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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Escolas de samba e Prefeitura do Rio assinam termo de compromisso

Por Redação SRzd

Na manhã desta segunda-feira (17), foi realizada mais uma reunião para debater os tópicos do contrato sobre a subvenção da prefeitura do Rio às escolas de samba. Participaram do encontro o prefeito Marcelo Crivella; o presidente da Riotur, Marcelo Alves; os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro; e o presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio (Liesa), Jorge Castanheira.

Após a reunião, Castanheira revelou que as medidas continuam iguais. A prefeitura mantém o corte de 50% da subvenção às escolas de samba e se responsabiliza, por meio da Riotur, de recuperar metade deste corte. A reposição será feita através de patrocínios da iniciativa privada, que serão fechados no dia 15 de agosto. Foi assinado um termo de compromisso entre as escolas e a prefeitura para dar início a oficialização das negociações.

“A previsão é que seja feito o pagamento das parcelas relacionadas as escolas. Cada uma receberá quatro parcelas de R$ 225 mil, a partir do momento da assinatura do contrato no final de julho, e uma de R$ 100 mil, perfazendo o total de R$ 1 milhão. E os outros R$ 500 mil, até 15 de agosto, o presidente da Riotur tem o resultado desse chamamento público com a iniciativa privada. E, dentro desse formato, o complemento de R$ 6,5 milhões, que são R$ 500 mil para cada escola. Portanto, o corte que foi feito da verba de Carnaval ficou em 25%, como o decreto geral da Prefeitura havia determinado”, explicou.

O contrato já está em fase de minuta. “Agora, vamos aguardar o chamamento da Riotur para assinarmos o contrato. E as escolas estão providenciando a renovação de todas as certidões, todo esse processo burocrático para a assinatura direto com a Riotur”.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, afirmou que as medidas negociadas garantirão que o Carnaval seja celebrado como nos outros anos. “Finalmente, hoje fizemos um acordo e assinamos com a Liga para os recursos que nós estamos passando para as escolas. É praticamente a metade do que foi feito no ano passado porque o Rio de Janeiro está em crise”, comentou.

Ensaios técnicos

O presidente da Liesa falou ainda sobre os ensaios técnicos. “Ainda não temos nada definido ainda. É uma questão mais da Liesa de conseguir, se possível, aprovação da Lei Rouanet e captação da Lei Rouanet, senão não tem como fazer ensaio técnico. Estamos tentando a aprovação do projeto agora, por ser um projeto de desfile totalmente gratuito, estamos tentando viabilizar pela Lei Rouanet e, para isso, a gente precisa captar isso junto a iniciativa privada”, disse. Segundo Castanheira, são necessários um total de aproximadamente R$ 4 milhões. “São 15 anos que nós fizemos ininterruptamente, mas a liga custeando tudo isso. Mas infelizmente, este ano, nós não temos orçamento”.

Regulamento

Castanheira falou ainda que, apesar da diminuição dos valores, não haverá mudanças no regulamento dos desfiles. “Regulamento fica mantido, porque as escolas têm liberdade entre cinco e seis alegorias. Então, vão trabalhar em cima desse mesmo regulamento. Serão 75 minutos de desfiles, começando 21h15”.


Fonte: www.srzd.com

Presidente da Liesa revela fim da cabine dupla e diz que regulamento sofrerá ajustes em prazos e recursos

Por Guilherme Ayupp

O presidente da Liesa Jorge Castanheira concedeu entrevista para o site CARNAVALESCO em que fez um grande balanço do Carnaval 2017, projetando mudanças para o próximo ano. A conversa se deu após o encerramento da quarta edição da feira Carnavália-Sambacon e da realização do sorteio da ordem de desfiles para o Carnaval 2018. Castanheira disse, dentre outras coisas, que não deve repetir a experiência com a cabine dupla e que o regulamento deve ser mais específico com relação aos prazos de entrega para as informações dos desfiles no livro abre-alas, além dos recursos após o resultado, afim de evitar o imbróglio que definiu pela divisão do título de 2017.

– Qual a análise da Liesa sobre a cabine dupla?

“Não vamos repetir. Voltaremos às cabines nos setores 3, 6 e 8 e 10, como era antes. Aquele formato experimental para ter menos paradas não deu certo, pois desprestigiou os setores 8 e 9”.

– Qual será o tempo máximo e mínimo de desfile?

“Mesmo com as paradas reduzidas com a abolição das cabines duplas vamos manter o tempo máximo em 75 minutos”.

– Muita gente fala que dentro da plenária o clima não é mais amistoso entre os dirigentes. Que tem o grupo do Capitão e o grupo do Anísio. O que de fato existe?

“O clima não tem nada de tenso dentro da Liga. Trouxemos o sorteio para a Carnavália, quem pode acompanhar viu que há uma relação muito amistosa entre as escolas. Não visualizo isso de grupos não. O ambiente é ótimo. Eu não era a favor do não rebaixamento, pois desestabiliza o formato. Dentro de tudo que aconteceu acredito que vai causar um fortalecimento do carnaval do ano que vem. Anísio é uma pessoa expansiva e apaixonada, o Capitão é mais ponderado. Seu Luis fica no meio termo disso. Ouço todos os presidentes sempre”.

– O regulamento e o manual do julgador de 2018 vão passar por profundas transformações ou a crise econômica acabou deixando isso em segundo plano?

“Vamos ter que estabelecer um prazo limite para o material para o livro abre-alas e com relação aos recursos que as escolas podem impetrar se não concordarem com o resultado e justificativas”.

– Escolas vão saber quando número máximo e mínimo de alegorias?

“Mesma coisa do regulamento deste ano. Mínimo de cinco e máximo de seis alegorias com um acoplamento”.

– Já foi cortado o número de desfilantes em 2017 acha que é realmente necessário cortar mais para 2018?

“Não deve haver nada significativo, pois realmente já houve um corte para 2017. Cada escola sabe o melhor para o seu desfile. Tudo está sendo avaliado por cada agremiação”.

– A Lei Rouanet está aprovada para os ensaios técnicos? Com empresas interessadas em utilizar a lei os ensaios técnicos acontecem?

“Se Deus quiser. Precisamos de R$ 4 milhões que estão em análise pela lei. Se forem captados e conseguirmos receber, temos até novembro para decidir isso. Dependerá muito do mercado. O PIB não cresceu e teve queda de 0,5% e isso impacta nos negócios. As empresas que nos ajudarem irão expor no Sambódromo. Sem esses recursos pelo caixa da Liga não temos como realizar os ensaios técnicos”.

– É possível pensar em um plano de marketing para o Grupo Especial que saia de dentro da Liesa para os próximos anos?

“Pode até ser, mas na medida que as empresas estão demitindo, o mercado publicitário está defasado, os grandes jornais e rádios em crise. Não vejo plano de marketing como solução. Já tivemos 15 empresas ajudando o carnaval sem plano em uma época áurea. É uma questão de reaquecimento de mercado. Isso não se resolve do dia para a noite”.

– Roberto Medina tem interesse no carnaval?

“Eu já estive com ele em algumas ocasiões e já me coloquei à disposição. Acho que todos que puderem vir para somar conosco são muito bem-vindos. Não sei como seria o modelo”.

– A Riotur já garante 8 telões e mais o novo sistema de iluminação. O que isso vai mudar para as escolas em termos de competição dos desfiles? E o som?

“Isso não muda em termos de desfiles, é um incremento para o público. Mas eu penso que primeiro precisamos fazer um arroz com feijão bem temperado e gostoso antes de buscar outras coisas. O som já resolvido nem é citado mais pela prefeitura”.

– Qual o seu balanço da feira Carnavália-Sambacon?

“Feliz e ao mesmo tempo sentimos muita falta do nosso parceiro que é o Elmo. Ele está se recuperando de uma cirurgia e não pode comparecer. O que nos deixou um pouco mais seguros foi que nesse caso do sorteio a equipe da AMI7 nos ajudou bastante. Acho que as escolas precisam estar presentes com stands e a Lierj não ter colocado seu espaço também acabou esvaziando a presença de representantes das escolas da Série A. Esperamos que no próximo ano participem”.

– Sobre segurança dos carros alegóricos o que já foi feito para 2018?

“Estamos trabalhando junto com o Inmetro e outras organizações tentando melhorar esse trabalho de normas e procedimentos dos barracões. O que ocorreu foi uma fatalidade, como as escolas poderiam prever? No caso da Tijuca uma empresa contratada e um funcionário não colocou a trava. As escolas precisam também entender o nível de responsabilidade na condução de alegorias. É necessário ter pessoas com experiência para operar. Com relação à segurança do Setor 1 vamos ter que limitar as credenciais ali e talvez criar um corredor seguro para a imprensa”.

– Qual lição que fica de toda essa crise envolvendo o carnaval e a prefeitura?

“Me sinto um pouco desgastado. Não precisa disso e poderia ter sido feito de uma forma menos traumática, seja para o prefeito quanto para o carnaval. Precisamos uns dos outros. Sozinho não fazemos carnaval e o poder público também necessita para captação. Aconteceu, mas não faremos um cavalo de batalha. Não entendi a ausência da Riotur no sorteio. Isso é um sinal de que precisamos dialogar mais e melhor. A Liga está disposta a ouvir críticas e a melhorar, sem de maneira nenhuma acusar este ou aquele”.

– Além do ISS, o que mais poderia ser pensado como incentivo para o carnaval?

“Isso demanda um tempo maior para ser pensado. Não do ponto de vista da prefeitura, mas do governo federal ou estadual. Planejar um modelo que não deixa a prefeitura sobrecarregada. Outras esferas de governo também lucram bastante com os desfiles das escolas de samba”.

– A questão da taxa do turismo revertida para o carnaval nos mês de janeiro e fevereiro pode ser viável e acredita que um dia será colocada em prática?

“Não vejo como o melhor caminho. Já fui informado que a taxa é facultativa. Se fosse obrigatória deveria ir para o caixa da prefeitura como um todo. Temos que repensar neste momento”.

– Muita gente bate na tecla da falta de liderança política do carnaval na câmara municipal, estadual e até em Brasília. Como mudar esse panorama?

“Para ser sincero quando precisei dos vereadores como foi agora eles abriram as portas para o carnaval e só tenho a agradecer. A Liga é suprapartidária. O diálogo é sempre positivo”.

– O presidente Jorge Castanheira trabalha muito e agora que vai ser papai sabe que terá que delegar mais. É seu último mandato na Liga? Quais seriam as pessoas que você indicaria para o posto?

“Ser pai é uma bênção pelo que me dizem. Eu não queria ser precipitado em dar nenhum tipo de veredito. Há dois anos atrás talvez não devesse recorrer. Mas olha a importância dessa união entre os diretores agora? Tenho que ter prudência nessa hora, minha vida vai mudar e buscarei me adaptar. Não tenho essa pretensão de indicar alguém. Prefiro aguardar para responder concretamente essa pergunta. A eleição na Liga é em maio de 2018”.

– Qual o balanço do resultado do sorteio?

“Me senti muito feliz por ter corrido tudo bem por ser uma situação nova. Todos foram parceiros e entenderam. Sambistas importantes presentes. Esse respeito é que faz o carnaval dar certo. Ainda não consegui assimilar o equilíbrio de forças nos dois dias. Mas acho que já dá para projetar algumas situações. A Mocidade não quis trocar à toa, uma intenção de voltar a ser forte. Ser a última é um desafio grande”.


sábado, 15 de julho de 2017

Carnaval 2018 - que a sorte venha De Repente de Lá pra Cá e Dirrepente Daqui Pra Lá...

Porque amar é fundamental.

Domingo ou Segunda? 81% das campeãs na Era Sambódromo desfilaram no 2º dia

Por Redação

“Independentemente da posição de desfile, vamos fazer o nosso melhor”. Esse é o discurso de 10 entre 10 dirigentes ao falar sobre uma eventual má sorte no sorteio da ordem dos desfiles. Mas a real é que quase todo mundo prefere a Segunda-Feira de Carnaval. E neste sábado, 15, a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, realiza mais uma definição na sorte da ordem das apresentações da festa que se aproxima.

A preferência pelo segundo dia reservado aos desfiles do Grupo Especial carioca passa longe de uma mera superstição. As estatísticas mostram que a Segunda-Feira gera incontestáveis melhores colocações, no geral.

Vejamos! Na Era Sambódromo foram 37 campeãs. Trinta delas (81%) saíram da Segunda, apenas sete (19%) de Domingo, em mais de 30 anos de Avenida. Só aí já dá para justificar a predileção tão aguerrida pela última noite de festa.

Na atual década (2011-2020) não tivemos campeãs no Domingo. A última foi a Unidos da Tijuca, em 2010. Antes, a Vila Isabel, em 2006, foi a exceção da regra. Nos anos 1990, Mocidade (1996) e Imperatriz (1994) quebraram a corrente. Na década anterior, Mangueira (1987), Mocidade (1985) e Portela (1984) conseguiram levar o caneco, mesmo no Domingão.

E tem ainda o fator rebaixamento. De 1984 até aqui, foram 54 rebaixadas; 41 (75%) desfilaram no Domingo de Carnaval, outras 13 (ou 25%) passaram na Segunda. E o número poderia ser ainda mais expressivo. Em todos os anos que não houve rebaixamento (1988, 1993, 1994, 2011 e 2017) a última colocada desfilou no dia de abertura dos desfiles.

Entre as seis primeiras, com Desfile das Campeãs ou sem, a vantagem, é claro, também é da Segunda-Feira sobre o Domingo. Dos 204 carnavais merecedores de uma vaga entre as seis melhores, 118 (58%) deles vieram do segundo dia de apresentações. Outros 86 (42%) tinham participado do Domingo.

Para o sorteio desta noite, que vai acontecer a partir das 20h, durante a quarta edição da maior feira de negócios do Carnaval, a Carnavália, os pares ficaram definidos da seguinte maneira. Mocidade e Portela; Mangueira e Salgueiro; Beija-Flor e Grande Rio; Imperatriz e União da Ilha; São Clemente e Vila Isabel. As duplas não desfilam no mesmo dia e portanto disputam a primazia de desfilar na Segunda-feira.


Sorteio do Grupo Especial: a barreira em desfilar no domingo de carnaval

Por Guilherme Ayupp

O desejo não é mera superstição de sambista. A estatística é macabra com as desfilantes na primeira noite de desfiles. Se considerados os últimos dez desfiles (de 2008 a 2017) apenas uma única vez a campeã desfilou no domingo de carnaval. Só que esse desfile foi simplesmente ‘É Segredo’ da Unidos da Tijuca em 2010, um marco na história recente do carnaval. Os demais títulos foram todos alcançados na segunda-feira.

Os desfiles desmembrados em dois dias surgiram com a inauguração do Sambódromo em 1984. Na ocasião houveram duas campeãs (uma por dia) e uma supercampeã no que hoje é conhecido como Sábado das Campeãs. Portela e Mangueira ergueram a taça no ano de estreia. De lá pra cá a estatpistica com quem desfila na primeira noite é um soco no estômago. Em 34 carnavais só foram campeãs desfilando aos domingos de carnaval, Mangueira (1987), Imperatriz (1994), Mocidade (1996) Vila Isabel (2006) e Unidos da Tijuca (2010). A média é que a cada sete anos sai uma campeã aos domingos.

As teses para não se gostar dos desfiles de domingo são muitas. Muitos defendem que é mero preconceito com a primeira noite e que a cereja do bolo dos desfiles está reservada para a segunda-feira. Há quem acredite que mediante as bolinhas jogarem as escolas para o domingo dirigentes até deixam de investir, se são agremiações ditas favoritas. Mas a tese mais falada por sambistas é a de que os jurados ‘seguram’ as notas 10 para a segunda noite e isso acarreta a enxurrada de títulos conquistados na segunda-feira. De fato mesmo a palpável realidade de que nos últimos carnavais, exceto o inesquecível desfile tijucano de 2010, os mais arrebatadores tem sido mesmo na derradeira noite no maior espetáculo da terra.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Violência contra idosos é crime!

Portela leva taça de campeã do Carnaval 2017 para o seu stand e faz sucesso na Carnavália

Por Redação Carnavalesco

A abertura da feira de negócios Carnavália-Sambacon, na noite desta quinta-feira, no Centro Sul-América, presentou os sambistas e portelenses. A escola de Oswaldo Cruz e Madureira levou para o seu stand o troféu de campeã do Carnaval 2017. Chopp, diretor geral de harmonia, citou que a escola aposta no evento como uma grande forma de divulgação do seu trabalho.

FOTOS: 1º dia do Carnavália-Sambacon

– A Carnavália é muito importante para a Portela. Um grande meio de divulgação do carnaval, que é tão criticado e está com tantos problemas, e do nosso trabalho – disse.
Além do troféu do último título no entorno estão expostas 22 estrelas, simbolizando as conquistas da Portela. O portelense e o sambistas vão encontrar no stand fantasia de destaque do carnaval de 2017, dois passistas uniformizados, bateria e banners homenageando Paulo da Portela e Marcos Falcon.
O stand da Portela pode ser visitado nos três dias de feira. No sábado, quando acontece o sorteio das ordem dos desfiles do Grupo Especial, a agremiação trará um maior número de integrantes, já que fará o encerramento da Carnavália.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Hoje às 23h30 é a vez do Rock na Rádio Manacéa

Porque sambista também gosta de Rock

Dia Mundial do Rock, e por que não?!
Sambista também curte o bom Rock.

O dia 13 de julho é reconhecido no Brasil como o Dia Mundial do Rock.[1] A data celebra anualmente o rock e foi escolhida em homenagem ao Live Aid, megaevento que aconteceu nesse dia em 1985. A celebração é uma referência a um desejo expressado por Phil Collins, participante do evento, que gostaria que aquele fosse considerado o "dia mundial do rock". O evento também ficou conhecido por contar com grandes artistas do gênero, como Queen, Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood, Elton John, Paul McCartney, David Bowie, U2 entre outros.

Rosa Magalhães brinca com formato da sinopse da Portela: ‘ficou tão bom que dá pra gente levar pra Feira de São Cristóvão’

Por Daniela Lima Safadi

‘De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…’ é com este enredo que a Portela tentará o bicampeonato no ano que vem. A agremiação optou por apresentar a sinopse para os compositores fugindo dos moldes tradicionais; o texto foi apresentado em formato de vídeo narrado pelo presidente de honra da escola, Monarco. O texto foi feito em forma de cordel.

– O formato ficou direitinho né? Acho que ficou tão bom que dá pra gente levar pra Feira de São Cristóvão – brincou a carnavalesca Rosa Magalhães.

Rosa optou por fazer formato de cordel para dar um pouco de leveza ao tema. Ela acredita que dessa forma os compositores terão mais inspiração.

– Espero que façam o samba mais lindo do ano, só isso! (risos). Não fiz nenhum pedido especial porque eles tem total liberdade, depois nos encontros para tirar dúvidas a gente vê se tem alguma coisa que precisa mudar. Agora eles precisam ficar livres pra criar – frisou.

A carnavalesca contou que a inspiração veio a partir de uma tese da USP. Após se debruçar sobre o trabalho começou a ler muito sobre o assunto até chegar no enredo final, que mostra como um grupo de judeus fugidos da Europa no século XVII, que seguia para o Nordeste brasileiro, ajudou na formação da cidade de Nova York.

– Acho esse enredo bem atual ainda temos muita gente chegando, partindo… Muitos refugiados… Mas ainda vamos ver se vamos abordar sobre os refugiados no desfile. Estou começando a desenhar agora. Estou muito feliz em estar na Portela. A recepção foi muito boa – contou.

O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, falous sobre mudanças na disputa de samba-enredo, um desejo que ele trazia mesmo antes de assumir o cargo. A escola tem tido encontros com os compositores e terá mais reuniões para decidirem quais mudanças serão viáveis já para este ano. O objetivo é baratear os custos da disputa, por isso, a agremiação optou por ter apenas sete apresentações.

– O que custa mais caro é o palco. Então, quanto menos rodada de disputa você tiver, mais economia. Vamos dizer que cada palco custe R$ 10 mil, se você deixa de fazer dez pra fazer sete, é R$ 30 mil a menos que as parcerias gastam. Os compositores têm outras reivindicações, mas que estamos vendo ainda, temos que analisar com mais calma. As mudanças que não derem para serem colocadas em prática este ano, porque está muito em cima, ficarão para o ano que vem – pontuou o presidente.


No próximo dia 29, a partir das 18h, vai rolar um super arraiá azul e branco no Templo do Samba


Presidente da Portela é convidado da Finep na maior feira de ciência e inovação do Brasil (SBPC), em Minas

Por GRES Portela

Entre os dias 16 e 22 de julho, na UFMG (Campus Pampulha), Belo Horizonte, Minas Gerais, acontece a 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior congresso de cientistas e inovadores brasileiros. A Finep, principal financiadora pública de projetos científico-tecnológicos, completa 50 anos agora em julho e prepara muitas ações em seu estande, localizado no coração do evento: a ExpoT&C. No espaço, haverá um local para debates e palestras sobre temas variados ligados à inovação. Um dos mais aguardados momentos é a apresentação do presidente da escola de samba Portela, uma das atuais campeãs do carnaval carioca, Luis Carlos Magalhães. Ele vai falar sobre gestão cultural e a criatividade na confecção dos desfiles.

“Esta é uma festa que envolve bastante tecnologia e ciência, temas com os quais a Finep atua. Além disso, economia criativa é dos caminhos para a retomada do crescimento”, diz Magalhães, que vai palestrar na terça-feira, 18/06, a partir 15h30. A entrada é gratuita.

O jornalista e comentarista Fábio Fabato, que atua na gerência de comunicação da Finep, destaca a importância da palavra inovação na vida da escola azul e branca do bairro carioca de Madureira: “ao longo das décadas, foi das escolas que mais agregou elementos aos desfiles, sem prejudicar a essência da festa. Não à toa é a maior campeã. Uma escola inovadora em si”, completa.

Além de palestras como a de Luis Carlos, o espaço da Finep conta com atrações interativas, holografia, realidade virtual e muitas tecnologias que receberam financiamentos ao longo de 50 anos. Vale a pena os mineiros que gostam de samba e da Portela conferirem este grande encontro entre carnaval e ciência. A receita dá samba!

Serviço:

Palestra no estande da Finep na Reunião da SBPC
Carnaval: gestão cultural numa festa carregada de inovação
Luis Carlos Magalhães – Presidente da Portela
Dia 18/07 (terça-feira) – 15h30
UFMG – Campus Pampulha
Av. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha - Belo Horizonte – MG

Luis Carlos Magalhães palestrará sobre gestão cultural no estande da financiadora na UFMG

quarta-feira, 12 de julho de 2017

terça-feira, 11 de julho de 2017

Rosa de Ouro reedita carnaval de 1991 da Portela - Tribudo à vaidade

Ordem de Desfile: 3ª Escola a desfilar na Segunda-Feira de Carnaval, dia 12/02/2018, na Estrada Intendente Magalhães, Campinho/RJ.

 Porque amar é fundamental.

Site CARNAVALESCO apresenta detalhes das quotas de patrocínio da Prefeitura e Riotur para o Carnaval 2018

Redação Carnavalesco

A Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Riotur, lançou essa semana o chamamento público para seleção de propostas para aquisição de quotas de patrocínio para realização do Evento “Carnaval do Rio 2018” em diversos locais espalhados pela cidade no Rio de Janeiro. A data de 7 de janeiro a 18 de fevereiro de 2018 foi estabelecida como período do evento. A promessa da Riotur é que o carnaval do Rio em 2018 será potencializado com uma campanha de marketing e comunicação que irá proporcionar um retorno ainda maior aos parceiros envolvidos no projeto. A previsão é que o resultado do chamamento seja divulgado em 15 de agosto de 2017.

Serão disponibilizadas para aquisição dos proponentes 13 quotas de patrocínio, divididas nas seguintes modalidades: patrocinador apresentador do carnaval (1 quota de R$ 20 milhões); patrocinador oferecimento do carnaval (2 quotas, cada uma de valor igual ou maior que R$ 8 milhões); patrocinador do carnaval (dez quotas, cada uma de valor igual ou maior que R$ 2 milhões). Será permitido a participação simultânea nas três modalidades de patrocínio.

A expectativa da Riotur é que o “Evento Carnaval do Rio 2018” possibilite a visualização da marca do patrocinador para cerca de 6 milhões de pessoas no Rio de Janeiro durante o período.

O documento garante que “serão criadas novas formas de ativação das marcas (gerando um ambiente orgânico de convivência e contato dos produtos com os consumidores), novas metodologias de organização e fiscalização (criando um ambiente mais seguro para os foliões cidadãos cariocas e turistas) para entregar um ambiente mais ordeiro e propício para receber um público ainda maior, com mais estrutura e harmonia em toda a cidade”.

Foi feito um detalhamento completo do formato da festa com eventos espalhados pelo Rio, como os blocos de rua, os desfiles da Intendente Magalhães, os palcos e bailes populares, o Baile da Cinelândia, os desfiles de blocos de Embalo e Enredo na Avenida Chile, e os desfiles no Sambódromo.


Jornalistas especializados criticam possibilidade de cancelamento dos ensaios técnicos

Por Daniela Lima Safadi

A crise que assola o carnaval Carioca ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira. Por enquanto, os ensaios técnicos no Sambódromo estão suspensos por conta do corte na verba repassada pela prefeitura às escolas de samba. A notícia foi confirmada pelo presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) Jorge Castanheira. O dirigente revelou que é difícil viabilizar os ensaios na Marquês de Sapucaí porque os gastos são altos, em torno de R$ 4 milhões.

A decisão da Liga sofreu duras críticas, principalmente, dos formadores de opinião, entre eles, o colunista Leonardo Bruno, que em sua página pessoal do Facebook propôs: ‘Cancelem os desfiles, mas não cancelem os ensaios técnicos’, em que lista dez motivos pelos quais os ensaios devem continuar. “O carnaval não é feito pelo povo e para o povo? Pois é só nos ensaios técnicos que isso se configura pra valer. Apenas no pré-carnaval o povão carioca pode frequentar a Avenida. Durante os dias oficiais, os preços dos ingressos impedem a população de assistir à festa”, escreveu o jornalista na rede social.

Ainda na opinião do colunista, ao invés de decidir pelo cancelamento dos ensaios, as escolas de samba deveriam dobrar a quantidade de treinos na Sapucaí para mostrar a todos sua importância.

– Ao invés de cancelar, tem que dobrar, se mostrar importante, promover ensaios de agosto a janeiro. Será que não está na hora de diminuir gastos altíssimos com carnavalescos, com comissões milionárias, comprando tecnologia lá de fora, que nada tem a ver com a gente… Será que não é esse investimento que tem que cortar? Qual a prioridade de investimento das escolas, investir em R$ 1 milhão num carnavalesco, por exemplo, ou investir fazendo a escola estar mais próxima da população? É uma questão de rever qual a prioridade de investimento das escolas – frisou.

Eugênio Leal diz que as escolas de samba estão tento uma postura de regressão, quando deveriam pensar em estratégias para manter os treinos gratuitos na Sapucaí.

– A crise é o momento pra que surjam novas ideias, proposições, que você reenvente o que você faz… Lamentavelmente, o que a gente está vendo nas escolas de samba, em geral, é uma postura contrária, de regredir, de encolher de pensar menor, de não conseguir ‘pensar fora da casinha’, como se diz. O ensaio técnico é fundamental para o carnaval. É tão importante quanto o desfile, é o único lugar onde existe a relação do povo com o carnaval, com as escolas de samba. Ele não pode acabar de jeito algum – argumenta.

Eugênio aponta ainda que os ensaios técnicos são eventos que atraem público e mídia, que por isso, deveriam ser mais bem aproveitados, podendo até gerar receita para as escolas.

– É preciso que se use a criatividade para encontrar fórmulas que ajudem a custear a realização do ensaio técnico. Aliás faz tempo que essas fórumulas são necessárias. Já se tornou um evento que poderia estar arrecadando não com venda de ingressos, mas arrecadando pras escolas há algum tempo, evento que atrai público, mídia e que deveria ser melhor aproveitado – sugere.

Os ensaios técnicos que começaram a serem realizados na década de 2000, atraem não só cariocas, mas turistas de todo o país e do exterior, conforme lembra o jornalista Aydano André Motta.

– O que o Rio de Janeiro precisa é de mais carnaval e não menos. A Liga está tendo uma postura de avestruz e não vê o que tem em volta. Ultimamente, a Liga só diz não. Corta-se a verba e diz que não vai ter desfile, depois que não vai ter ensaio técnico. Ao dizer não para o ensaio ela está perdendo até mesmo a parcela minoritária da população que os apoia. Essa é uma postura errada para além do carnaval. O ensaio técnico é um grande evento turístico do Rio de Janeiro. Acabar com o ensaio técnico é um crime contra o Rio de Janeiro e o samba – frisa o jornalista.

Aydano aponta ainda que “já passou da hora” das escolas de samba caminharem com suas próprias pernas para não ficarem reféns apenas da subvenção oferecida pela prefeitura. O jornalista fez questão de frisar que o samba desde sua criação sempre enfrentou o poder público.

– Sempre foi assim, o samba sempre teve que lutar parar sobreviver, o samba sempre enfrentou o poder público. Está na hora da Liesa comprar essa briga e apoiar e não ficar com chantagem boba de que não terá desfile, ensaio técnico… – sugere Aydano.

O comentarista Fábio Fabato também é contra o fim dos ensaios técnicos. Ele frisa que é importante que o samba não se afaste ainda mais do povo.

– Uma decisão absolutamente equivocada, que demonstra um dado bastante preocupante: as lideranças do carnaval pensam o show, mas não a base de sustentação deste. A força do carnaval está nos seus aspectos formadores. Por isso chegou ao atual status. E esta base é popular, representada justamente pela beleza dos ensaios técnicos, onde ainda encontramos o povão. Urge repensar a decisão, sob o risco de a mensagem do fabuloso enredo da Mangueira ser mera ficção para – literalmente – inglês ver.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Editorial: Não ter ensaio técnico é um tiro no coração do carnaval

Por Redação Carnavalesco

“Cortem-lhe a cabeça”. Assim, a Rainha de Copas ordenou que fizessem com Alice em “Alice no País das Maravilhas”. No mundo mágico do carnaval do Rio de Janeiro, que por mérito recebeu o nome de maior espetáculo da terra, as escolas de samba, após conseguirem reduzir o corte da verba da Prefeitura do Rio de Janeiro de 50% para 25%, agem de forma ainda mais cruel que a Rainha de Copas e determinam: ‘cortem os ensaios técnicos’. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) ainda não sacramenta a decisão, mas o presidente Jorge Castanheira afirma que neste momento o evento está suspenso.

O site CARNAVALESCO lamenta profundamente tal decisão. Caso isso aconteça será um golpe perfeito, típico de um ceifador, em um dos maiores eventos do carnaval carioca. Os ensaios técnicos viraram o point do verão da cidade. O lugar do sambista apaixonado curtir seu amor, de graça, e sentir o calor e a emoção de ver sua escola de coração no palco principal do sambista, a Marquês de Sapucaí.

Podemos aceitar que atualmente os ensaios técnicos são mini-desfiles e que viraram uma grande competição. E qual é o problema disso? Se as escolas querem ser reconhecidas com profissionalismo devem criar mais e mais eventos, e, através deles, buscar receitas possíveis para viabilizar gastos citados nos ensaios, como transporte dos instrumentos, alimentação para alguns segmentos e carro de som.

Não é possível acreditar que o mundo do carnaval não seja capaz de “comercializar” um setor de arquibancadas da Avenida, durante os ensaios técnicos, para uma operadora de telefonia. Mantendo o local gratuito os sambistas que ficassem na arquibancada teriam que vestir a camisa da operadora e a mesma faria ações de marketing no local. Enfim… apenas uma ideia.

Não é possível acreditar que o mundo do carnaval não consiga parceria com empresas de transporte e com empresas de alimentos. E como será a exposição da marca? Nas camisas das escolas, nos tripés, em placas publicitárias no meio das alas. São muitas possibilidades.

Desde o início da crise entre Prefeitura do Rio de Janeiro e escolas de samba, o site CARNAVALESCO mantém sua postura editorial de defender o carnaval, inclusive, com a criação da série “Não é doação. É investimento”, mas pede que as escolas criem, se reinventem, lutem pelos seus direitos, e não abandonem a maior preciosidade que possuem, o amor incondicional dos sambistas.

Vivemos uma época de crise em todo o país, ética, política, econômica, mas é nesse momento que aparecem ideias e projetos que vão virar cases de sucesso no futuro. A própria imprensa carnavalesca vive seu pior momento. Sites demitindo profissionais por perda de patrocínio, veículos que utilizam colaboradores por não terem como pagar salários, veículos que não conseguem cobrir os eventos. É necessário que aconteça uma força tarefa em prol de todos os setores do carnaval.

De jeito nenhum o mundo do carnaval pode cancelar os ensaios técnicos no Sambódromo. As escolas não estarão simplesmente cortando na própria carne, elas estarão mutilando seu corpo e alma. Um golpe duro demais que atenderá os desejos de uma parcela da população, religiosa ou não, que deseja o menor número possível de eventos carnavalescos.

O site CARNAVALESCO reafirma que editorialmente estará sempre do lado do carnaval, incentivando e, claro, cobrando mais e mais ações.


Sambistas do Grupo Especial esperam soluções contra o cancelamento dos ensaios técnicos

Por Guilherme Ayupp

A crise entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e as escolas de samba parecia estar próxima do fim com a decisão do prefeito Marcelo Crivella em buscar R$ 6,5 milhões da iniciativa privada para atenuar a perda financeira das agremiações. Parecia, pois a possibilidade de não se realizarem ensaios técnicos atingiu em cheio o coração dos amantes de carnaval. Os ensaios técnicos foram criados no início da década passada com o intuito de realizar um apronto final antes do desfile oficial no Sambódromo. Com o passar dos anos o evento se tornou um dos maiores sucessos do calendário de verão no Rio de Janeiro. Em dias de treinos das grandes escolas o Sambódromo fica lotado, afinal, a entrada é gratuita.

A decisão ainda vai passar por estudos, mas nesta segunda-feira após reunião com o prefeito, a Liesa afirmou que por ora os ensaios técnicos estão suspensos por inviabilidade financeira. Um dos mais preocupados com a situação é Neguinho faz Beija-Flor, que falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre a importância do evento.

– O carnaval se transformou no maior espetáculo audiovisual do planeta graças às escolas de samba. Mas esse processo afastou inevitavelmente o povo do festejo. Os ingressos para o desfile são caros e os ensaios técnicos se transformaram na possibilidade de um público mais humilde acompanhar. Acabar com o ensaio técnico é tirar a alegria do povo – questiona.

Como equacionar a importância cultural e turística dos ensaios técnicos com a sua viabilidade financeira. O vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco, procura respostas para a situação.

– Eu acho que é preciso compreensão de que hoje as escolas não arrecadam um centavo com os ensaios e gastam muito. Com essa crise é preciso encontrar uma solução. É claro que como sambista me entristeço. Os ensaios técnicos são muito importantes em diversos aspectos. Na Mocidade corrigimos vários erros através dos ensaios na avenida. Nada está definido ainda e há um longo caminho a percorrer – opina.

Para o diretor de carnaval da Grande Rio, Dudu Azevedo a decisão é um tiro no pé no aspecto da divulgação da festa, mas nem tanto no que diz respeito à técnica de desfile.

– Não acho uma tragédia. São 14 anos de ensaios. O que se perde é a diversão para os amantes. Em termos de técnica de desfile os ensaios de comunidade hoje são mais importantes. O que eu acho é que hoje não é só técnico. Há uma grande quantidade de especialistas que começam a delinear o que vai acontecer no desfile a partir do ensaio técnico. Na balança a perda é maior no aspecto de divulgação e perda de valores – destaca.

Thiago Diogo traz sua opinião para tentar salvar os ensaios técnicos, embora como mestre de bateria não considere fundamental ensaiar na avenida.

– É claro que como sambista eu lamento afinal você tiraria uma das raras oportunidades de se colocar as escolas em contato com o público. Mas tecnicamente falando eu sentiria falta de verdade se fosse a sonorização oficial da avenida. Acho até que a cobrança de um valor simbólico, entre R$ 5 e R$ 10, pudesse viabilizar uma estrutura melhor como essa do som – declara Thiago.

O mestre-sala Phelipe Lemos pede uma solução para o caso mesmo entendendo que tecnicamente não é um evento fundamental para o desenvolvimento do trabalho.

– Acho que tem muitos pontos positivos embora não interfira diretamente no andamento do trabalho. Mas as pessoas que não podem comprar ingressos para o carnaval ficam de fora, isso que eu lamento. E temos um termômetro do que podemos fazer no dia. Sem o ensaio técnico perderíamos isso. Torço por uma solução quanto a isso – finaliza.


Prefeitura garante R$ 1 milhão para escolas do Especial e mais 25% com apoio da Riotur por patrocínio da iniciativa privada

Por Guilherme Ayupp

As escolas do Grupo Especial e membros da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) participaram da segunda reunião com o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella e receberam a resposta que na próxima segunda-feira, dia 17 de julho, será assinado um contrato de R$ 1 milhão para cada agremiação com pagamento em de julho a novembro, e a Riotur, através de patrocínio da iniciativa privada, garantirá mais R$ 500 mil para cada escola, totalizando a verba de R$ 1,5 milhão para cada escola em 2018.

Jorge Castanheira, presidente da Liesa, frisou que o corte de 25% atendeu o que era esperado e que a negociação fará uma equação favorável pelo momento da prefeitura e também para escolas.

– O prefeito confirmou o repasse de R$ 1 milhão para cada agremiação e os outros 25% da verba serão viabilizados por meio de patrocínio da iniciativa privada, através da Riotur. Recebemos essa garantia e comprometimento do presidente da Riotur. São recursos da ordem de R$ 6,5 milhões que vão complementar a verba para o corte ser apenas de 25%, gerando no total R$ 1,5 milhão para cada escola no Carnaval 2018 – explicou Jorge Castanheira.

Os recursos da iniciativa privada de R$ 500 mil para cada escola de samba do Grupo Especial, através da Riotur, virá em caderno de encargos lançado pelo poder público.

– O presidente da Riotur está liderando o projeto. Parte desses recursos gerados por meio de patrocínio para Riotur vão ser repassados R$ 500 mil para cada escola, em um valor total de R$ 6,5 milhões. Nós estamos cientes da crise e sensível a isso colocamos a situação do corte de 25% como acontece em todos os contratos da prefeitura. O prefeito retomou a negociação e, por meio da Riotur, conseguiu essa equação. Os R$ 500 mil fazem falta, mas temos que saber o momento que estamos enfrentando e as escolas estão fazendo esforço de conseguir fazer todo o enxugamento necessário, mas mantendo o espetáculo brilhante. O regulamento está bem ajustado em termos de alegorias, o limite está razoável. O que pode acontecer é uma redução no contingente do número de desfilantes por escola.


domingo, 9 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Confira a programação da Feira Carnavalia 2018

Feira acontece de 13 a 15 de julho no centro de convenções SulAmérica

13/07/2017 – Quinta-feira

18:00 – MESA DE ABERTURA
19:00 – Visita das autoridades à Feira
20:00 – Show de abertura: Marcelle Motta e Grupo Café com Fumaça
Participações Especiais: Toninho Gerais, Andréa Café, Lucas de Moraes, Chacal do Sax, Luis Camilo e Reginaldo Bessa.

14/07/2017 – Sexta-feira

14:00 – ABERTURA DA FEIRA
14:00 / 15:30 : Painel Acadêmico – Criação e Apresentação: Milton Cunha – mediadora: Samile Cunha
Academias do Saber
com: Leandro Vieira, Fred Góes, Felipe Ferreira, Madson Oliveira, Jorge Silveira e Helenise Guimarães
15:30 / 17:30 – Painel Profissional – “A Indústria da economia solidária e criativa do carnaval e suas oportunidades de trabalho”.
Tania Melo – Coordenadora de Economia Solidária da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda
Francisco Marins – Gerência de Economia Criativa Sebrae RJ
Fábio Rosas – artesão MEI
Celia Domingues : mediadora

17:30/19:30 – Mesa 1 : O Carnaval e a Crise – o cenário nacional

Vamos reunir as principais lideranças de Ligas e Associações presentes ao evento para um debate sobre o impacto da crise econômica no carnaval de cada cidade..
Participantes:
Jorge Castanheira – Presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro – (Liesa)
Paulo Sérgio Ferreira – Presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo.
Joel Costa Junior – Presidente da Liga Das Escolas de Samba de Florianópolis – (Liesf)
Rogério Sarmento – Presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial de Vitória (Liesge-ES)
Bi Garcia – Prefeito de Parintins
Juarez Guterrez – Presidente da Liga das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa- POA)
Geomá Leite -Presidente da Liga das Escolas de Samba de Brasília
Mediador: Leonardo Bruno – Jornalista – Jornal Extra

19:30 /20:00 – Desfile Moda Carnaval / Amebras
20:00 / 20:30 – Desfile Ilê Aiyê (Bahia) , termina no placo
20:30/22:00 – Show: Ilê Aiyê encontra a Mocidade Independente de Padre Miguel

15/06/2017 – Sábado

14:00h – ABERTURA DA FEIRA
14:00 / 15:30 Painel Acadêmico – Criação e Apresentação: Milton Cunha – mediadora: Samile Cunha
Duplas Dinâmicas do Samba
com: Flavia Oliveira e Aydano André Mota; Mauro Quintaes e Gustavo Melo; Daniel Targueta e João Vitor Araújo

15:30 / 17:30 : Painel Profissional: Leis de Incentivo

Especialistas nas Leis de Incentivo (Rouanet, ICMs e ISS) explicam como usufruir dos incentivos de renúncia fiscal. Como enquadrar, como captar e prestar contas. As dicas dos profissionais.
1) Ronaldo Gomes – Coordenador do Pronac da Funarte – Ministério da Cultura
2) Carla Petri – Superintendente da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Estadual de Cultura.
3) Eduardo Nascimento – Secretaria Municipal de Cultura do RJ (ISS)
4 Fabio Cesnik – Advogado especialista em negócios de Tecnologia, Mídia, Entretenimento e Investimentos do Terceiro Setor (Escritório CesnikQuintino&Salinas)
Mediador : Gustavo Mostof

17:30/19:30 – MESA 2 : “O Carnaval e a Crise – o cenário do Rio de Janeiro

Vamos realizar um debate sobre o impacto da crise econômica no carnaval do Rio de Janeiro.
Poder Público e iniciativa privada. O papel de cada um.
Uma reflexão para o futuro.
Debatedores:
1) Jorge Castanheira – Presidente da Liesa RJ
2) Déo Pessoa – Presidente da Lierj – Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.
3) Sonia Leite Chami – Presidente do Rio Convention Bureau -RJ (a confirmar)
4) Cristina Fritsch – Presidente da ABAV-Rio – Associação Brasileira de Agências de Viagem do Rio de Janeiro.
5) Marcelo Alves – Presidente da Riotur
mediador: Sidney Rezende – jornalista – Site SRZD

SHOWS FINAIS

19:30 / 20:00 – Apresentação AESM RIO– Escolas de Samba Mirins
20:00 / 20:30 – Desfile Festival de Parintins, terminando no palco
20:30/22:00 – Show de Encerramento: Garantido e Caprichoso – Os Bois de Parintins encontram a Portela 


Sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial já tem data pré-agendada

Por Redação SRzd

A ordem dos desfiles do Grupo Especial está pré-agendada para sábado, 15 de julho, às 20h, antes do encerramento da feira Carnavália-Sambacon, no Centro de Convenções Sul América, na Cidade Nova. “Não temos tempo e neste dia será a oportunidade de reunir todo mundo do Carnaval”, disse o presidente da Liesa, Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Jorge Castanheira.

O anúncio será feito logo após a mesa de debates “O Carnaval e a Crise – o cenário do Rio de Janeiro”, com a presença de Castanheira; Déo Pessoa, presidente da Lierj; Sonia Leite Chami, presidente do Rio Convention Bureau; Cristina Fritsch, presidente da ABAV-Rio; Marcelo Alves, presidente da Riotur; e mediada pelo jornalista Sidney Rezende, diretor do SRzd.

A confirmação do sorteio será na próxima segunda-feira (10) após a reunião dos presidentes da Liesa e das escolas de samba com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que acontecerá às 7h.


Fonte: www.srzd.com

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Feira das Yabás comemora neste domingo o Dia Estadual do Jongo e Roda de Samba recebe Wilson Moreira

Por Fábio Silva

Neste domingo (9), a Feira das Yabás comemora o Dia Estadual do Jongo e a Roda de Samba de Marquinhos de Oswaldo Cruz recebe o lendário Wilson Moreira. O evento promete uma tarde de grandes emoções, com uma justa e linda homenagem a saudosa Clementina de Jesus, com sua neta, Vera de Jesus, cantando os grandes sucessos da avó, que em esse ano completa 30 anos de morte. A Feira começa às 13h, na Praça Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz, zona norte da cidade e, esse ano, acontece de 2 em 2 meses.

Grandes nomes da MPB, como Dona Ivone Lara, Leandro Sapucahy, Leci Brandão, Arlindo Cruz, Danilo Caymmi, Fátima Guedes, Jongo da Serrinha, Guinga, dentre outros, já marcaram presença no evento Cultural. A festa tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura.

Além da boa música, o público ainda pode aproveitar para experimentar a culinária típica do subúrbio carioca e pratos de origem africana, nas 16 barracas expositoras do evento, sob o comando das matriarcas das famílias mais importantes e tradicionais da região de Oswaldo Cruz: um imenso restaurante a céu aberto. Entre as muitas opções estão o mocotó e o aipim com carne seca da Tia Surica, baluarte da Velha Guarda da Portela. A refeição mais concorrida é a rabada com batata da Dona Neném, a mais velha das tias, com 87 anos que, além da rabada,também prepara angu e bolinho de abóbora recheado com carne-seca. Neide Santana serve feijoada de camarão, angu à baiana e feijão amigo. Já na barraca da Jane Carla, é vendido cozido de peixe. A expositora Romana vai de carré com couve à mineira, jabá e caldinhos de mocotó, feijão e ervilha. Bobó de camarão é o prato da Jussara, e Selma Candeia, filha do sambista Candeia, oferece abóbora com carne seca. A combinação de peixe frito, molho de camarão, pirão e arroz fica sob a responsabilidade da Tia Nira. Já Tia Edith apresenta macarrão com carne assada, enquanto Vera Caju, mostra o seu cozido, camarão frito e caldo de abóbora. Rosimeri serve a deliciosa galinha com quiabo e Jane Pereira, mostra o jiló frito, além de caldos e canjas. Rosângela Maria leva a tripa lombeira e o bolinho de bacalhau para a Feira e Marlene apresenta roupa velha e feijoada. E se você ainda não estiver satisfeito, pode experimentar a vaca atolada, a carne com aipim e o croquete de carne seca, preparado com os mesmos ingredientes da vaca atolada, da Tia Natércia e da Sueli.

Para arrematar, as expositoras Vera de Jesus e Janaina de Jesus preparam doces deliciosos. Os preços das refeições ficam em torno de R$ 30,00.

Sobre a Feira das Yabás:

A primeira edição da Feira das Yabás aconteceu em 2008, por iniciativa de Marquinhos de Oswaldo Cruz, que depois de recriar o Trem do Samba e a feijoada da Portela, resolveu cantar seus sambas na quadra da Portelinha, regado a macarrão com carne assada. Nascia, assim, a primeira edição da Feira, que hoje reúne milhares de visitantes de todas as regiões do Rio.

Serviço:
Feira das Yabás - Música, Cultura e Gastronomia.
Homenagem ao Dia Estadual do Jongo
Atrações: Roda de Samba de Marquinhos de Oswaldo Cruz recebe Wilson Moreira, Jongo da Serrinha e Vera de Jesus.
Quando: Domingo, 9 de Julho de 2017.
Hora: a partir das 13h.
Local: Praça Paulo da Portela, Oswaldo Cruz - Rio de Janeiro
Evento gratuito.
Mais informações: 21- 97042-3110


terça-feira, 4 de julho de 2017

Portela de Asas Abertas celebra David do Pandeiro e a Turma do Muro e recebe autor do livro que inspirou enredo do Carnaval 2018

Por GRES Portela


Roda de samba no dia 15 de julho vai contar com o Projeto Samba do Tempo do Onça e o Conjunto Praça XI além da presença do escritor Paulo Carneiro

O Departamento Cultural promove em nossa quadra no próximo dia 15 de julho a partir das 14h um encontro entre Recife, São Paulo e Rio. É a nova edição do Portela de Asas Abertas com muito samba de raiz, homenagem a baluartes da escola e tudo já no embalo do enredo para o próximo Carnaval.

O escritor Paulo Carneiro vai estar na quadra para autografar o livro Caminhos Cruzados, que inspirou o enredo da escola para o Carnaval 2018, De Repente de Lá pra Cá e Dirrepente de cá pra lá. Ele vai fazer a aula-degustação da tarde, contando mais sobre a história dos judeus que saíram do Recife logo depois da expulsão dos holandeses no século 17 e tiveram participação na fundação da Nova York, nos EUA.

Em seguida, o Projeto Samba do Tempo do Onça faz sua apresentação. O grupo, idealizado por Ricardo Scotti,vai fazer cinco anos de militância na pesquisa e divulgação dos sambas de raiz e possui cerca de 15 integrantes, entre músicos, Dj e produção que militam nas rodas de samba e nas escolas do carnaval paulistano. No último dia 25 de junho, por exemplo, fez uma celebração às composições de terreiro da Portela em São Paulo.Sempre tendo o samba autêntico como parâmetro, eles também intepretam canções próprias.

Depois será a vez da rapaziada do Conjunto Praça XI , que vem atuando como parceiro do Departamento Cultural no Projeto Portela na Lapa, que acontece na segunda quinta-feira, a cada dois meses no Multifoco Bistrô (a próxima edição será em 10 de agosto). No repertório musical homenagens à Turma do Muro e ao baluarte da Velha Guarda Show, David do Pandeiro, que vai estar presente.

A Turma do Muro era formada por um grupo de sambistas que se reuniam nos arredores da rua Dona Clara, do lado oposto à Portela e tinha gente como Candeia, Casquinha, Waldir 59, Picolino, Bubu, Waderlei.

O Conjunto Praça XI é um sexteto, que se dedica à pesquisa e execução de sambas dos antigos compositores das escolas de samba e da época de ouro do rádio. O repertório é majoritariamente composto de sambas de terreiro (ou de quadra), mas também conta com sambas de enredo dos primeiros tempos das escolas.

Para Wagner de Almeida, a parceria com o Departamento Cultural da Portela tem sido de grande importância para o grupo. É a única escola, entre as tantas exaltadas por nós, que abre espaço e apoia as iniciativas do conjunto, além de valorizar a própria história da agremiação e de seus personagens, fundamentais para a consolidação do samba e de toda cultura que o cerca."
Assim como na última edição do Portela de Asas Abertas, a quadra receberá uma Feira de Afroempreendedores. O Centro de Memória também estará aberto para quem quiser visitar a exposição Os Sabores da Portela, sobre a relação entre samba e as diversas iguarias culinárias que são tão ligadas às escolas, como a Feijoada, sopas, galinhada. "Cada vez mais, a gente quer que o Asas Abertas seja um evento multimídia, que integra diversos meios de transmissão da cultura portelense", afirma Rogério Rodrigues, diretor do Departamento Cultural.

Serviço:

Portela de Asas Abertas
Quando: 15 de julho, a partir de 14h

Grupos Convidados: Samba do Tempo do Onça e Conjunto Praça XI.
No Centro de Memória: a exposição Os Sabores da Portela
Aula-degustação: Paulo Carneiro, autor de Caminhos Cruzados.
Feira de afroempreendedores.

Valores:
Entrada: R$ 15 (preço único).
Promoção: entrada+almoço ou petisco = R$ 15
Torcidas organizadas uniformizadas: R$ 5
Sócios estatutários e sócios-torcedores não pagam.