1,5 milhões, mas não conseguiu sequer cobrir o valor estimado com a subvenção liberada.

- É realmente uma verba muito curta. Recebemos de R$ 600 mil a R$ 800 mil quando toda a quantia é liberada. Nosso carnaval deste ano é uma prova de peregrinação. Contamos muito com a ajuda de amigos, isso é fundamental. As escolas da Série A não conseguem alcançar parceiros com facilidade e muitas vezes ainda sofrem com as questões das dívidas. O Império, por exemplo, teve grande parte da subvenção penhorada em razão das dívidas existentes e tivemos que nos agarrar nos amigos.

Para suprir parte dos gastos básicos, o Império contou com a ajuda da co-irmã Imperatriz Leopoldinense e fez de sua própria quadra uma base de trabalho: - Nosso amigo Luizinho Drummond abriu as portas do barracão dele para que pudéssemos pegar todo o material necessário para fazer nosso carnaval. É com a ajuda de amigos como ele que conseguimos superar esses problemas, mas ainda temos toda a questão de funcionários e estrutura. Para evitar alguns gastos, fizemos nossa quadra de ateliê. Fazer carnaval na Série A é uma peregrinação.

Falta de estrutura: o maior tormento

Um dos maiores desejos das escolas da Série A é a construção da Cidade do Samba II. Fazer carnaval nas péssimas condições em que se encontram os barracões é uma das maiores dores de cabeça para os artistas do Grupo de Acesso. Leandro Vieira, carnavalesco da Caprichosos de Pilares, lamenta intensamente a baixa estrutura que as agremiações possuem para trabalhar. Falta de luz, má localização, falta de suporte e muitos outros fatores prejudicam o desenvolvimento de todo o trabalho plástico das escolas. A solução é uma só: um maior investimento nas condições de trabalhos das agremiações.

- Muita gente fala só da falta de grana, mas o que mais dificulta mesmo é a estrutura de trabalho. A questão financeira a gente supera com criatividade, mas os ambientes que temos para trabalhar são muito ruins. Quase todas as escolas possuem problemas em seus barracões. Falta de banheiro, instalações elétricas que não são adequadas, falta de um piso bacana, sujeira. Na verdade, ou você investe em estrutura ou em carnaval e a maioria prefere apostar no carnaval. Esse lance da Cidade do Samba para a Série A é fundamental, é preciso olhar com muita atenção para essa parte.

Diante dos diversos problemas, Leandro lembra a localização dos barracões como um dos maiores alertas. A sujeira que acaba afetando a região é muito prejudicial para a parte artística: - Estamos no meio da obra do Porto: é sujeira e poeira para tudo quanto é lado. A saída é você realmente deixar muita coisa envelopada e usar somente em cima da hora. Temos que ficar limpando e colocando plástico a todo momento. A Cidade do Samba II tem que ser feita, não temos a menor condições de trabalho. Se muitas escolas não nivelam o espetáculo por cima é por causa dessas condições.

Espírito guerreiro para superar os desafios

Conseguir suprir os problemas que as escolas da Série A passam não é fácil. Colocar o carnaval na rua é verdadeiramente uma missão dura e complicada, mas que é realizada com sucesso quando existe a união de três fatores: tranquilidade, criatividade e reciclagem. O carnavalesco Jorge Caribé, agora na Renascer de Jacarepaguá, não esconde a tristeza com a falta de recursos que as agremiações do Grupo de Acesso encaram ano a ano. Mesmo assim, o artista garante que o empenho e a dedicação de cada equipe faz a diferença para levar um belo espetáculo para a Avenida e a confiança acaba sendo por uma era de melhorias a cada dia que passa.

- A melhor lição é manter a calma e não acreditar em milagres, sou um guerreiro sofredor. Todo povo que milita no mundo do samba sabe que a Série A não tem barracão decente, grana e etc. Temos que fazer um grande trabalho até mesmo para que nossos nomes não fiquem desmoralizados e é graças ao empenho e ajuda dos nossos amigos que muitas vezes tornamos os projetos em realidade. É necessário que a gente tenha bom gosto e criatividade para conseguir reciclar os materiais que muitas vezes só conseguimos com os amigos que buscam ajudar.

Se for para citar o maior problema encontrado pelas escolas, Caribé prefere dividir a responsabilidade. Tanto a questão financeira, como a estrutural, são precários nos Grupos de Acesso: - A falta de recurso financeiro prejudica muito, assim como essa questão da estrutura. Se não chove passamos um calor e fica ruim para trabalhar, quando cai a água estraga tudo que temos feito. Sem dinheiro, temos que estar sempre na dependência de amigos. A cada ano que passa a bomba é maior. Mas eu não desisto e acredito que em algum momento a Série A terá um reconhecimento maior. Não vamos ficar chorando não.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Espetáculo musical narra vida de Paulo da Portela

Redação SRZD

Sob direção de Aduni Benton, o musical "A História de Paulo Benjamim de Oliveira - o Paulo da Portela", com texto de Wilson Machado, estreia dia 5 de março (quinta-feira) às 20h na Sala Baden Powell.

Com a participação especial de Zezé Motta, direção musical de Gabriel Moura, cenografia de Carlos Alberto Nunes, Figurinos de Di Bonilho e Supervisão de direção de Rubens Lima Jr, o espetáculo trará à cena a vida de uma figura importante, que contribuiu para que o samba, gênero musical que tem origem nos morros e nas rodas dos bambas da praça Onze e que hoje é considerado patrimônio cultural e imaterial brasileiro, ganhasse visibilidade, tornando-se popular e bem aceito.

Paulo da Portela foi o elo que propagou a interação entre artistas, intelectuais, políticos e o universo do samba, uma colaboração inestimável para o reconhecimento e ascensão dessa expressão artística nascida nas camadas populares da sociedade.

Três atores se revezam a viver Paulo da Portela: Wilson Rabelo (que na peça, faz o Paulo narrador), Leonardo Castro (Paulo jovem) e Thiago Justino (que encarna o personagem já no fim da vida). No espetáculo, Paulo trafega por estações de sua vida, revivendo emoções adormecidas no baú de sua memória. Leveza e elegância, garra e determinação, incompreensão e desejo, alegrias e mágoas permeiam um desfile de acontecimentos marcantes em companhia de amigos e companheiros como Cartola, Heitor dos Prazeres Antônio Rufino e Antônio Caetano.

"A peça mostra a essência desse extraordinário homem, sensível, mas combativo defensor do povo negro, que estava à frente de sua época e brigava pela dignidade e respeito ao sambista", explica Aduni Benton que também dirige a Cia É tudo Cena! - grupo teatral voltado para a pesquisa, valorização e promoção da cultura negra e afrodescendente brasileira e responsável pela montagem.

"A História de Paulo Benjamim de Oliveira, o Paulo da Portela" tem pesquisa de Maria Valéria, direção de produção de Marcos Paulo Silva, direção de movimentos e preparação corporal de Carlos Muttalla, e reúne também no elenco Cridemar Aquino, Douglas Moura, André Nepomuceno, Negrogum, Carlos Maia, Lucas Araújo, Carlos Muttalla, Arthur Pimenta, Maria Cayres e Chris de Paulo, além dos atores da Cia. É Tudo Cena! Leandro Nicolau, Cristina Raibolt, Ana Suely Malta e Plínio Abençoado, que estarão em cena na companhia de 3 músicos que executam ao vivo composições de Paulo da Portela e outros clássicos do samba carioca.

O espetáculo cumpre temporada de 5 a 29 de março - de quinta a domingo, no mês em que o Rio de Janeiro completa seus 450 anos, e é mais um presente para a cidade e os cariocas.

Um pouco sobre Paulo da Portela

Nascido em 18/06/1901, a história do grande Paulo Benjamim de Oliveira se confunde com o surgimento do samba na cidade do Rio de Janeiro. Paulo da Portela (conhecido assim por ter residido na Estrada do Portela, em Oswaldo Cruz) foi um dos primeiros a lutar pelo reconhecimento profissional do sambista. Trabalhou incansavelmente a partir da década de 20, para dar dignidade aos sambistas, fazendo com que deixassem de ser tratados como marginais pela polícia.

Aos 20 anos já era conhecido nas redondezas e respeitado por todos. Estudou pouco, mas era articulado e grande orador, capaz de emocionar aqueles que o ouviam. Esteve envolvido em boa parte dos blocos que surgiram naquela época: Ouro Sobre Azul, Quem Fala de Nós Come Mosca, Baianinhas de Oswaldo Cruz, Conjunto Carnavalesco Oswaldo Cruz e Vai Como Pode - este último tendo originado a GRES Portela, em 1935. Era compositor e teve seus sambas gravados por grandes nomes na década de 30 e 40.

Em 1941, em pleno desfile, desentendeu-se com sua escola por motivo aparentemente banal. Em 30/01/1949 faleceu vítima de um ataque cardíaco. O comércio de Madureira fechou para passagem do cortejo fúnebre e o povo chorou a saudade do seu poeta e professor.

Ficha Técnica:

Elenco

Wilson Rabel: Paulo Narrador

Leonardo Castro: Paulo jovem

Thiago Justino: Paulo da Portela

Zezé Motta: Joanna

Carlos Muttalla: Adelaide, Heitor dos Prazeres

Cridemar Aquino: Jornaleiro 1, Antônio Rufino, Compadre

Douglas Moura: Homem 2, Antônio Caetano

André Nepomuceno: Mário, Cartola

Negrogum: Manuel Bambambam

Carlos Maia: Militar, Jornaleiro 2, Natal

Lucas Araújo: Pereira Passos, Homem 3, Smith, Menino

Arthur Pimenta: Homem 1, Francisco, Walt Disney

Maria Cayres: Senhora, Apresentadora, Zilda

Elenco Cia. É Tudo Cena!

Leandro Nicolau: Adamastor, Antônio, Delegado Dulcídio, Zé do Circo

Cristina Raibolt: Dona Esther

Ana Suely Malta: Emília, Maria Elisa

Plínio Abançoado: Seu Zé, Euzébio

Direções

Autor: Wilson Machado

Direção Geral: Aduni Benton

Elaboração e coordenação do projeto: Marcos Paulo Silva

Pesquisa: Maria Valéria

Supervisão de Direção: Rubens Lima Junior

Direção Musical: Gabriel Moura

Direção de Movimentos e preparação corporal: Carlos Muttalla

Figurino e pesquisa de época: Di Bonilho

Cenografia: Carlos Alberto Nunes

Iluminação: Jorge Raibott

Coordenação do Jongo: Cridemar de Aquino

Programação Visual: Maris Carlos

Direção de Produção: Marcos Paulo Silva

Produção Executiva: Leandro Nicolau e Maria Valéria

Assistente de Produção de Figurino: Raphael Billi

Assistente da Direção Musical: Dom Oliveira

Assessoria de Imprensa: Target Assessoria de Comunicação

Divulgação: William Fernandes e Naira Fernandes

Realização e produção: Cia. É Tudo Cena!


Fonte: www.sidneyrezende.com/carnaval