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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

No próximo domingo a Rádio Manaceia homenageia o Império Serrano

No próximo domingo dia 07 de novembro, às 10h, a Rádio Manaceia irá homenagear a escola da Serrinha, o GRES Império Serrano, no programa O samba dominando o mundo.
http://www.portelamor.com/rdmanacea/radiomanacea.aspx


Grupo Portelamor

Tarde do Asas Abertas terá também sessão de autógrafos

Dentro da celebração de samba que é o Portela de Asas Abertas sempre tem espaço para mais cultura. Nesta última edição o jornalista Roberto Sander e a advogada e compositora da Portela Joseth Rodrigues vão autografar seus livros na quadra, neste sábado, 16, a partir das 14h.
Formado em Jornalismo pela PUC-RJ, Roberto Sander especializou-se em Publicidade e Pesquisa em Comunicação. Durante 20 anos, foi repórter e editor em vários veículos da mídia brasileira como jornal O Globo, TV Globo e SporTV. É autor de 11 livros, como 1970 ENQUANTO O BRASIL CONQUISTAVA O TRI, e alguns deles tornaram-se obras de referência, tais como ANOS 40 – VIAGEM À DÉCADA SEM COPA (Bom Texto), O BRASIL NA MIRA DE HITLER (Objetiva), O CRIME QUE ABALOU A REPÚBLICA (Maquinária) e 1964 – O VERÃO DO GOLPE (Maquinária), todos calorosamente acolhidos pela crítica.
A advogada Joseth Rodrigues contribuiu com um artigo para o livro Conversas Sobre Direitos 2, que é uma coletânea com textos ajudar as pessoas a compreenderem melhor o direito. Uma obra produzida por profissionais das carreiras jurídicas, especialistas no assunto. Os artigos oferecem uma leitura clara, objetiva para ser acessível ao público em geral. Esta obra traz aos leitores um apanhado de temas Jurídicos de extrema importância para as questões do cotidiano.
Além de Joseth, vão estar presentes outros participantes da coletânea como Alessandra Santos, Alexandre Miranda (organizadores), Samira Sabbad, Érica Roberta, Érica Brigida, Simone Amara, Aline Vieira, Carla Lima, Claudia Valéria e Cintia Santiago.
O Departamento Cultural da Portela vem apoiando escritores, poetas, editoras que aproximem o público que frequenta a quadra de assuntos relevantes para seu cotidiano. “Quando realizamos a 1ª FLIPORTELA, em abril, percebemos o enorme potencial que essa ação tem e o quanto isso é importante para o nosso público”, defende o direitor cultural, Rogério Rodrigues.

Artista plástica cria escultura no barracão da Portela para expor no dia da Consciência Negra

A artista plástica e carnavalesca Christine Moutinho terá uma obra sua exposta no Monumento a Zumbi dos Palmares, no Centro do Rio, no Dia da Consciência Negra (20 de novembro). A escultura, que representa a opressão da mulher negra, foi concebida dentro do barracão da Portela, na Cidade do Samba, escola do coração da artista.

Aproveitando materiais doados pela agremiação, Christine Moutinho transformou uma parte do quarto andar do galpão de alegorias em um "ateliê particular" e reciclou resíduos do último desfile da Azul e Branco.
Denomiada Aiyabá, a escultura, que não possui braços, pernas, boca nem olho, para mostrar que "tudo continua sob forte tutela de uma velada escravidão", como enfatiza a artista, sairá do barracão da Portela neste sábado (16), pela manhã. No mesmo dia haverá a abertura das comemorações no Monumento a Zumbi, na Avenida Presidente Vargas, que vão durar até o dia 20.
Campeã como carnavalesca da Acadêmicos da Rocinha em 2015, Christine Moutinho fez trabalhos, ainda, na Mocidade Independente de Padre Miguel, em 1996, quando pintou uma tela, e na Mangueira, em 2005, quando desenvolveu uma mandala.

Foto: Divulgação

Morre David do Pandeiro, integrante da Velha Guarda Show da Portela

Baluarte da Azul e Branco, ele teve canção gravada por Clementina de Jesus, venceu sambas no Império Serrano e integrou lendário grupo com Candeia e Casquinha
A Portela está de luto. Morreu, na madrugada desta quarta-feira (13), aos 85 anos, David do Pandeiro, integrante da Velha Guarda Show e baluarte da escola. Lutando contra um câncer na próstata há três anos, o sambista passou mal em casa no último domingo e foi levado para a UPA de Manguinhos. Em seguida, por conta de um quadro de anemia, foi transferido para a Coordenação de Emergência Regional (CER) Ilha. A causa da morte foi uma parada cardíaca. O corpo será enterrado nesta quinta-feira (14), às 16h30, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte. O velório será a partir das 14h, na capela 1 da Rio Pax.
Carioca de Bento Ribeiro, David do Pandeiro teve destacada trajetória no mundo do samba a partir da década de 1950 como músico e compositor. Fez parte das escolas Paz e Amor e Acadêmicos de Bento Ribeiro (ambas extintas). Tempos depois, foi para a União de Jacarepaguá e para a Mangueira, onde ficou três anos.
Entre 1961 e 1963, militou no Império Serrano, onde venceu a disputa de samba-enredo em 1961 e 1962. Ainda na década de 1960, integrou o lendário grupo Mensageiros do Samba, ao lado de Candeia, Casquinha (de quem era primo), Arlindão e outros bambas. Na ocasião, a convite do patrono Natal, passou a desfilar na Portela. No início da década de 1970, teve a canção "Vai, saudade", feita em parceria com Candeia, gravada por Clementina de Jesus.
Após uma pequena passagem pela Imperatriz, chegou a se afastar do meio musical, até o início da década de 1990, quando passou a fazer parte da Velha Guarda Show da Portela, ocupando o lugar deixado por Alberto Lonato, que havia se afastado por problemas de saúde. Trabalhou, ainda, como músico, com Carlos Machado e Walter Pinto, eternos reis da noite carioca, e as cantoras Carmen Costa e Elizeth Cardoso. Foi também policial militar.
Nos anos 2000, viveu outro grande momento na carreira com a Velha Guarda da Portela, por conta do lançamento do disco "Tudo Azul" e da turnê com a cantora Marisa Monte. Viajou por diversos países e se apresentou em algumas das principais casas de espetáculos do Rio e do Brasil.
Além de brilhar em filmes como "O Mistério do Samba", David do Pandeiro ganhou um verbete especial no livro "A Velha Guarda da Portela", de Carlos Monte e João Baptista Vargens. Foi também homenageado pelo Departamento Cultural da Portela no projeto Portela de Asas Abertas, em 2017, e com a gravação de um depoimento para o acerto da escola. 
Por conta da doença, David andava um pouco afastado das atividades na Portela. No entanto, sempre que melhorava, fazia questão de participar das feijoadas. Ele deixa mulher, dona Nilza, dois filhos e muitos netos.
O presidente Luis Carlos Magalhães e toda a diretoria da Portela lamentam profundamente a morte de David do Pandeiro e se solidarizam com seus familiares e amigos neste momento de luto.

Foto: Raphael Perucci
Legenda: David do Pandeiro (à direita), com o biográfo da Velha Guarda, João Baptista Vargens, durante evento na Portela, em 2017

Central Liesa recebe mais de 3300 pedidos de reservas de frisas para os desfiles do Grupo Especial

Por Alberto João
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Heron Schneider, responsável pela Central Liesa, falou sobre a reserva de frisas pela internet e acalmou quem não conseguiu solicitar, pois haverá novas oportunidades.
Faltam 100 dias para o Carnaval 2020 e os sambistas estão ansiosos pelos desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A prova dessa ansiedade foi o grande número de pedidos de reservas de frisas. A Central Liesa de Vendas recebeu nesta quinta-feira mais de 3300 solicitações, número superior a média de 3 mil de anos anteriores. O mesmo aconteceu com os camarotes que tiveram um número de pedidos superior aos três últimos anos.
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Heron Schneider, responsável pela Central Liesa, falou sobre a reserva de frisas pela internet e acalmou quem não conseguiu solicitar, pois haverá novas oportunidades.
“Foi muito bom o número de pedidos. Mais de 3300 solicitações de reservas. A média era de 3 mil. Pela nossa expertise sabemos que desses pedimos temos 20% que não concretizam o pagamento, que deverá ser feito nos dias 4, 5 e 6 de dezembro. Por isso, as pessoas não precisam ficar desesperadas. Não é para ninguém se afobar. A nossa previsão é que a partir de 10 de dezembro a gente comece a venda das frisas que vão sobrar diretamente na Central Liesa de Vendas (Rua da Alfândega, 25, no Centro do Rio)”, disse.
Heron Schneider revelou que nos primeiros minutos o site para reserva das frisas teve um volume alto de acessos e passou por momentos instáveis.
“A procura foi enorme. A partir das 9h tivemos mais de 100 mil acessos simultâneos e ficou intermitente até 9h39. Esse número é assustador no bom sentido. É o grande interesse do público pelos desfiles das escolas de samba. Atendemos aos pedidos de reservas até 13h15, indo 15 minutos além do tempo previsto. Também fiquei surpreso que ainda tivemos 800 pedidos via fax, que sempre foi a Geni do carnaval. No TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que temos com o Ministério Público precisamos ter a ordem cronológica dos pedidos e mesmo pela internet continuamos sabendo com exatidão a hora, minuto e segundo de cada pedido”, explicou o coordenador de Vendas da Liga.
Heron Schneider espera concretizar a venda de todas frisas até o dia 10 de fevereiro. “Essa é a minha expectativa. Geralmente, poucas ficam para mais perto dos desfiles. Porém, o ideal agora é finalizar antes para que todas escolas possam receber o dinheiro e trabalhem com mais tranquilidade a receita para investir nos espetáculos. A safra de sambas para 2020 está muito bem avaliada e isso impulsiona a comercialização dos ingressos. As escolas, mesmo com todas dificuldades de recursos financeiros, estão projetando grandes desfiles e o carnaval é a válvula de escape da população”.


Carnaval do Rio segue sem soluções concretas após audiência na Câmara com ausência de Crivella

Por Lucas Santos
A Comissão de Carnaval da Câmara dos Vereadores tentou, mais uma vez, convocou órgãos e abriu audiência pública no salão nobre da Câmara Municipal, mas de novo nenhuma solução concreta foi apresentada para uma dezena de dificuldades apresentadas por foliões, presidentes de ligas de escolas de samba e blocos, representantes de agremiações, pesquisadores do tema e amantes do carnaval.
Na mesa da audiência estavam presentes dois representantes da Riotur: Marcelo Veríssimo, diretor de operações, e Val Coelho, gestora de blocos. Também estavam presentes na direção do debate o presidente da comissão, o vereador Tarcísio Motta e o deputado estadual, Eliomar Coelho, presidente da Comissão de Cultura da Alerj. O prefeito Marcelo Crivella não compareceu e o gabinete do chefe do executivo municipal nem ao menos respondeu o convite para o debate, segundo Tarcísio Motta.
Depois de mais de três horas de reunião, a comissão conseguiu apenas o compromisso da realização de mais uma reunião com a Riotur dessa vez na sede do empresa, além da criação de um documento produzido pela entidade com respostas aos questionamentos realizados durante a audiência. O vereador Tarcísio Motta, que preside a Comissão há três anos, desde que foi criada, desabafou sobre a dificuldade de avanço do tema.
“É o terceiro ano que eu presido essa comissão e é o terceiro ano que nós chegamos as vésperas do carnaval sem respostas para discutir o que está faltando. Isso não é responsabilidade dos funcionários de carreira, isso é uma responsabilidade política da prefeitura que continua a perseguir o carnaval carioca, que não faz entender as razões econômicas, mas mesmo que não gerasse um centavo para essa cidade, não é possível que não se entenda a história do carnaval, o carnaval como cultura, uma identidade. Porque a fosse só por isso, e não é, ainda sim nós teríamos que ter a essa altura um posicionamento da prefeitura. Essa audiência não deveria nem ter existido. A prefeitura já tinha que ter resolvido”.
Durante a audiência foi aberta a fala para que os interessados pudessem expor seus pontos de vista sobre o problema e colocar questões para a mesa. O presidente da Liesa Jorge Castanheira mostrou preocupação em relação à situação do Sambódromo e questionou as posições tomadas pelo prefeito Marcelo Crivella.
“No carnaval passado, na sexta feira, às 16h30/17h foi que conseguimos liberar o Sambódromo da interdição, e é preocupante para o próximo ano. O objetivo nosso é que o Sambódromo esteja preparado como equipamento com antecedência para receber um belo carnaval. Isso não tem acontecido porque as escolas de samba de um tempo para cá tem sido asfixiadas pelo poder público. Nós sabemos que a prefeitura passa por problemas financeiros, mas não entendemos o prefeito negar recursos públicos para as escolas e depois gastar esses recursos com propaganda para falar mal do nosso evento, que é o maior evento do país, apresentando ideias de que o carnaval não dá lucro confrontando com dados da Fundação Getúlio Vargas que falam do sucesso financeiro da festa para a prefeitura”.
Já o presidente da Lierj Wallace Palhares questionou o não pagamento de partes de verbas referentes a carnavais passados quando ainda havia o acordo de subvenção da prefeitura.
“A gente não entende porque ainda não foram depositados valores a respeito da subvenção do carnaval anterior que nós havíamos acertado tudo. São percentuais referentes a 2019 e 2018 prometidos que não chegaram. Nós propomos a questão dos portões abertos, nós abrimos mão da cobrança de ingresso. Fizemos a proposta e não obtivemos resposta. Pra gente fica muito claro que há uma proposta ideológica de acabar com o carnaval”.
Sem conseguir dar uma resposta concreta para a maioria das questões apresentadas no debate, Marcelo Veríssimo apresentou posicionamentos da Riotur a respeito dos questionamentos realizados pelos presidentes da Liesa e Lierj.
“Nós orientamos o presidente Wallace Palhares a conversar com a Liesa sobre essa possibilidade de gratuidade no desfile da Lierj, pois a Liesa é detentora do espaço por contrato e ninguém melhor que ela para orientar o presidente de como utilizar o espaço. Em relação a verba que ainda não saiu de anos anteriores, pendências de anos atrás que ainda não foram sanadas, porque a prestação de contas ainda não fechou. Ela (a prestação) foi para a Riotur, está sendo analisada e os presidentes da escolas de samba são chamados a Riotur, tem análise de documentos, então esse processo vai se arrastando mas vai ser concluído. Em relação ao Sambódromo já foi liberado o dinheiro pelo prefeito para o que ele chama de obras emergenciais. Serão 8 milhões para resolver os processos que nós temos com o Corpo de Bombeiros e o MP e isso será realizado pela Riourbe”.
Sobre a subvenção, Marcelo se limitou a responder sobre a situação da Intendente Magalhães.
“As escolas de samba da Intendente Magalhães vão ter um aumento de 100% em relação à verba do ano passado. Esse crédito está na parte administrativa do ministério da Fazenda e a qualquer hora vai sair. Mas ele virá sim”.
O relatório da Comissão de Carnaval da Câmara de Vereadores vai ser apresentado no dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, com uma grande roda de samba nas escadarias do Palácio Pedro Ernesto, sede do legislativo municipal.

sábado, 9 de novembro de 2019

Fantasias alas comerciais da Portela

ALA 2 – KAMURUPY
Um peixe grande com o aspecto de uma sardinha, esse era o mais desejado e almejado peixe a ser pescado pelos tupinambás. Vivia nas águas quentes tropicais e subtropicais do Oceano Atlântico, especialmente nas águas salobras dos manguezais, na parte dos canais e também sobre áreas mais rasas cobertas nas marés cheias.

ALA 7- O QUE SE PLANTA, A TERRA ACOLHE
O clima ameno da Baía da Guanabara proporcionou uma agricultura e a colheita de diversas plantas e raízes como; milho, mandioca, aipim, feijão e batata doce, dentre outros, ingredientes que formaram a base da culinária popular brasileira.

ALA 12 - SAMBURÁ - do tupi samu’ra (pau enroscado)
Cesto de cipó ou de taquara usado pelos pescadores para guardar iscas, petrechos de pesca e o que foi pescado. Os cestos também são utilizados para uso doméstico, na manutenção e transporte de alimentos. É mais confeccionado pelas mulheres, que desenvolvem variadas formas de trançados.

ALA 19 - CURIMBÓ
Instrumento indígena comprido de percussão, de formato oblongo (roliço). Do Tupi-Guarani: Cu-rim-bó = Tambor. Confeccionado de tronco oco de árvore, com uma das extremidades (ponta) coberta, normalmente, com pele de animais silvestres. O Curimbó é utilizado para ritmar a contagiante festa do cauim.

ALA 21 - BAPO-MARACÁ
Ritmador de cantos e danças. Marcava o compasso da música e dança sob forte emoção e evocando os deuses com o poder do seu maracá.

ALA 26 - JIBÓIA
“Jiboia” provém do tupi y’bói. “Constritora” é uma referência ao modo como a jiboia mata suas vítimas: apertando-as e sufocando-as. E assim, ironicamente, nos sufocamos, vítimas das nossas ambições desmedidas.

Grupo Portelamor
Porque amar é fundamental