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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Portela renova o contrato da carnavalesca Rosa Magalhães

Redação Carnavalesco



A diretoria da Portela renovou o contrato da carnavalesca Rosa Magalhães por mais um ano. O acordo foi firmado, na tarde desta sexta-feira, durante reunião entre a artista e o presidente Luis Carlos Magalhães.

– Tanto a escola, sua diretoria e a quase totalidade de torcedores da Portela, que se manifestou através das redes sociais da escola, aplaudiram orgulhosamente o trabalho da carnavalesca Rosa Magalhães. Ontem (sexta-feira), nos encontramos, aparamos algumas arestas pontuais e acertamos a continuidade do trabalho para o próximo carnaval – revelou Luis Carlos Magalhães.

Maior campeã do Carnaval carioca, a Portela, que ficou em quarto lugar na tabela de classificação do Carnaval 2018, levou para a Avenida o enredo “De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…”


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Passista da Portela é eleita Rainha do Carnaval de Taubaté


'Me sinto dando continuidade ao legado do meu avô', diz Ana Paula Costa, neta do compositor Jair do Cavaquinho


Passista da Portela, Ana Paula Costa vai brilhar como Rainha do Carnaval da cidade de Taubaté, em São Paulo. Aos 32 anos, a jovem, que é neta do saudoso compositor e baluarte Jair do Cavaquinho (1922-2006), foi consagrada pelos jurados do concurso no último dia 27, derrotando cinco adversárias.

Cria da premiada ala comandada por Nilce Fran e Valci Pelé, Ana Paula, que já foi também rainha de bateria da Unidos de Vila Santa Teresa e musa da União de Jacarepaguá, é só alegria: "Estou muito feliz com essa conquista, é mais uma realização. Será uma honra para mim representar Taubaté neste carnaval. Amo esta cidade que me recebeu de braços abertos."

Casada há 12 anos com um paulistano, a sambista conta como virou rainha da corte da folia de Taubaté. "Fui morar na cidade de São Paulo depois que me casei. Lá, tive uma passagem muito feliz pela escola Unidos de Vila Maria, onde fui coordenadora da ala de passistas e fiz muitos amigos. Depois desse período grande em São Paulo, fui morar em Taubaté há quatro anos. E, aos poucos, fui sendo acolhida pelas pessoas daqui. Foram elas que me incentivaram a concorrer."

Desde 2006 desfilando como passista da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira, a jovem, que levou o Estandarte de Ouro da categoria em 2008, afirma que sempre sonhou em fazer parte da ala comandada por Nilce e Pelé, mesmo contra a vontade da patriarca da família. 

"No início, meu avô não queria que eu fôsse passista. Mas eu insistia e falava pra ele que queria ser testada pela Nilce (Fran), até que um dia fiz o teste e pude entrar. Hoje em dia, mesmo morando em outra cidade, faço questão de desfilar todos os anos, porque a Portela é a minha casa, é a minha vida. Meus pais se conheceram na Portela. Meu pai foi ritmista e minha mãe desfilou durante muito tempo na Ala das Damas, de Tia Dodô. Hoje, me sinto levando adiante o legado do meu avô", diz. 
  
Corte do Carnaval de Taubaté 2018

Rei Momo - Felipe Freitas
Rainha - Ana Paula Costa
Primeira Princesa - Letícia Santos
Segunda Princesa - Márcia Carvalho


Crédito da foto: PortalR3
Legenda: Ana Paula Costa foi eleita Rainha do Carnaval de Taubaté no último dia 27


Prefeito Crivella anuncia que estará no Sambódromo no Carnaval 2018

Por Redação Carnavalesco


Na manhã desta segunda-feira, o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella anunciou que estará no Sambódromo no Carnaval de 2018.
Crivella não revelou os dias que estará na Sapucaí, mas adiantou que acompanhará os desfiles.
– Estarei lá. Eu vou à Sapucaí. Não para sambar. Vou verificar toda infraestrutura que a prefeitura tem colocado, iluminação e o som. Estamos investindo R$ 20 milhões. Também vamos colocar a Guarda Municipal para verificar se não teremos motoristas alcoolizados dirigindo alegorias. Vai ter bafômetro. Já deixo alertado e avisado. Com toda segurança vamos fazer o carnaval mais bonito do país – disse o prefeito.


Envolvida no acidente em 2017, fotógrafa Lúcia Mello pretende ir ao Sambódromo no Carnaval 2018

Por Geissa Evaristo


A fotógrafa Lúcia Mello, que ficou ferida no acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti no último carnaval, retornou ao hospital em janeiro deste ano para realizar novas cirurgias, e recebeu alta hospitalar na tarde desta segunda-feira e seguirá o tratamento através de fisioterapia. Ela já tinha voltado para casa, em junho de 2017, após ficar quatro meses internada no Hospital Municipal Miguel Couto.

Lúcia ficou presa na grade que separa a primeira arquibancada do Sambódromo do Rio da pista de desfiles. O carro alegórico perdeu a direção e atingiu quem estava na Avenida. A fotógrafa teve fratura exposta na perna esquerda e traumatismo craniano, chegando a permanecer em coma no CTI. Ao todo foram 15 cirurgias, sendo a última realizada na quarta-feira através de um enxerto ósseo. O tratamento para que restabeleça os movimentos e volte a andar, no entanto, é complexo. A fotógrafa passará por avaliações médicas regulares e reiniciará a fisioterapia.

– Já estou liberada para colocar os pés no chão, mas não posso forçar, nem tampouco sair andado. Será necessário principalmente emagrecer e muita fisioterapia. Sinto muitas dores, que não passam com os remédios. É sofrido demais. Nessa última internação retiraram um pedaço do osso da minha coxa e enxertaram no meu pé. Ganhei um “novo” machucado na perna. A sensação é que sinto choques a todo o tempo, não imaginava passar por isso na minha vida – desabafa a fotógrafa.

Mesmo precisando se readaptar a nova rotina, Lúcia Mello que segue utilizando cadeira de rodas, garante que não tem traumas e nem se afastará do carnaval. Com alta hospitalar e liberada pelo médico para retornar à Sapucaí, a fotógrafa, cheia de otimismo, faz planos de voltar a cobrir os desfiles do carnaval deste ano ainda.

– Apesar de tudo que estou vivendo e ainda vou viver porque a caminhada é longa e difícil, eu estou muito feliz, pois estou viva. O médico me liberou para ir ao Sambódromo. Se as dores amenizarem eu pretendo ir à Avenida, só não poderei ficar muito tempo – empolga-se com a possibilidade.

Desde o acidente, Lucia Mello ganhou mais de cinco mil seguidores em suas redes sociais e recebe diariamente mensagens de apoio e carinho. No entanto, quase um ano depois, não recebeu qualquer ajuda financeira pelos responsáveis pelo acidente. A fotógrafa tem em sua família o apoio necessário nesse momento. O tratamento de fisioterapia e os remédios, que chegam a custar até R$ 300 e são custeados por eles.

– Ainda não sinto meu pé. Vou precisar de muita fisioterapia e esse tratamento será por minha conta. Não fui procurada por ninguém, mas deixo esse assunto sob responsabilidade da minha família que está resolvendo tudo – revela.


domingo, 4 de fevereiro de 2018

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Cara a cara com Rosa Magalhães: ‘O pré-julgamento de barracão é sempre falho’

Por Guilherme Ayupp


Em uma época em que quase nenhum segredo pode ser mantido na Cidade do Samba, em plena era das redes sociais, é comum saírem comentários analisando a qualidade dos barracões das escolas antes do desfile. Na série ‘Cara a cara’ do site CARNAVALESCO, a professora Rosa Magalhães conversa com nossa reportagem sobre o tema e afirma que já foi traída por um pré-julgamento antes de um desfile. Entre outros temas, fala da chegada à Portela, do volume de suas alegorias e conta que ‘Bumbum Paticumbum Prugurundum’ é seu mais importante trabalho.

– Qual o seu grande desfila em sua opinião?
Rosa Magalhães: “O desfile campeão pelo Império Serrano me marcou bastante, pois foi muito sofrido. O da Imperatriz de 1996, da Imperatriz, que acabamos não vencendo foi inesquecível também, pois rendeu até uma homenagem na Áustria onde eu dancei até valsa. Os que marcam geralmente são aqueles que a gente ganha, mas esses dois em especial eu sempre lembro”.

– E um desfile que você viu e gostaria de ter feito?
Rosa Magalhães: “Tenho vários. Ziriguidum 2001 e Tupinicópolis foram maravilhosos, o Fernando Pinto era fantástico. Eu vi esses dois desfiles e fiquei encantada. Tem um enredo do Arlindo Rodrigues que eu acho que ele inventou, ‘O Rei da Costa do Marfim visita Xica da Silva em Diamantina’. Era tudo branco e bege. Era belíssimo. A Beija-Flor do João sempre era um susto. O título da Viradouro em 1997 me ensinou que não devemos pré-julgar antes de ver na avenida. Aquele abre-alas todo preto eu achava feio e na avenida foi lindíssimo”.

– A nova geração da Escola de Belas Artes tem chegado com muito talento no carnaval. Qual a sua opinião sobre eles?
Rosa Magalhães: “Eu acho ótimo e estão estudando e se dedicando. O Milton Cunha agora é um comunicador, mas é pós-doutorado. Quanto mais você estudar, melhor. O Jorge Silveira me convidou para participar do desfile da São Clemente, mas eu infelizmente não vou ter como participar. Eu vejo com uma alegria muito grande a presença desses jovens artistas, o que prova a força das Belas Artes até hoje”.

– O termo ‘professora’ te agrada?
Rosa Magalhães: “Já me aposentei, dei aula a vida inteira. Dei aula no Fundão pela EBA, no Parque Lage e 15 anos na faculdade de arquitetura. No Senai. Um monte de gente me chama. Foi o Milton Cunha que começou com isso recentemente. Vejo como um carinho das pessoas comigo”.

– E a aposentadoria do carnaval? Você pensa nisso?
Rosa Magalhães: “Me chamaram para dar aula em um curso de pós-graduação. Pensar eu penso, mas a gente nunca sabe. Eu vivo cada ano, pois é sempre um mistério. Às vezes você tem escola, às vezes você não tem. Acho que o dia que eu não tiver mais aí eu paro”.

– Tamanho de carros. Esse assunto te incomoda?
Rosa Magalhães: “Isso é folclore. Aqui na Portela não podem reclamar. Essa questão começou na Imperatriz, pois antigamente os carros lá não eram mecanizados e aí tinham que ser menores. Acho muita coisa sobre alegorias. Vi uma vez nos Estados Unidos um carro todo mecanizado. Um homem só fazia tudo. Coisas muito tecnológicas têm os seus senões. Na Olimpíada aquela chaminé que saiu o ministro molhou os componente e o negócio não saía de cena. Foi preciso empurrar. Para o mundo inteiro aquilo não funcionou. Eu não sei qual a fórmula correta”.

– Leitura de fantasias e alegorias ou apuro artístico e de acabamento? O que é mais importante?
Rosa Magalhães: “Eu acho que tem de ser bem feita, dependendo do foco do enredo. Se for de época ou abstrato. Eu só acho horrível quando descreve. Legenda eu sou totalmente contra. Não precisa, as pessoas entendem”.

– Portela foi campeã do carnaval. Isso tira o peso dos seus ombros?
Rosa Magalhães: “Posso ser campeã como posso não ser. Não é uma pessoa só que vence, é um grupo grande. Eu acho que esse carnaval vai ser difícil de saber quem leva. Têm algumas escolas em boas condições, outras menos. Mas se der mole a gente pega de novo”.