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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Portelamor 7 anos

Portela conquista Prêmio Srzd Carnaval 2018 ba Categoria Comunicação e Marketing


Maior campeã do Carnaval carioca, a Portela venceu o Prêmio SRzd Carnaval 2018 na categoria Comunicação e Marketing. A cerimônia de entrega foi realizada na noite desta quarta-feira (22), no tradicional Teatro Carlos Gomes, no Centro, e contou com integrantes de diversas agremiações do Especial e dos grupos de acesso, além de personalidades do mundo do samba. 

Criada pelo jornalista Sidney Rezende, diretor do portal SRzd, a categoria especial visa reconhecer o trabalho dos profissionais do setor que atuam o ano inteiro nos bastidores das escolas. Pesquisadora e comentarista do site, Raquel Valença foi a responsável por entregar o troféu ao assessor de imprensa da Portela, Raphael Perucci, e aos assessores de marketing da agremiação, Paulo Renato Vaz e Vinícius Ximenes. Douglas Lied, que também integra o núcleo de comunicação, não pôde ir ao evento.

"É muito gratificante esse reconhecimento ao nosso trabalho. A gestão Portela Verdade busca sempre a excelência em seus departamentos. Posso adiantar que teremos muitas novidades na área do marketing da escola para a próxima temporada", disse Paulo Renato Vaz.

Vinícius Ximenes também comemorou bastante o prêmio e lembrou das dificuldades enfrentadas. "Atuar com gestão de marketing no carnaval é um grande desafio. São inúmeros obstáculos a serem vencidos, diversos preconceitos a serem quebrados, mas quando conseguimos unir o lado profissional com a paixão pelo que fazemos e torcemos, tudo passa a valer a pena. A gestão Portela Verdade nos proporciona uma oportunidade ímpar e esse reconhecimento é um fruto dessa aposta."

Para Raphael Perucci, assessor de imprensa da Portela, o prêmio reconhece o trabalho de um setor muito importante no universo das escolas, no entanto, pouco lembrado pela grande maioria dos sambistas. "Fico muito feliz por ser premiado por um site tão importante como o SRzd. Obrigado, Sidney Rezende! Só posso dedicar a todos da diretoria da Portela e ao presidente Luis Carlos Magalhães! Esse troféu vai também para todos os portelenses! Nossa equipe da comunicação e marketing está sempre se esforçando para fazer o melhor para a escola."

Considerado um dos maiores sites de Carnaval do Brasil, o SRzd divulgou a lista dos vencedores da 11ª edição do prêmio logo após os desfiles do Grupo Especial. Ao justificar a escolha da categoria Comunicação & Marketing, a equipe do portal escreveu: "apesar de jovem, Raphael Perucci é um jornalista com ampla folha de serviços dedicada ao Carnaval e ao samba. Na mídia impressa e no site de jornal, marcou época com um acervo de qualidade que o qualificou para outros desafios. Na Portela, ampliou seu talento e realizou em 2017, início de 2018, um trabalho exemplar, inclusive diante de situações adversas. Com um texto de qualidade, tornou-se exemplo para seus colegas. O prêmio de comunicação é extensivo ao departamento de marketing da Portela integrado por uma equipe mais ampla que, durante os últimos 12 meses, lançou ações inovadoras desde pesquisa de marca até se utilizar da literatura de cordel para multiplicar os programas culturais da agremiação."

Confira os demais vencedores do Grupo Especial:

MELHOR ESCOLA: Salgueiro 
MELHOR ESCOLA (VOTO POPULAR): Mangueira
MELHOR SAMBA-ENREDO: Beija-Flor 
MELHOR CARNAVALESCO: Jack Vasconcelos (Paraíso do Tuiuti) 
MELHOR BATERIA: União da Ilha 
MELHOR COMISSÃO DE FRENTE: Paraíso do Tuiuti 
MELHOR INTÉRPRETE: Wander Pires (Mocidade) 
MELHOR CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: Matheus Olivério e Squel Jorgea (Mangueira) 
MELHOR ALA DE PASSISTAS: Salgueiro 
MELHOR ALA DE BAIANAS: Imperatriz 
COMUNICAÇÃO & MARKETING: Ascom da Portela


Confira todos os detalhes da festa de premiação


Crédito da foto: Divulgação
Legenda (da esq. para dir.): Vinícius Ximenes, Raphael Perucci, presidente Luis Carlos Magalhães e Paulo Renato Vaz posam com o troféu e os diplomas


Roteiro dos Desfiles é a grande estrela do Carnaval 2018

Por Redação Carnavalesco


Uns preferem a Mangueira, outros acham que a Beija-Flor foi a melhor escola que passou pela Sapucaí, há quem prefira, o Salgueiro, outros Portela… O público que foi ao Sambódromo do Rio durante quatro dias de desfile oficiais entre escolas da Série A e Grupo Especial não chega a um consenso. Eles são unânimes apenas quando se trata do Roteiro dos Desfiles, esse sim, foi eleito a grande estrela de todas as noites, incluindo aí o Sábado das Campeãs.


A revista, que é distribuída gratuitamente na Sapucaí, há nove anos, traz, como o próprio nome já diz, um roteiro completo dos desfiles, escola por escola, ala por ala. Além de conter a letra do samba, a publicação apresenta uma explicação objetiva do enredo de cada agremiação, o que representam as alegorias e as alas, uma por uma. Por isso, ela é a queridinha da Sapucaí e esgota em minutos, conforme contou Débora Almeida, que trabalha na Marquês de Sapucaí há cinco anos dando apoio ao desfilante.

– O roteiro é completo, explica o enredo das escolas que vão desfilar naquele dia. Traz a letra do samba e a explicação o que significa cada ala, com ele o público consegue acompanhar melhor o desfile. Os turistas adoram, são os que mais procuram, quando chegam aqui no stand e não acham é um Deus nos acuda – brinca Débora.

André Luis Ferreira, diretor assistente do Roteiro dos Desfiles, que atua na equipe de produção há quatro anos, comemora a aceitação do público.

– Durante todas as noites, em todos os portões encontrávamos pessoas à procura do Roteiro. Recebemos muitos elogios. A principal proposta do Roteiro dos Desfiles é levar informação do carnaval para o público, de forma bem didática para que o folião tenha conhecimento do que irá acontecer na Avenida. Vai muito além do samba-enredo, o público pode descobrir o que significa ala a ala, o que representam os carros e, quem produz o carnaval, porque muitas vezes o público conhece apenas aqueles que se tornaram grandes estrelas das escolas. Essa é a oportunidade do folião conhecer todos os artistas envolvidos na festa, desde o carnavalesco até diretores de harmonia, rainhas de bateria, e etc – explica o diretor assistente, que é historiador por formação. Ele mora no Maranhão e vem ao Rio todos os anos para acompanhar de perto a produção da revista.
Luis Fernando Silva Correa, estreante na equipe de distribuição, se surpreendeu com à procura pela revista. Ao longo dos cinco dias, atuou distribuindo Roteiros pela Sapucaí e recolhendo elogios.

– Já conhecia o trabalho do Marcos Rosa (criador e responsável pelo Roteiro dos Desfiles), mas é o primeiro ano que trabalho na distribuição. Gostei muito! Fiquei impressionado como a galera conhece a revista. A gente chega e eles já vão pedindo. Por onde a gente passa, sempre tem alguém que vem pedir o roteiro. Como falei, foi muito legal participar esse ano e espero estar na equipe no ano que vem, quando o Roteiro irá completar dez anos – contou.

Leda Rosa, outra estreante na equipe, contou que muitos jornalistas e equipes de imprensa consomem o produto. Os repórteres são os que mais procuram o Roteiro porque usam como base para suas matérias.

– Amei trabalhar aqui porque a receptividade do público é muito grande. Eles já esperam, vêm até nós procurar a revista porque já têm o referencial dos anos anteriores. A sala de imprensa é um dos primeiros lugares que a gente distribui, eles também ficam esperando a revista chegar, por todos os lugares, pessoas da imprensa vinham pegar Roteiro com a gente – afirmou a estreante.

Com um sotaque meio enrolado, a irlandesa de nascimento, mas brasileira de coração, Mariah Taylor, que torce pela Portela, contou que o Roteiro ajuda muito a entender o desfile porque tem tradução para o Inglês. Aos 32 anos, vive na Irlanda com o marido, o filho e o pai, mas vem sempre ao Brasil no carnaval passar férias com a mãe, que é brasileira e torcer pela Azul e Branca de Madureira.

– Antes eu vinha e não entendia muita coisa. Minha mãe explicava um pouco, mas ela é Portela então só sabia dizer coisas da escola dela (risos). Com essa revista dá pra entender o que as outras escolas vão falar e aí fico pra assistir todas. Nasci e mor na Irlanda, como minha mãe é daqui, falo um pouco de Português, mas ler é muito difícil, a Língua é muito complicada – brincou a foliã que ficou feliz em ver a Portela de volta no Sábado das Campeãs.


Operação da Cdurp despeja de seus barracões Alegria da Zona Sul, Unidos de Bangu, Sossego, Cabuçu e escolas mirins

Por Guilherme Ayupp


A segunda-feira está com gosto de quarta-feira de cinzas para algumas agremiações dos grupos de acesso do carnaval carioca. A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) realizou uma operação nos barracões da Unidos de Bangu, Alegria da Zona Sul, Acadêmicos do Sossego, Unidos do Cabuçu e agremiações da AESM-Rio e comunicou uma ordem de despejo dessas escolas dos barracões ocupados por elas na Zona Portuária do Rio de Janeiro.


A reportagem do CARNAVALESCO entrou em contato com o presidente da Alegria da Zona Sul, Marcus Vinícius de Almeida. Ele confirmou a operação e o despejo. Segundo Marcus não há ainda previsão para onde as escolas irão seguir. Elas têm 30 dias para retirarem suas alegorias do local.

– Foi consumada a ordem de despejo da escola. Estamos tentando fazer um acordo com a Cdurp. Alegria, Bangu e Sossego estão despejadas assim como outras que estão naquela área. É um processo antigo de reintegração de posse. A prefeitura não pagou o acordo e os investidores estão executando. Os carros poderão permanecer lá por 30 dias. Todo o material de escritório já foi retirado. Estamos correndo atrás, mas no momento não sabemos para onde ir – declarou.

Nossa reportagem também ouviu o jurídico da Lierj. Heric Monti declarou que a entidade acompanha a operação na região e informou que outras escolas devem ser removidas de seus barracões nos próximos dias, casos da Inocentes de Belford Roxo e da Acadêmicos de Santa Cruz.
– Não recebemos nenhum comunicado extra-judicial sobre essa ordem. Conversei pessoalmente com o presidente da entidade. Ele não deu nenhuma informação sobre uma solução. Juridicamente sempre pode ser feito algo. Mas é bem difícil. Inocentes de Belford Roxo e Acadêmicos de Santa Cruz também possuem processos de despejo em curso. Estamos tentando outro local, mas a Cedurp informou que na região não tem locais disponíveis – informou Heric.

O presidente da Lierj, Déo Pessoa, alega que o despejo é mais uma covardia da Prefeitura do Rio de Janeiro contra as escolas de samba da Série A. Segundo o dirigente não há qualquer diálogo com o poder público.

– A covardia da Prefeitura com as escolas de samba continua. Sofremos antes, durante e agora depois do carnaval. Pelo visto ainda vamos sofrer muito mais com esse governo que não dialoga conosco – disse.

Por meio de uma nota oficial a Cdurp alega que os barracões estão condenados pela defesa civil e serão demolidos tão longo as escolas deixem-nos livres.

– O Poder Judiciário concedeu para hoje, dia 19 de fevereiro, uma ordem de imissão de posse no galpão da Rua Equador 196, na Via Binário do Porto. Avaliado como de alto risco pela Defesa Civil, o imóvel era utilizado por agremiações de escolas de samba. Após diversas tentativas de desocupação negociada, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) obteve a imissão na posse por meio judicial. O trabalho contou com o apoio da Prefeitura do Rio para retirada do material armazenado pelas escolas com destino a um depósito público e teve suporte das equipes das secretarias municipais de Ordem Pública, Assistência Social, Conservação e Meio Ambiente e de Transportes, Subsecretaria da Defesa Civil, Polícia Militar, Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), Guarda Municipal, Comlurb, Concessionária Porto Novo e Concessionária do VLT Carioca. Seguindo recomendação da Defesa Civil, a estrutura será demolida – diz a nota.


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Parabéns Portelamor!

Hoje o Grupo Portelamor completa 7 anos de existência.
Parabéns a todos os membros pela dedicação, persistência, amizade e amor. E que venham muitos e muitos anos.
Fazendo parte das comemorações do sétimo aniversário a 2ª parte de crônica "Sete razões para amarmos a Portelamor".
Leia a crônica na íntegra em nosso site www.portelamor.com

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Portela renova o contrato da carnavalesca Rosa Magalhães

Redação Carnavalesco



A diretoria da Portela renovou o contrato da carnavalesca Rosa Magalhães por mais um ano. O acordo foi firmado, na tarde desta sexta-feira, durante reunião entre a artista e o presidente Luis Carlos Magalhães.

– Tanto a escola, sua diretoria e a quase totalidade de torcedores da Portela, que se manifestou através das redes sociais da escola, aplaudiram orgulhosamente o trabalho da carnavalesca Rosa Magalhães. Ontem (sexta-feira), nos encontramos, aparamos algumas arestas pontuais e acertamos a continuidade do trabalho para o próximo carnaval – revelou Luis Carlos Magalhães.

Maior campeã do Carnaval carioca, a Portela, que ficou em quarto lugar na tabela de classificação do Carnaval 2018, levou para a Avenida o enredo “De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…”


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Passista da Portela é eleita Rainha do Carnaval de Taubaté


'Me sinto dando continuidade ao legado do meu avô', diz Ana Paula Costa, neta do compositor Jair do Cavaquinho


Passista da Portela, Ana Paula Costa vai brilhar como Rainha do Carnaval da cidade de Taubaté, em São Paulo. Aos 32 anos, a jovem, que é neta do saudoso compositor e baluarte Jair do Cavaquinho (1922-2006), foi consagrada pelos jurados do concurso no último dia 27, derrotando cinco adversárias.

Cria da premiada ala comandada por Nilce Fran e Valci Pelé, Ana Paula, que já foi também rainha de bateria da Unidos de Vila Santa Teresa e musa da União de Jacarepaguá, é só alegria: "Estou muito feliz com essa conquista, é mais uma realização. Será uma honra para mim representar Taubaté neste carnaval. Amo esta cidade que me recebeu de braços abertos."

Casada há 12 anos com um paulistano, a sambista conta como virou rainha da corte da folia de Taubaté. "Fui morar na cidade de São Paulo depois que me casei. Lá, tive uma passagem muito feliz pela escola Unidos de Vila Maria, onde fui coordenadora da ala de passistas e fiz muitos amigos. Depois desse período grande em São Paulo, fui morar em Taubaté há quatro anos. E, aos poucos, fui sendo acolhida pelas pessoas daqui. Foram elas que me incentivaram a concorrer."

Desde 2006 desfilando como passista da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira, a jovem, que levou o Estandarte de Ouro da categoria em 2008, afirma que sempre sonhou em fazer parte da ala comandada por Nilce e Pelé, mesmo contra a vontade da patriarca da família. 

"No início, meu avô não queria que eu fôsse passista. Mas eu insistia e falava pra ele que queria ser testada pela Nilce (Fran), até que um dia fiz o teste e pude entrar. Hoje em dia, mesmo morando em outra cidade, faço questão de desfilar todos os anos, porque a Portela é a minha casa, é a minha vida. Meus pais se conheceram na Portela. Meu pai foi ritmista e minha mãe desfilou durante muito tempo na Ala das Damas, de Tia Dodô. Hoje, me sinto levando adiante o legado do meu avô", diz. 
  
Corte do Carnaval de Taubaté 2018

Rei Momo - Felipe Freitas
Rainha - Ana Paula Costa
Primeira Princesa - Letícia Santos
Segunda Princesa - Márcia Carvalho


Crédito da foto: PortalR3
Legenda: Ana Paula Costa foi eleita Rainha do Carnaval de Taubaté no último dia 27


Prefeito Crivella anuncia que estará no Sambódromo no Carnaval 2018

Por Redação Carnavalesco


Na manhã desta segunda-feira, o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella anunciou que estará no Sambódromo no Carnaval de 2018.
Crivella não revelou os dias que estará na Sapucaí, mas adiantou que acompanhará os desfiles.
– Estarei lá. Eu vou à Sapucaí. Não para sambar. Vou verificar toda infraestrutura que a prefeitura tem colocado, iluminação e o som. Estamos investindo R$ 20 milhões. Também vamos colocar a Guarda Municipal para verificar se não teremos motoristas alcoolizados dirigindo alegorias. Vai ter bafômetro. Já deixo alertado e avisado. Com toda segurança vamos fazer o carnaval mais bonito do país – disse o prefeito.


Envolvida no acidente em 2017, fotógrafa Lúcia Mello pretende ir ao Sambódromo no Carnaval 2018

Por Geissa Evaristo


A fotógrafa Lúcia Mello, que ficou ferida no acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti no último carnaval, retornou ao hospital em janeiro deste ano para realizar novas cirurgias, e recebeu alta hospitalar na tarde desta segunda-feira e seguirá o tratamento através de fisioterapia. Ela já tinha voltado para casa, em junho de 2017, após ficar quatro meses internada no Hospital Municipal Miguel Couto.

Lúcia ficou presa na grade que separa a primeira arquibancada do Sambódromo do Rio da pista de desfiles. O carro alegórico perdeu a direção e atingiu quem estava na Avenida. A fotógrafa teve fratura exposta na perna esquerda e traumatismo craniano, chegando a permanecer em coma no CTI. Ao todo foram 15 cirurgias, sendo a última realizada na quarta-feira através de um enxerto ósseo. O tratamento para que restabeleça os movimentos e volte a andar, no entanto, é complexo. A fotógrafa passará por avaliações médicas regulares e reiniciará a fisioterapia.

– Já estou liberada para colocar os pés no chão, mas não posso forçar, nem tampouco sair andado. Será necessário principalmente emagrecer e muita fisioterapia. Sinto muitas dores, que não passam com os remédios. É sofrido demais. Nessa última internação retiraram um pedaço do osso da minha coxa e enxertaram no meu pé. Ganhei um “novo” machucado na perna. A sensação é que sinto choques a todo o tempo, não imaginava passar por isso na minha vida – desabafa a fotógrafa.

Mesmo precisando se readaptar a nova rotina, Lúcia Mello que segue utilizando cadeira de rodas, garante que não tem traumas e nem se afastará do carnaval. Com alta hospitalar e liberada pelo médico para retornar à Sapucaí, a fotógrafa, cheia de otimismo, faz planos de voltar a cobrir os desfiles do carnaval deste ano ainda.

– Apesar de tudo que estou vivendo e ainda vou viver porque a caminhada é longa e difícil, eu estou muito feliz, pois estou viva. O médico me liberou para ir ao Sambódromo. Se as dores amenizarem eu pretendo ir à Avenida, só não poderei ficar muito tempo – empolga-se com a possibilidade.

Desde o acidente, Lucia Mello ganhou mais de cinco mil seguidores em suas redes sociais e recebe diariamente mensagens de apoio e carinho. No entanto, quase um ano depois, não recebeu qualquer ajuda financeira pelos responsáveis pelo acidente. A fotógrafa tem em sua família o apoio necessário nesse momento. O tratamento de fisioterapia e os remédios, que chegam a custar até R$ 300 e são custeados por eles.

– Ainda não sinto meu pé. Vou precisar de muita fisioterapia e esse tratamento será por minha conta. Não fui procurada por ninguém, mas deixo esse assunto sob responsabilidade da minha família que está resolvendo tudo – revela.


domingo, 4 de fevereiro de 2018

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Cara a cara com Rosa Magalhães: ‘O pré-julgamento de barracão é sempre falho’

Por Guilherme Ayupp


Em uma época em que quase nenhum segredo pode ser mantido na Cidade do Samba, em plena era das redes sociais, é comum saírem comentários analisando a qualidade dos barracões das escolas antes do desfile. Na série ‘Cara a cara’ do site CARNAVALESCO, a professora Rosa Magalhães conversa com nossa reportagem sobre o tema e afirma que já foi traída por um pré-julgamento antes de um desfile. Entre outros temas, fala da chegada à Portela, do volume de suas alegorias e conta que ‘Bumbum Paticumbum Prugurundum’ é seu mais importante trabalho.

– Qual o seu grande desfila em sua opinião?
Rosa Magalhães: “O desfile campeão pelo Império Serrano me marcou bastante, pois foi muito sofrido. O da Imperatriz de 1996, da Imperatriz, que acabamos não vencendo foi inesquecível também, pois rendeu até uma homenagem na Áustria onde eu dancei até valsa. Os que marcam geralmente são aqueles que a gente ganha, mas esses dois em especial eu sempre lembro”.

– E um desfile que você viu e gostaria de ter feito?
Rosa Magalhães: “Tenho vários. Ziriguidum 2001 e Tupinicópolis foram maravilhosos, o Fernando Pinto era fantástico. Eu vi esses dois desfiles e fiquei encantada. Tem um enredo do Arlindo Rodrigues que eu acho que ele inventou, ‘O Rei da Costa do Marfim visita Xica da Silva em Diamantina’. Era tudo branco e bege. Era belíssimo. A Beija-Flor do João sempre era um susto. O título da Viradouro em 1997 me ensinou que não devemos pré-julgar antes de ver na avenida. Aquele abre-alas todo preto eu achava feio e na avenida foi lindíssimo”.

– A nova geração da Escola de Belas Artes tem chegado com muito talento no carnaval. Qual a sua opinião sobre eles?
Rosa Magalhães: “Eu acho ótimo e estão estudando e se dedicando. O Milton Cunha agora é um comunicador, mas é pós-doutorado. Quanto mais você estudar, melhor. O Jorge Silveira me convidou para participar do desfile da São Clemente, mas eu infelizmente não vou ter como participar. Eu vejo com uma alegria muito grande a presença desses jovens artistas, o que prova a força das Belas Artes até hoje”.

– O termo ‘professora’ te agrada?
Rosa Magalhães: “Já me aposentei, dei aula a vida inteira. Dei aula no Fundão pela EBA, no Parque Lage e 15 anos na faculdade de arquitetura. No Senai. Um monte de gente me chama. Foi o Milton Cunha que começou com isso recentemente. Vejo como um carinho das pessoas comigo”.

– E a aposentadoria do carnaval? Você pensa nisso?
Rosa Magalhães: “Me chamaram para dar aula em um curso de pós-graduação. Pensar eu penso, mas a gente nunca sabe. Eu vivo cada ano, pois é sempre um mistério. Às vezes você tem escola, às vezes você não tem. Acho que o dia que eu não tiver mais aí eu paro”.

– Tamanho de carros. Esse assunto te incomoda?
Rosa Magalhães: “Isso é folclore. Aqui na Portela não podem reclamar. Essa questão começou na Imperatriz, pois antigamente os carros lá não eram mecanizados e aí tinham que ser menores. Acho muita coisa sobre alegorias. Vi uma vez nos Estados Unidos um carro todo mecanizado. Um homem só fazia tudo. Coisas muito tecnológicas têm os seus senões. Na Olimpíada aquela chaminé que saiu o ministro molhou os componente e o negócio não saía de cena. Foi preciso empurrar. Para o mundo inteiro aquilo não funcionou. Eu não sei qual a fórmula correta”.

– Leitura de fantasias e alegorias ou apuro artístico e de acabamento? O que é mais importante?
Rosa Magalhães: “Eu acho que tem de ser bem feita, dependendo do foco do enredo. Se for de época ou abstrato. Eu só acho horrível quando descreve. Legenda eu sou totalmente contra. Não precisa, as pessoas entendem”.

– Portela foi campeã do carnaval. Isso tira o peso dos seus ombros?
Rosa Magalhães: “Posso ser campeã como posso não ser. Não é uma pessoa só que vence, é um grupo grande. Eu acho que esse carnaval vai ser difícil de saber quem leva. Têm algumas escolas em boas condições, outras menos. Mas se der mole a gente pega de novo”.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

R$ 11,6 milhões! Ministro da cultura visita barracões: verba cai na conta das escolas na 3ª feira

Por Kaio Sagaz


A uma semana da festa na Marquês de Sapucaí, o Ministério da Cultura finalmente bateu o martelo em relação à aprovação dos projetos das escolas de samba do Rio via Lei Rouanet. Em visita à Cidade do Samba na tarde desta sexta-feira, 2, o ministro Sérgio Sá Leitão garantiu que a verba das agremiações que conseguiram empresas interessadas em bancar ao menos 20% do total proposto em cada projeto através da lei de incentivo do governo chegará às contas correntes das escolas na próxima terça-feira, 6.

Em entrevista ao Sambarazzo, Leitão, que em julho do ano passado já havia sinalizado interesse em ajudar a socorrer o Carnaval do Rio, afirmou que o total autorizado para captação foi de R$ 74 milhões. Até o momento, as escolas conseguiram de patrocínio R$ 11,6 milhões.

– Queria conhecer a Cidade do Samba e ver como estão os preparativos para o desfile e, como a reunião da Comissão da Lei Rouanet (responsável pela liberação dos projetos e responsável também pela liberação do dinheiro) foi ontem à noite, eu trouxe essa notícia. Os projetos relacionados ao Carnaval do Rio foram todos aprovados. Os que captaram mais de 20% tiveram autorização para movimentação da conta. Isso vai poder ser feito a partir de terça-feira. Temos um total de 25 projetos relacionados ao Carnaval do Rio, um total de R$ 74 milhões de reais autorizados pra captação. R$ 11,6 milhões já foram captados. Até o início do desfile, essa captação vai aumentar – aposta o ministro.

O ministro da cultura e o presidente da Riotur foram à Cidade do Samba acompanhar os últimos preparativos para o desfile I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

“Estamos operando no Carnaval do Rio em estado de emergência”, diz ministro
Carioca e entusiasta de Carnaval, Sérgio Sá Leitão prometeu estreitar ainda mais a relação com a festa e detalhou a estratégia que será posta em prática logo após os desfiles de 2018.

– O que propus à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) e aos presidentes das escolas de samba é fazer uma reunião depois do Carnaval pra prepararmos, em conjunto, uma estratégia pra 2019, pra que a gente não tenha essa mesma situação que aconteceu agora. Estamos operando este ano no Carnaval do Rio em estado de emergência, tentando realmente ajudar a viabilizar os recursos pelo menos via Lei Rounaet. Mas é preciso para o ano que vem antecipar essa captação, e ver de que maneira podemos tornar esses projetos mais atraentes pras empresas patrocinarem, e patrocinarem também no estágio inicial do processo do Carnaval, não apenas na reta final. O Ministério da Cultura está à disposição – assegurou.

Na visita à Cidade do Samba, na qual teve a companhia do presidente da Riotur, Marcelo Alves, o ministro da cultura aproveitou para adiantar que encomendou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas para desvendar o potencial e o impacto econômico do Carnaval carioca, a fim de facilitar o desenvolvimento dos projetos de captação de recursos, tão necessário às escolas, sobretudo em virtude do corte de R$ 1 milhão pra cada decretada pelo atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

– Contratamos a FGV, que vai fazer um estudo de impacto econômico do Carnaval. Vamos anunciar os resultados desse estudo no dia 21 de fevereiro, portanto logo depois do Carnaval. Além da dimensão cultural, essa dimensão econômica me interessa muito, porque é essa dimensão que a gente tem que trabalhar. O Carnaval do Rio é um fenômeno cultural importantíssimo, talvez seja a festa popular brasileira mais conhecida em território nacional e no exterior. É também um belíssimo emblema do potencial econômico da economia criativa no Brasil, é um impacto muito forte em termos de geração de rendas, geração de empregos, atração de investimentos, geração inclusive de arrecadação tributária, algo que impacta o desenvolvimento econômico da cidade, do estado e do país. O Carnaval do Rio é uma das manifestações culturais mais importantes do nosso país e deve ser vista e tratada como tal. A ideia é que, já a partir de março, a gente possa desenhar em conjunto a Liesa e as escolas uma estratégia pra utilização de recursos da Lei Rouanet. Mas isso não substitui a necessária participação da prefeitura e do governo do estado – frisa Sérgio Sá Leitão, que vai acompanhar os desfiles na Marquês de Sapucaí.

Volta dos ensaios técnicos

Uma das piores consequências do corte de verba da prefeitura que atingiu os cofres das escolas de samba foi a Liesa determinar o fim dos ensaios técnicos na pré-temporada carnavalesca. O Sambódromo recebia, há mais de uma década, ensaios gratuitos das escolas na pista oficial de desfiles. Mas o custo, superior a R$ 3 milhões de reais, ficou inviável para realização em 2018.

– Precisamos ter um projeto específico para os ensaios técnicos. Mas é importantíssimo também que haja uma participação mais ativa do poder público local, tanto da prefeitura quanto do Estado. Tem que ser feito um trabalho em parceria entre a prefeitura, o governo federal, as escolas e a liga – completou.

“Quase 90% das arquibancadas vendidas”, comemora Liesa

Presidente da liga das escolas, Castanheira foi anfitrião na visita do ministro da cultura e do presidente da Riotur às dependências da Cidade do Samba e aproveitou para revelar alguns números positivos, apesar da crise que assola o país e, consequentemente, o Carnaval carioca.

– Somos otimistas. Estamos prontos pra captarmos os recursos, que ainda não conseguimos. O ministro ficou de ajudar nesse entrosamento com as empresas ligadas ao Governo Federal, e vamos aguardar as orientações dele nesse sentido. Mas é uma situação difícil que estamos enfrentando. É importante receber o ministro e o presidente da Riotur (Marcelo Alves) aqui na Cidade do Samba, pra que eles tenham em mente que, apesar das dificuldades, a gente continua trabalhando, lutando, gerando emprego, lazer pra toda a população que vai ao Sambódromo. Com todas as dificuldades, estamos conseguindo repassar semanalmente às escolas os recursos, as vendas de ingressos estão bem encaminhadas, estamos com quase 90% das arquibancadas vendidas num ano de uma crise geral no Brasil inteiro… Estamos trabalhando pra manter o status de grande festa. Mas a crise é no país inteiro, em qualquer setor, em qualquer segmento, a maioria das empresas não está dando lucro, e o Carnaval tem essa consequência porque muitas escolas não puderam comprar camarote, muitas empresas deixaram de comprar camarote, e isso dificulta um pouco. Mas nada que tire o nosso ânimo – concluiu.