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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Colombo Costa Pinto

Nasceu na Bahia, em 12 de outubro de 1928, mas transferiu-se para o Rio de Janeiro, indo residir no subúrbio de Oswaldo Cruz. Conheceu Noca da Portela em São Cristóvão, levando-o para a Ala dos Compositores da Portela, com o qual compôs quatro sambas-enredos vencedores para a escola. Em 1966, fundou o Trio ABC da Portela, juntamente com Noca e Picolino. O trio não chegou a gravar nenhum disco, contudo, seus componentes foram contemplados com vários sambas-enredos vencedores nos carnavais que sucederam.

Em 1967, Elza Soares gravou em um compacto simples pela Odeon as músicas “Portela querida” (com Picolino e Noca da Portela), composição que viria a ser posteriormente o maior sucesso do trio, além de música emblemática para a Portela, e, do outro lado, "Sofri" (Bide e Marçal). No ano seguinte, o trio inscreveu duas composições no "II Concurso de Música de Carnaval", organizado por Ricardo Cravo Albin (na época, Presidente do Conselho Superior de Música Popular Brasileira do Museu da Imagem e do Som): a primeira foi “Portela querida”, defendida por Elza Soares, e a segunda, “É bom assim”, interpretada pelo cantor Gasolina. Ainda em 1968, Martinho da Vila, em seu LP Nem todo crioulo é doido, gravou “Querer é poder”, de autoria de Colombo, Noca da Portela e Picolino.

Em 1976, sua composição “O Homem de Pacoval”, em parceria com Noca da Portela e Edir Gomes, foi gravada por Silvinho do Pandeiro no LP Sambas-enredos das Escolas de Samba do Grupo 1.

Aos 47 anos, prestou vestibular para Comunicação Social, formando-se em Jornalismo. Segundo sua filha Lucia Pinto, “a grande vitória da vida dele foi ter prestado este concurso, porque ele começou a vida profissional como peixeiro, foi vigia portuário, ascensorista de elevador, técnico administrativo, em que, graças à faculdade, passou por concurso. Venceu pelo estudo, apesar da idade”, nos conta uma saudosa Lucia Pinto.

No ano de 1994, o cantor Rixxah interpretou “Gosto que me enrosco” (Colombo, Gelson e Noca da Portela) no disco Sambas-enredo de 1995 do Grupo Especial, pela RCA Victor.

Em 1998, recebeu da Rede Globo o Prêmio Estandarte de Ouro, por “Os olhos da noite”, parceria com J. Rocha, Darcy Maravilha e Noca da Portela. Naquele mesmo ano, classificou este samba em 2º lugar na cotação dos melhores sambas-enredos, de acordo com pesquisa feita pelo jornal O Dia, com os jurados Ricardo Cravo Albin, Moacyr Luz, Roberto Moura, Cláudio Vieira e Mauro Ferreira. Entre seus vários intérpretes está Eliana Pittman, em “A dor que vem do Brás” (Colombo, Noca da Portela e Picolino da Portela).

Faleceu em 18 de novembro de 2004. Nesta ocasião, Colombo Costa Pinto era Auditor Fiscal do INSS.

Obras:

A dor que vem do Brás (com Noca da Portela e Picolino da Portela).
Amazonas, esses desconhecidos delírios e verdades do Eldorado verde (com Noca da Portela, Chico da Silva, Janjão e Gilson Nogueira).
É bom assim (com Noca da Portela e Picolino da Portela).
Gosto que me enrosco (com Noca da Portela e Gelson).
O Homem de Pacoval (com Noca da Portela e Edir Gomes).
Os olhos da noite (com Noca da Portela, J. Rocha e Darcy Maravilha).
Portela querida (com Noca da Portela e Picolino da Portela).
Querer é poder (com Noca da Portela e Picolino da Portela).
Tudo é diferente (com Edir Gomes e Noca da Portela).
Fonte: http://dicionariompb.com.br
www.portelamor.com

Agradecimento especial a Lucia Pinto, filha do nobre majestoso.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Contrato de concessão do Sambódromo vence e Liesa tem dificuldade na comercialização de ingressos para o Carnaval 2019


Por Guilherme Ayupp

Não bastasse a crise financeira e política que se abateu no carnaval a partir de 2017, a Liesa possui um novo problema para contornar a cinco meses dos desfiles de 2019. O contrato de concessão do Sambódromo entre a Riotur e a entidade venceu e ainda não foi renovado. Sem essa concessão a Liga fica impedida de fazer a comercialização de camarotes na passarela do samba.

A reportagem do CARNAVALESCO apurou que no fim da manhã desta terça-feira houve uma reunião entre representantes das 14 escolas do Grupo Especial e a diretoria da Liesa com os secretários da Casa Civil, Paulo Messina, e da Fazenda, Cesar Augusto Barbiero. Os sambistas esperavam encontrar o prefeito Marcelo Crivella, mas o mandatário não compareceu. Na pauta de discussões a renovação do contrato da Riotur com a Liesa para a exploração do Sambódromo e também a subvenção para o próximo desfile.

Ficou acordado que um novo encontro, desta vez com o prefeito presente, nesta quarta às 17h vai definir sobre as duas questões. Ainda não há no entanto previsão de assinatura do acordo e nem se as escolas receberão subvenção pública para o ano que vem.




Carnavalesca Rosa Magalhães entrega figurinos dos destaques de luxo da Portela


Os destaques de luxo da Portela já estão com os desenhos dos figurinos para o Carnaval 2019 em mãos. Os croquis foram apresentados durante um encontro com a carnavalesca Rosa Magalhães, nesta segunda-feira (8), no barracão da escola, na Cidade do Samba.

Na ocasião, o grupo recebeu explicações sobre o significado das fantasias e aproveitou para tirar dúvidas sobre a confecção dos figurinos. Ao todo, a agremiação terá 12 destaques (entre centrais e semi-destaques) nos carros alegóricos.

Para o coordenador de destaques da Portela, Carlos Ribeiro, o encontro foi extremamente positivo. "Foi uma reunião muito proveitosa. Todos os destaques gostaram muito dos seus figurinos. A Rosa (Magalhães) e a equipe dela estão de parabéns! Todos os destaques saíram do barracão sabendo mais sobre o significado das fantasias dentro do enredo, o que é muito importante. Algumas dúvidas sobre posicionamento nas alegorias também foram esclarecidas, principalmente para os integrantes mais novos. Agora, começa a fase da compra de materiais e o trabalho nos ateliês", explicou Ribeiro.

A Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira será a terceira escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, com o enredo "Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar uma Sabiá", desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães. O tema é uma homenagem a Clara Nunes, um dos maiores ícones da história da agremiação.




Foto: Divulgação
Legenda: Destaques da Portela durante encontro com Rosa Magalhães


Feijoada da família portelense receberá Juninho Thybau e samba que elas querem neste sábado


Comandando pela Velha Guarda Show da Portela, evento terá, ainda, lançamento oficial do samba-enredo para o Carnaval 2019

O compositor Juninho Thybau e o grupo Samba Que Elas Querem serão os convidados especiais da próxima edição da Feijoada da Família Portelense, que vai acontecer neste sábado (13), a partir das 13h, na quadra da Portela, em Madureira.

A abertura ficará a cargo do grupo Tempero Carioca. Em seguida, Monarco, Serginho Procópio, Tia Surica, Aurea Maria e os demais membros da Velha Guarda Show vão relembrar clássicos como "Lenço", "Quantas Lágrimas", Corri pra Ver", "Coração em Desalinho", "Vivo Isolado do Mundo" e "Foi um Rio que Passou em Minha Vida". O grupo também vai prestar uma homenagem ao baluarte Casquinha, que faleceu no último dia 2.

Representante da nova geração do samba, Juninho Thybau vai lembrar clássicos do samba e canções de sua autoria, como "A Vitória Demora Mas Vem" (gravada por Diogo Nogueira) e "Eu Carrego o Patuá", do repertório de Mariene de Castro, e "Nosso Jeito".

Formado por Barbara Fernandes (violão), Cecilia Cruz (cavaco), Duda Bouhid (tamborim), Giselle Sorriso (surdo), Júlia Ribeiro (conga e caixa), Karina Neves (flauta transversa), Mariana Solis (agogô), Maria Angélica Marino (tantan) e Silvia Duffrayer (pandeiro), o Samba Que Elas Querem homenageará grandes ícones femininos do samba, como Elza Soares, Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, Jovelina Pérola Negra e Beth Carvalho.

O encerramento vai ser com a bateria Tabajara do Samba, o intérprete Gilsinho, baianas, passistas, mestre-sala, porta-bandeira e a rainha Bianca Monteiro, que irão se apresentar ao som do samba-enredo para o Carnaval 2019. Será a primeira vez que o hino oficial será cantando para o público.

A Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira será a terceira escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, com o enredo "Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar uma Sabiá", desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães. O tema é uma homenagem a Clara Nunes, um dos maiores ícones da história da agremiação.

A entrada antecipada (à venda na bilheteria da quadra) custa R$ 15. No dia do evento, o ingresso individual sairá por R$ 20. O prato de feijoada custa R$ 25. A quadra fica na Rua Clara Nunes 81, Madureira. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3256-9411.


Serviço:
Edição de outubro da Feijoada da Família Portelense
Atrações: Velha Guarda Show da Portela, Tempero Carioca, Juninho Thybau, Samba Que Elas Querem e elenco-show da Portela 
Data: Sábado, dia 13 de outubro
Horário: A partir das 13h
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira
Classificação etária: Livre 

Ingressos:
Individual: R$ 15 (antecipado) / R$ 20 (no dia)
Duplo: R$ 25 (antecipado) / R$ 35 (no dia)
Triplo: R$ 30 (antecipado) / R$ 45 (no dia)

Mesas para quatro pessoas: R$ 110 (já contempla quatro ingressos)
Camarote para 15 pessoas: R$ 500 (inferior); R$ 700 (superior)
Prato de feijoada: R$ 25
Informações: (21) 3256-9411 
Bilheteria da Portela: de segunda a sexta, das 9h às 17h


Ingressos pela internet



Foto: Wallace Mendonça / Divulgação
Legenda: As pastoras Aurea Maria (à esquerda), Neide Santana e Jane Carla são algumas das estrelas da Velha Guarda Show da Portela



terça-feira, 9 de outubro de 2018

Quintal da Portela receberá Sombrinha nesta quinta-feira


Roda de samba comandada por Serginho Procópio e Luciano Bom Cabelo vai agitar quadra da escola na véspera do feriado 

A próxima edição da roda de samba Quintal da Portela contará com a participação especial do cantor e compositor Sombrinha. Comandado por Serginho Procópio (diretor musical da escola e cavaquinista da Velha Guarda Show), Luciano Bom Cabelo e outros talentos, o evento vai agitar a quadra da azul e branco nesta quinta-feira (11), a partir das 19h.

Excelente opção de lazer para a véspera do feriado de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, a roda terá, ainda, as presenças de Arifan, Paulo Henrique Mocidade, Fernando Procópio, Ju Procópio e Evandro Silva. 

Considerado um dos maiores poetas do samba brasileiro, Sombrinha vai lembrar clássicos como "Fogo de Saudade", "É Sempre Assim", "Além da Razão", "Fim da Tristeza", "Fora de Ocasião" e "O Show Tem Que Continuar". 

O repertório da noite também vai homenagear ícones como Dona Ivone Lara, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Almir Guineto e muitos outros. Pérolas do baú portelense também têm presença garantida no roteiro.

Além de boa música, o público poderá conferir feirinha de artesanato e barracas de petiscos. Vale lembrar que o evento terá entrada franca até as 21h. Após este horário, o ingresso custará R$ 10.

Bom demais, não é? Então marque com os amigos e venha se divertir na Portela.
  
Serviço:
Roda de samba Quintal da Portela
Data: 11 de outubro (quinta-feira), véspera de feriado
Horário: 19h
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira
Classificação: Livre
Informações: (21) 3256-9411  

Ingressos:
Entrada FRANCA até 21h
Depois: R$ 10


 
Foto: Divulgação
Legenda: Sombrinha vai dar canja na roda Quintal da Portela

Confira letra definitiva do samba-enredo da Portela para 2019


Primeiro ensaio de canto será realizado nesta quarta-feira, a partir das 20h

A diretoria da Portela decidiu fazer pequenas modificações na letra do samba-enredo para o Carnaval 2019, após reunião no barracão da Cidade do Samba, nesta segunda-feira (8), com o presidente Luis Carlos Magalhães, o intérprete Gilsinho, os integrantes da comissão de Carnaval, os compositores vencedores, o mestre de bateria Nilo Sérgio e o diretor musical Serginho Procópio.

As mudanças foram realizadas com o objetivo de eliminar qualquer possibilidade de problemas futuros envolvendo direitos autorais.

Nesta quarta-feira (10), a Portela realizará em sua quadra, a partir das 20h, o primeiro ensaio de canto visando a gravação do coro para o CD do Grupo Especial.

Terceira agremiação a entrar na Avenida, na Segunda-feira de Carnaval, a Portela buscará o 23º título de sua história com o enredo "Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar uma Sabiá", da carnavalesca Rosa Magalhães.


Letra do samba da Portela - Carnaval 2019

Enredo: Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar uma Sabiá 
Autores do samba-enredo: Jorge do Batuke, Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, Claudinho Oliveira, José Carlos, Zé Miranda, D’Souza e Araguaci


Axé... sou eu
Mestiça, morena de Angola, sou eu
No palco, no meio da rua, sou eu
Mineira, faceira, sereia a cantar, deixa serenar
Que o mar... de Oswaldo Cruz a Madureira
Mareia... a brasilidade do "Meu lugar"
Nos versos de um cantador
O canto das raças a me chamar
De pé descalço no templo do samba estou
É rosa, é renda, pra Águia se enfeitar
Folia, furdunço, ijexá
Na festa de Ogum Beira-mar
É ponto firmado pros meus orixás

Eparrei Oyá, Eparrei...
Sopra o vento, me faz sonhar
Deixa o povo se emocionar     (refrão)
Sua filha voltou, minha mãe

Pra ver a Portela tão querida
E ficar feliz da vida
Quando a Velha Guarda passar
A negritude aguerrida em procissão
Mais uma vez deixei levar meu coração
A Paulo, meu professor
Natal, nosso guardião
Candeia que ilumina o meu caminhar
Voltei à Avenida saudosista,
Pro Azul e Branco modernista... eternizar
Voltei, fiz um pedido à Padroeira
Nas Cinzas desta Quarta-feira... comemorar

Nossas estrelas no céu estão em festa
Lá vem Portela com as bênçãos de Oxalá
No canto de um Sabiá     (refrão)
Sambando até de manhã
Sou Clara Guerreira, a filha de Ogum com Iansã


Tem Feijoada da Família Portelense no próximo sábado


R$ 1 milhão pra cada! Prefeitura mantém verba pra desfile do Grupo Especial

Por Redação


A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e representantes das 14 escolas do Grupo Especial se reuniram com a Prefeitura do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 9, para definir os detalhes da verba que será destinada a cada uma das agremiações para o desfile de 2019. De acordo com Jorge Castanheira, presidente da Liesa, subvenção será a mesma do último Carnaval: R$ 1 milhão.

A expectativa agora é de que quando ocorrerão os repasses e em quantas parcelas será paga a quantia. O prazo, segundo Castanheira, será definido até o fim da semana.
— A reunião foi boa. Estamos vendo agora o planejamento do recebimento desses recursos. Claro que, quanto mais rápido, melhor. Mas a gente entende a dificuldade orçamentária de todos os municípios. É uma crise financeira que atinge o país inteiro. Dentro do bom senso e do equilíbrio, vamos encontrar uma solução pra viabilizar esse Carnaval — explicou Castanheira.

Para a última temporada, a prefeitura depositou a subvenção em três vezes: uma parcela de R$ 450 mil foi paga em novembro; outra de R$ 450 mil em dezembro; e a última, de R$ 100 mil, entrou nos cofres das escolas após a prestação de contas das mesmas – ainda há pendências de algumas agremiações nesse sentido.

Jorge Castanheira voltou a afirmar que a volta dos ensaios técnicos faz parte do planejamento da Liga, mas que depende de verba privada | Foto: Irapuã Jeferson
Além dos representantes de todas as escolas do Grupo Especial, participaram da reunião na sede administrativa da Prefeitura do Rio, no Centro, o presidente da Riotur, Marcelo Alves, o secretário municipal de Fazenda, César Barbieiro, e o secretário municipal da Casa Civil, Paulo Messina. O encontro durou pouco mais de duas horas.

Samba vai de Uber

Além da verba pública, as escolas do Grupo Especial irão receber mais R$ 500 mil do aplicativo Uber.

O presidente da Liga, Jorge Castanheira, voltou a dizer que a entidade está trabalhando pela volta dos ensaios técnicos, mas que depende do patrocínio do setor privado. A Liesa trabalha com a possibilidade da Uber também patrocinar os treinos na Avenida.

— Nossa expectativa é encontrar uma solução logo. É o nosso projeto voltar com os ensaios técnicos, mas não sei se vai confirmar. Até o fim dessa semana, vamos marcar uma nova reunião pra decidir isso – declarou Jorge Castanheira.

Os ensaios técnicos foram cancelados para 2018 em virtude da falta de recursos financeiros. A Liesa argumentou que arcava sozinha com cerca de R$ 4 milhões para realização do evento.  Há 15 anos, os treinos faziam parte das atividades de lazer dos cariocas, sempre com entrada franca, o que garantia a lotação máxima do Sambódromo.



Representantes das 14 escolas do Grupo Especial participaram de reunião na sede administrativa da Prefeitura do Rio | Foto: Irapuã Jeferson


Mestre-sala e porta-bandeira da Portela ganham reforço na preparação para o desfile


Mayombe Masai passa a integrar equipe de Marlon Lamar e Lucinha Nobre como preparador corporal

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Portela, Marlon Lamar e Lucinha Nobre, acaba de ganhar um importante reforço na preparação para o Carnaval 2019. A dupla, que já contava com a coreógrafa e ensaiadora Camile Salles, passa a treinar também com o preparador corporal Mayombe Masai.

Com larga experiência em samba e dança afro, Mayombe, que é diretor musical da Cia Bamboyá e professor de etnomusicologia na UniRio, explica como pretende atuar na Portela. "Quero fazer um trabalho forte de expressão corporal em cima da técnica. Com o Marlon, por exemplo, vamos trabalhar resistência, ginga, riscado, limpeza de movimentos, movimentos de efeito, troca de perna e giro. Quero, também, valorizar a tradição da dança do casal e a identidade cultural, que muitas vezes fica esquecida no carnaval", diz o preparador, que também já foi passista da Estácio e do Salgueiro, além de coreógrafo de ala e preparador corporal de outros casais.  

Para Camile Salles, professora de balé que já acompanha o casal da Portela há três anos, a chegada de Mayombe só tem a somar. "Sempre temos que nos aprimorar e criar coisas novas. Agora, com a escolha do samba, começamos a montar a coreografia. Eu ajudo o casal a trabalhar postura, perna, braço, repertório de movimento e finalização, entre outras coisas associadas ao balé. O balé enriquece muito a dança do casal. Por isso, tenho certeza que a parceria com o Mayombe será muito importante", analisa Camile, que trabalha no renomado Centro de Movimento Deborah Colker. 

Indo para o segundo desfile pela agremiação, Marlon comemora o reforço na equipe. "Tudo que possa ser feito para aprimorar a dança do casal é muito importante. Minha expectativa é a melhor possível para trabalharmos com o Mayombe e a Camile ao mesmo tempo. Acho que será o desfile mais importante da minha carreira, porque tem muita coisa em jogo. É o enredo sobre Clara Nunes, meu segundo ano na Portela e o terceiro desfile no carnaval do Rio e de parceria com a Lucinha. Trabalhamos com base nas justificativas que os jurados dão para todos os casais e sempre temos algo para melhorar. Tenho noção do desafio que tenho pela frente e quero fazer bonito."

Com a definição do samba-enredo, os ensaios do primeiro casal da Portela serão intensificados com força total no barracão e na quadra, como explica a experiente Lucinha Nobre. "Agora, o trabalho começa mais voltado para a nota. No último desfile, fizemos na coreografia alguns movimentos corporais que surgiram naturalmente bem perto do desfile e foi sucesso na Avenida. Para 2019 pretendemos trabalhar isso com mais força, aproveitando a emoção do enredo e do samba. E desfilar na Portela é uma emoção forte, diferente. Trouxemos o Mayombe para que ele possa tirar o melhor de nós e aproveitar bem as possibilidades de expressão corporal."

A Portela será a terceira escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, com o enredo "Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar uma Sabiá", da carnavalesca Rosa Magalhães.


Foto: Wallace Mendonça / Divulgação
Legenda: Lucinha Nobre e Marlon Lamar, primeiro casal da Portela, entre a coreógrafa Camile Salles e o preparador corporal Mayombe Masai



sábado, 6 de outubro de 2018

Não poderia ser outro

Parabéns parceria Jorge do Batuke, Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, 
Claudinho Oliveira, José Carlos, Zé Miranda, D’Dousa e Araguaci.

Porque amar é fundamental.
www.portelamor.com

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Mais ‘quente’ e limpo, CD da Série A tem bateria nas duas passadas, ritmo cadenciado e poucos cacos

Por João Carlos Martins


“Já teve uma época em que o disco era disputa de paradinhas”, disse o produtor do CD de sambas-enredos da Série A para o Carnaval 2019, Leonardo Bessa. Desde 1998 à frente do projeto, com exceção de alguns anos em que não fez parte da produção, Bessa e a equipe da Lierj prepararam um disco mais ‘quente’ e limpo. O SRzd esteve na audição técnica, nesta quarta-feira (3) no estúdio Cia dos Técnicos, e pôde constatar que o novo CD tem a presença da bateria nas duas passadas, em ritmo cadenciado, e menos cacos e paradinhas em comparação aos anos anteriores.

Marca do CD da Série A, os arranjos e efeitos musicais permanecem. Já os alusivos ficaram de fora. Somente algumas escolas utilizaram pequenas introduções com voz e bateria antes do grito de guerra do cantor. “O samba-enredo não é um gênero a parte. Ele deve ser tratado como uma música qualquer. É um disco que fazemos para um público específico, mas queremos atingir gente de todo o Brasil”, explicou Bessa ao justificar as mudanças na produção.

O produtor ainda contou que sua referência em termos de CD de sambas-enredo são os discos da década de 80. Ele procurou se inspirar nesse estilo para alcançar um bom nível de qualidade para as obras da Série A. “Os sambas de 80 são cantados até hoje pelo público. Além do andamento cadenciado, a gravação era mais limpa, sem obrigação de cacos, não tinha alusivo e em algumas escolas não tinha nem grito de guerra”, lembrou Bessa.

A ideia é que as chamadas e ‘alôs’ dos intérpretes, além da bateria mais acelerada e com bossas, fiquem para a Marquês de Sapucaí, onde o samba-enredo toma uma roupagem diferente. “O CD tem uma função diferente do que a gente imagina. Ele deve apresentar o samba”, disse o produtor.

No último ano, o CD da Série A ganhou o disco de ouro, que representa mais de 40 mil cópias vendidas. A expectativa de sucesso permanece para 2019. Com previsão de lançamento para primeira quinzena de novembro, o disco também estará disponível nas plataformas digitais. “Vamos masterizar e entregar na Som Livre até 15 de outubro. Daí em diante temos que esperar para saber a data certa de quando poderemos lançar”, explicou Rodrigo Soares, integrantes da equipe de produção da Lierj.


Fonte: www.srzd.com

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Descanse em paz Casquinha


Samba-enredo da Portela será definido nesta sexta-feira


Final inédita reúne compositores 'pratas da casa' em busca da primeira vitória

A Portela vai escolher seu samba-enredo para o Carnaval 2019 nesta sexta-feira (5), a partir das 22h, com uma grande festa. Após quase dois meses de eliminatórias e 32 composições inscritas, três parcerias vão disputar a final.

A abertura do evento será com show de casais de mestre-sala e porta-bandeira, passistas, baianas, intérprete Gilsinho, bateria Tabajara do Samba e a rainha Bianca Monteiro. O roteiro também vai incluir uma homenagem ao compositor e baluarte Casquinha, que faleceu nesta terça-feira (2), aos 95 anos, vítima de infecção generalizada.

Vale ressaltar que todos os compositores finalistas vão buscar a primeira vitória na disputa da Portela, o que aumenta ainda mais a expectativa quanto ao resultado. Além disso, as três parcerias são compostas, em sua grande maioria, por compositores formados dentro da comunidade. 

Em 2019, a maior campeã do carnaval carioca será a terceira escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, com o enredo "Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma Sabiá", desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães. O tema vai homenagear a cantora Clara Nunes, um dos maiores ícones da história da agremiação.


Ordem de apresentação das parcerias na finalíssima:

1- Jorge do Batuke, Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, Claudinho Oliveira, José Carlos, Zé Miranda, D’Dousa e Araguaci

2- Thiago na Fé, Bruno Lima, Crisshow Portela, Carlinhos Petisco, França Junior, Machadinho, Filipe Acaf, Serginho 20, Henrique Hoffman e Paulinho Valença

3- Gaúcho, Camarão Netto, Nando Gigante, Wagner Muguinho, Pirique Neto, Thiago Maciel, Sergio Pinto, Fred Lima, Piter e Marquinhos


Serviço:
Final de samba-enredo da Portela 
Data: Sexta-feira, dia 5 de outubro de 2018
Horário: A partir das 22h
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira
Classificação: 18 anos
Informações: (21) 3256-9411 / 3217-1604

Entradas (valores para compra antecipada)
Ingresso individual: R$ 35
Ingresso duplo: R$ 60
Ingresso triplo: R$ 75
Camarotes e mesas esgotados

Ingresso individual (no dia): R$ 50


OBS: Ingressos duplos e triplos não serão vendidos no dia do evento.



Crédito: Leo Cordeiro
Legenda: Casais de mestre-sala e porta-bandeira vão se apresentar na grande final



Morre, aos 95 anos, Casquinha, compositor e baluarte da velha guarda da Portela

Por Redação SRzd

Morreu na noite da última terça-feira (2), aos 95 anos, o compositor Casquinha. O baluarte da Velha Guarda da Portela estava internado desde o dia 22 de setembro no CTI do Hospital São Matheus, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.


Nos últimos dias, Casquinha teve o quadro de insuficiência renal agravado. A causa da morte foi infecção generalizada. Ele deixa três filhos (outros dois já são falecidos).
Em nota, o presidente Luis Carlos Magalhães e toda a diretoria da Portela lamentam a morte do compositor e se solidarizam com seus familiares e amigos neste momento de luto.

“Casquinha viveu a vida que quis viver, sempre cercado de sambistas formidáveis e se fazendo parceiro de mitos como Paulinho da Viola, Candeia, Monarco e outros mais. Vida longa, bonita e intensa! Compôs “Brasil, Pantheon de Glórias”, para o nosso desfile de 1959, e se tornou personagem importante na Portela. Por isso, terá sempre um lugar especial nesse pantheon que ele próprio ajudou a construir”, exaltou Luis Carlos Magalhães.

Casquinha da Portela


Otto Enrique Trepte (seu nome de batismo) nasceu em 1º de dezembro de 1922 em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte. Mudou-se ainda criança, após a morte do pai, para Oswaldo Cruz. Ganhou o apelido inusitado na escola depois de ter comido um pedaço de carne que caíra do prato de um colega, como relata o biógrafo João Baptista Vargens, no livro “Casquinha da Portela – Andanças e Festanças”, lançado em 2016.

Meio-campo (“center-half”, como gostava de dizer) talentoso, disputou por diversas vezes a Segunda Divisão do Campeonato Carioca, defendendo, entre outras, as cores do Esporte Clube Oposição e do Brasil Novo. Jogou também no time de futebol da Portela.

Foi bancário durante anos. A convite de Candeia, passou a frequentar os ensaios da Portela, onde despontou como compositor reconhecido e atuante, chegando a ocupar, anos depois, o cargo de presidente da renomada ala de compositores da agremiação.

Em 1959, em parceria com Candeia, Waldir 59, Altair Prego e Bubu, escreveu o samba-enredo “Brasil, Pantheon de Glórias”, com o qual a Portela foi campeã. Na década de 1960, fez parte do grupo Mensageiros do Samba, com Bubu, Arlindão, Jorge do Violão, Candeia, David do Pandeiro e Picolino. Em 1964, Casquinha tornou-se o primeiro parceiro de Paulinho da Viola na Portela, no samba “Recado”, que virou um clássico da MPB, tendo sido gravado por Elza Soares, Nara Leão, MPB-4, Jair Rodrigues e outras estrelas.

Integrante da Velha Guarda da Portela desde o lançamento do primeiro disco do grupo, em 1970, o sambista também é autor de outros clássicos, como “A Chuva Cai”, hit de Beth Carvalho; “Falsas Juras”, feito com Candeia, seu maior parceiro musical; “Maria Sambamba”, eternizada por João Nogueira; e “Coroa Avançada”, gravada por Zeca Pagodinho.

“Preta Aloirada”, “Sonho do Escurinho” e “Gorgear da Passarada” (composta com o saudoso Argemiro Patrocínio) também se destacam na extensa produção musical de Casquinha, que consagrou-se, ainda, como representante do samba sincopado e do partido-alto.

Em 2000, teve intensa atividade profissional com Monarco, Tia Surica, Tia Doca, Serginho Procópio e os demais membros da Velha Guarda por ocasião dos shows de lançamento do histórico disco “Tudo Azul”, produzido pela cantora Marisa Monte.

Fora da Velha Guarda, gravou um disco em 2001, “Casquinha da Portela”, seu único solo, pela Lua Discos. Em 2014, teve sua obra eternizada no DVD “Casquinha da Portela – O Samba Não Tem Cor”.

Em outubro de 2016, na ocasião do lançamento de sua biografia, foi homenageado pelo presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, durante a Feijoada da Família Portelense.
No Carnaval, Casquinha brilhou durante anos na tradicional comissão de frente da Portela. Também tinha cadeira cativa no carro que trazia a Velha Guarda e outros portelenses ilustres. Desfilou em sua escola do coração pela última vez em 2017, sendo campeão. 

Esteve pela última vez na quadra da Azul e Branco em julho de 2017, quando recebeu uma homenagem do Departamento Cultural, na roda de samba Portela de Asas Abertas.

Corpo  será velado na quadra da Portelinha

O corpo do compositor Casquinha será velado nesta quarta-feira (3), a partir das 20h, na quadra da Portelinha, em Oswaldo Cruz, na Zona Norte.


A cerimônia de despedida ao bamba, aberta ao público, acontecerá até as 9h desta quinta-feira (4), quando o corpo seguirá para o Cemitério de Irajá, também na Zona Norte, onde será sepultado às 10h30. A quadra da Portelinha (antiga sede da Portela) fica na Estrada do Portela 446, em Oswaldo Cruz, altura da Praça Paulo da Portela.

Fonte: www.srzd.com