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sábado, 11 de julho de 2015

Festival Samba in Rio agita Praça da Apoteose nos dias 18 e 19 de julho

Redação Carnavalesco

Se temos Rock In Rio, nada mais justo que exista um Samba In Rio Festival. Afinal a origem do samba, um dos gêneros musicais mais conhecidos da cultura brasileira, vem de uma linhagem carioca surgida nas casas das “tias”, como a baiana Tia Ciata, que, na Pequena África, hoje Praça Onze, em volta de seu fogão e feijão, recebia a fina flor do samba. O Samba In Rio vai durar dois dias, 18 e 19 de julho, sábado e domingo, à tarde e à noite, bem perto do berço do samba, a Praça Onze, onde fica localizada a Praça da Apoteose, que antes de se tornar o maior palco de samba do mundo com os desfiles das escolas, foi ponto de encontro de negros que chegavam ao Rio de Janeiro. Serão mais de 20 horas de samba.

A apresentação será da atriz Cris Viana e do carnavalesco Milton Cunha, a direção dos shows de Túlio Feliciano e a criação de cenários de Milton Cunha. A criação e produção deste projeto é da Lado A Lado B Produções, capitaneada por Babi Cruz, mais uma matriarca do samba. - Eu tinha este sonho de fazer a festa do samba na Apoteose há 10 anos - conta a produtora.

As atrações são Alcione, Beth Carvalho, Ana Carolina, Maria Rita, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz, Martinho da Vila, Alexandre Pires, Nei Lopes, Almir Guineto, Sombrinha, Jorge Aragão, Marcelo D2, Dudu Nobre, Jorge Ben Jor, Luiz Melodia, Casuarina, Arlindo Neto, Mart´nália, Moacyr Luz, Revelação, Mariene de Castro, Leci Brandão, Dirceu Leite, Sorriso Maroto, Fernanda Abreu, Fafá de Belém, Teresa Cristina, Raça Negra, Sou + Samba, Neguinho da Beija-Flor, Waguinho, Ivo Meirelles e Funk in Lata, Andrezinho, Monarco, Moyseis Marques, Pedro Miranda, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Leandro Sapucahy, Pretinho da Serrinha, Rogê, Bebeto, Reinaldo, Molejo, Bom Gosto, Marquynhos Sensação e a Velha Guarda da Portela, mais as da Mangueira e Império e, ainda, os blocos da Preta Gil e Cordão do Bola Preta encerrando os shows nos dois dias.

Com shows à tarde e à noite, das 15h à 01h da manhã, o festival – que tem tudo para se tornar o maior festival de samba do Brasil – vem resgatar as tradições desta cultura popular, promover a união dos sambistas e conectar cariocas, brasileiros e estrangeiros com o samba.

- O repertório dos shows fará um passeio entre todos os gêneros do samba e seus diferentes sotaques, mostrando o samba-canção, o samba-enredo, samba de breque, calango, maxixe, jogo, sambas da antiga, de raiz, pagode, etc – com participação de grandes nomes do samba e da MPB (amantes do gênero) e várias gerações de sambistas se revezando em encontros musicais nos palcos - conta o diretor Túlio Feliciano.

O palco de 45 metros de largura e 25 de altura vai homenagear, pelo cenário de Milton Cunha, as grandes personalidades ancestrais do samba, lideradas por Tia Ciata. Especialmente a força feminina no gênero, com suas mulheres fortes, mães de santo e “mães do samba”.

Além dos shows, a partir da abertura dos portões às 14hs, haverá oficinas de percussão com os Mestres Odilon (União da Ilha) e Casagrande (Unidos da Tijuca), de cavaquinho com Mauro Diniz, BN10 (ritmistas do Mestre André), dança de salão com o grupo Ponto de Cultura e workshops do Jongo da Serrinha.
Programação

SÁBADO – 18/07 – das 15h à 01h

SAMBA DO TRABALHADOR - Maestro: Paulão 7 Cordas
Arlindo Cruz, Moacyr Luz, Neguinho da Beija Flor, Reinaldo, Waguinho, Sou + Samba, Teresa Cristina, Moyseis Marques, Casuarina, Pedro Miranda, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Arlindo Neto, Marquynhos Sensação e Leandro Sapucahy
IVO MEIRELES + FUNK IN LATA
SAMBALANÇO - Maestro: Ivan Paulo
Luiz Melodia, Mart’nália, Fernanda Abreu, Pretinho da Serrinha, Rogê, Bebeto, Arlindo Neto e Dirceu Leite
MARIA RITA com participação de Arlindo Neto
ALCIONE com participação da Velha Guarda da Mangueira
DUDU NOBRE com participação de Nei Lopes e Mariene de Castro
MARTINHO DA VILA com participação de Fafá de Belém
ENCERRAMENTO: BLOCO DA PRETA GIL

DOMINGO – 19/07 - das 15h à 01h

ANDREZINHO e MOLEJO
BOM GOSTO
REVELAÇÃO
SORRISO MAROTO
RAÇA NEGRA
ALEXANDRE PIRES
JORGE BENJOR
ARLINDO CRUZ recebe Beth Carvalho, Marcelo D2, Almir Guineto, Sombrinha, Ana Carolina, Jorge Aragão e Velha Guarda do Império e da Portela
FUNDO DE QUINTAL com participação de Leci Brandão
ENCERRAMENTO: CORDÃO DO BOLA PRETA

Samba In Rio Festival
Praça da Apoteose (Rua Marquês de Sapucaí, s/n º - Praça Onze - Cidade Nova, Rio de Janeiro)
Dias 18 e 19 de julho, sábado e domingo
Direção: Túlio Feliciano
Cenário: Milton Cunha
Abertura dos portões – 14hs
Horários dos shows: das 15h à 01h
Capacidade: 25.000 pessoas
Classificação: 14 anos acompanhando dos pais ou responsáveis, menores não entram
Preço: Arquibancada: R$ 60,00; Pista: R$ 80,00; VIP (para um dia): R$ 120,00; VIP (para dois dias): R$ 220,00; Frisa (para um dia): R$ 450,00 (4 pessoas) e Frisa (para dois dias): R$ 800,00 (4 pessoas) – com meia-entrada para estudantes, idosos, professores do município do RJ e portador de necessidade especial
Vendas: www.ingressorapido.com.br ou 4003- 1212
Horário de Atendimento: segunda a sábado das 10hs às 20hs; domingo das 13hs às 18hs e feriado das 15hs às 18hs.

Ponto de Venda sem taxa de conveniência:
FNAC – Barra (Barra Shopping - Av. Das Américas, 4.666 Loja B 101/114 - Barra Da Tijuca/RJ
Theatro Net Rio – (Rua Siqueira Campos, 143 – Copacabana/RJ) de segunda a domingo das 10hs às 18hs para venda e retirada de ingressos
Lojas D'Samba – no Norte Shopping, Madureira e Via Brasil
Lojas South – Madureira, Bangu e Centro
Formas de Pagamento: Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron


Projeto Portadores do Ritmo Comemora 10 anos, com feijoada e mega show com portadores de necessidades especiais

By Juninho Tititi

Projeto Portadores do Ritmo – é um programa social de inclusão, dirigido às pessoas portadoras de necessidades especiais, sejam elas física, visual, cerebral ou com dificuldades de movimento socioambiental. Comandado por Andre Dias Vieira da Gama, o Andrezão, carioca, de Del Castilho, com 41 anos. O Projeto Portadores do Ritmo, está em sua melhor fase, completa 10 anos.

Exalando afeto quando defende sua “cria”, Andrezão contagia logo de cara “É o trabalho da minha vida. Estão comigo há 10 anos e tudo que fazemos e realizamos, tem o mesmo amor e carinho, nunca vi lealdade maior, são minhas eternas crianças”.

A festa pretende se tornar mensal, a intenção é mostrar a evolução desses 10 anos e apresentar ao púbico esse trabalho. “Além de promover inclusão social através da música, tornando a vida mais saudável pra todos nós, ainda proporcionamos a alegria dos pais e parentes, que vendo sua prole em ação, não tem como não se emocionar e se aproximar deles, o que na verdade é o que eles mais precisam: se sentir fazendo parte! Mostrar que a pessoa portadora tem um olhar e atitudes…”, vibra Andrezão.

Um trabalho árduo, mas compensador, através do projeto, “suas crianças” já se apresentaram na UERJ, BNDS, Cidade da Criança, Rádio Nacional, UFRJ, Arcos da Lapa, Bienal da UNI, MAM, festas corporativas, entre outros espaços. “O projeto nunca foi patrocinado ou beneficiado, todas as pessoas atendidas sempre tiveram todo o material doados por mim, o que torna muito mais compensador ter esse resultado”, atesta Andrezão.

No repertório, clássicos de Pixinguinha, com “Carinhoso”, “Hino Nacional”, de Joaquim Duque-Estrada, “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, “Trem das Onze”, Adoniran Barbosa, passando por “Xodó de Mim”, de Dominquinhos e Gil, “Testamento de Partideiro”, de Candeia, entre outros.

Hoje, o projeto conta a supervisão de Heloísa Dias, mãe e parceira dessa ideologia. A pedagoga conta com ajuda de uns 5 pais e amigos nessa empreitada. Além, claro, do espaço cedido pelo Fórum de Ciências e Cultura da UFRJ, no Flamengo, onde acontecem as aulas semanais e gratuitas, todas as sextas, das 10h às 12h. Envolve um professor e um auxiliar. Já passaram pelo projeto mais de 100 crianças, meninos e meninas com idades entre 7 e 40 anos. E agora mantém 15 portadores de necessidades especiais.

“Hoje, mantenho com essa base, só tenho 15 crianças, pois não dá pra manter mais, abrir pra outras, tenho até fila de espera, mas sem apoio fica impossível, precisamos de recursos humano e materiais, conto com minha mãe e pais de alunos”, sentencia Andrezão.

A trajetória – como o próprio nome diz, o projeto trabalha a atividade musical, essencialmente a percussão, concomitante às atividades físico esportiva; a primeira no sentido de desenvolver a sensibilidade musical, a musicalidade do próprio corpo e a capacidade dos alunos portadores de produzirem sua música, seus ritmos e sua operacionalidade. A segunda se presta a desenvolver a capacidade física, a motricidade, a elasticidade e o crescimento social através do trabalho em equipe.

O projeto teve inicio na prefeitura do Rio de janeiro em 2004, passou pela AMAL – Associação dos Moradores e Amigos de Laranjeiras em 2005, pela Maracatu Brasil, escola de percussão em Laranjeira, do Barão Vermelho: Guto Goffi, nos anos 2006, 2007 e 2008, e criou asas, foi aplicado por Andrezão em aulas e oficinas na Dinamarca, Espanha, França, Suécia, Holanda e Alemanha, de 2008 a 2013, no IPCN, do Rio de Janeiro em 2014.

Para atestar a importância e a necessidade dessa iniciativa, o projeto criou uma banda permanente – Banda Portadores do Ritmo. O trabalho com música deve considerar, que é um meio de expressão e forma de conhecimento acessível. A linguagem musical é excelente meio para o desenvolvimento da expressão, do equilíbrio, da autoestima e autoconhecimento, além de poderoso meio de integração social.

A música – como elemento transformador – Educar na música é trabalhar e estimular as sensibilidades, que são atributos essenciais das artes. O contato com a cultura musical desde muito cedo e, assim, começam a aprender suas tradições musicais. Ao brincar, jogar, imitar e criar ritmos e movimentos, as crianças também se apropriam do repertório da cultura corporal na qual estão inseridas. Ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical, além de atenderem às necessidades de expressão que passam pelas esferas afetiva, estética e cognitiva. Aprender música significa integrar experiências que envolvem a vivência, a percepção e a reflexão, encaminhando-as para níveis cada vez mais elaborados.

O mentor – Andrezão, carinhosa ganhou esse apelido, pelo Mestre Ouro (do Salgueiro, Mestre é irmão de Almir Guineto), foi batizado por ostentar seus 1,90m… é músico percussionista, acumula gravações e shows com Serjão Lorosa, Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila e outros. Têm participações e gravações em CDs de Jazz e na Europa, CD do produtor inglês Med (professor em Londres), que veio ao Brasil produzir DVD do Natiruts, participou do DVD de Beth Carvalho, dos 40 anos no Teatro Municipal, tem a honra de ser afilhado do grupo Fundo de Quintal, com passagem no Cacique de Ramos, que gerou o DVD Raça Brasileira (Som Livre).

André estudou ensino médio na Escola Waldorf, de 83 a 88 (Ensino de Rudolf Steiner, método alemão que já na década de 80, proporcionou a convivência e interação com pessoas portadoras de deficiências). Interagiu com projetos dando aulas de percussão em várias comunidades e projetos sociais no RJ.

Um homem do mundo, estudou alemão, francês, música, artes manuais, artes clássica, ética e religiões e história. Viveu na Europa por 6 anos, onde abriu um o Restaurante e Casa Cultural Brasil Tropicália, na Dinamarca, em Copenhaguen, em 2010. Inquieto, por lá, promoveu intercâmbio na culinária brasileira, explorando com aulas de música, dança e capoeira, além de shows e com artistas Brasileiros como Serjão Lorosa, Aleh Ferreira, Bruno Barreto, Luiz Melodia, entre outros. Andrezão faz workshops por toda a Europa, onde continua o trabalho com pessoas portadoras de deficiência e aplicando a linha do Projeto Portadores do Ritmo. Pode parecer utópico e até pessoal, mas sua frente de trabalho hoje é uma realidade concreta.

“Eu sempre foi atraído espiritualmente para esta causa, meu primeiro casamento minha esposa tinha um filho com deficiência, e como o acompanhava em diversas consultas e tratamentos, quando vi estava no mundo de hospitais, como Hospital Jesus, Fernandes de Figueira, HTO (Hospital Trauma Ortopédico) e outros…”

Como já era familiar pra ele essa realidade, se apaixonar pelo assunto foi de imediato, sua educação (despretensiosamente) foi voltada para esse segmento. “Sempre procurei me aproximar de pessoas com estes problemas”, alega.

Essa abordagem levou com que Andrezão fosse convidado para trabalhar na Prefeitura do RJ, em 2004, na na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência – CIAD Mestre Candeia, na Av. Pres. Vargas, no Centro, que atendia pessoas portadoras de deficiência. Andrezão, que tinha Candeia como ídolo no samba, fez a festa, trabalhou ensinando música pra deficientes, depois de acompanhar de perto a evolução no quadro clínico dos pacientes, baixando medicação, melhorando alto estima, baixando o padrão de ansiedade, melhorando a convivência na sociedade e acima de tudo recebendo a paz que emanava destas pessoas, decidiu criar a Banda Portadores do Ritmo. E hoje, tudo que começou lá atrás, bem devagarzinho, cresceu e pode-se dizer: anda com as próprias pernas, é só ver um show deles pra saber que tudo não foi em vão…

Dia: 18 de Julho – sábado

Feijoada e Bobó de Camarão, por R$ 15,00 (cada)

Roda de Samba com convidados, Grupo Instituto do Samba e Banda Portadores do Ritmo.

Local: Fórum de Ciências e Cultura da UFRJ

Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo

Hora: a partir das 13h

Entrada Franca

Capacidade do espaço: 500 pessoas

Contato: 97129 9954

O grupo é orquestrado por Andrezão (no repique de anel), músico de renomados cantores e engajado em projetos sociais. Bruno Barreto (no cavaquinho), toca e compõe com Diogo Nogueira, Aleh Ferreira (no violão e cantor), leia-se “Dona da Banca”, tema da séria A Diarista / TV Globo, tem ainda músicas gravadas por Seu Jorge e Ana Carolina. O quarto homem, Bebeto Sorriso (na cuica e xequerê), acompanha Sandra de Sá, também envolvido em projetos sociais com crianças carentes, em São Gonçalo.

E pra fechar, os músicos Rodrigo Jesus (pandeiro), músico de Luís Melodia e Gustavo Carvalho (surdo), que já tocou com Monarco e Zé Catimba, é professor em projetos na Prefeitura de Niterói.

O sexteto ataca em todas as frentes, passeiam com clássicos, de Can​deia, com “Luz da Inspiração”, de Luiz Grande, a sua “Maria Rita”, de Mestre Marçal, cantam “Leviana / Meu Amor Não Tem Preço / Contentamento”, apostam também em músicas autorais como “Dona Leopoldina”, de Andrezão e Bruno Barreto, “Batuque Perfeito”, de Andrezão, “Nossa Amizade”, de Aleh Ferreira, Andrezão e Bebeto Sorriso, entre outras. Sem dúvida alguma, amigos unidos para a música e reunidos dá melhor forma, com roda de samba.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Portela e site CARNAVALESCO: escolha o nome para roda de samba e ganhe prêmio

Redação Carnavalesco

Além de seu vitorioso projeto "ASAS ABERTAS", voltado para jovens intérpretes portelenses de todo o país, a Portela receberá, a partir de agosto, jovens sambistas cariocas comandados por Ciraninho de Castro, da nova geração de sua ala de compositores. O evento será mensal, realizado sempre no segundo sábado, das 14h às 20h. O grupo já formado por Ciraninho, e que fez grande sucesso no último aniversário da escola, acompanhará jovens talentos do samba de raiz a cada edição.

O evento será batizado com o nome a ser escolhido por internautas em concurso a ser realizado em parceria com o site CARNAVALESCO. O autor da sugestão do nome vencedor receberá, como prêmio, ingressos duplos gratuitos para o evento durante seis meses, incluindo almoço também para duas pessoas. Para batizar a roda de samba é só enviar e-mail para redacao@carnavalesco.com.br com nome que deve ser batizada a roda de samba, o nome completo da pessoa e telefone para contato. O prazo para concorrer é até o dia meia noite do dia 15 de julho.



Sexta Edição do Troféu Gato de Prata acontece no dia 15 no Teatro Rival

Por Fábio Silva

O Troféu Gato de Prata aos melhores do Carnaval 2015 será entregue na próxima quarta-feira, dia 15, a partir das 20h, no Teatro Rival, na Cinelândia.

Na sua 6º Edição, o prêmio uma realização do cantor, compositor e jornalista Gilmar ferreira, o Tico do Gato, e tem como objetivo homenagear aqueles que fazem a maior festa popular a céu aberto do mundo, o carnaval do Rio de Janeiro.

Esse ano em especial, a premiação será em homenagem os 450 anos da Cidade do Rio de Janeiro, e tem presença confirmada do prefeito Eduardo Paes.

Chiquinho e Maria Helena serão o casal de mestre sala e porta bandeira e Aline Riscado,
a madrinha do troféu.

A festa contará com a presença de Almir Guineto e uma homenagem especial a Viviane Araújo.

O troféu Gato de Prata tem a coordenação de Waltinho Honorato e produção de Lúcia Mello.

O Teatro Rival Petrobrás fica na Rua Álvaro Alvim, 36, na Cinelândia. A festa é restrita a convidados.

Veja a lista dos contemplados:

Grupo Especial:

Melhor Escola: Acadêmicos do Salgueiro
Melhor Bateria- Unidos da Tijuca
Melhor intérprete - Igor Sorriso - São Clemente
Melhor Samba Enredo: Imperatriz Leopoldinense
Melhor Rainha de Bateria- Cris Viana - Imperatriz Leopoldinense
Melhor Ala de Passistas Masculino: Imperatriz Leopoldinense
Melhor Ala de Passistas Feminino: Mocidade Independente de Padre Miguel
Melhor Diretor de Carnaval: Dudu Azevedo - Acadêmicos do Salgueiro
Revelação: Daniel Werneck- Acadêmicos do Grande Rio
Destaque: Aílton Graça - Madame Satã - Portela
Melhor Porta Bandeira: Selminha Sorriso - Beija Flor de Nilópolis
Melhor Mestre Sala: Claudinho Beija flor - Beija Flor de Nilópolis
Melhor Comissão de Frente: Acadêmicos do Salgueiro
Melhor Enredo: São Clemente
Melhor Comunicação com o público: Portela
Melhor Carnavalesco: Renato e Márcia Lage
Personalidade do Carnaval Masculino: Neguinho da Beija Flor
Originalidade: Águia Redentora - Portela
Personalidade do Carnaval Feminino: Leandra Leal
Melhor Ala de Baianas: Portela
Melhor Harmonia: São Clemente
Melhor Escola de São Paulo: Vai Vai Série A

Série A
Melhor Escola: Unidos de Padre Miguel
Melhor Bateria- Unidos de Padre Miguel
Melhor intérprete - Nino do Milênio - Inocentes de Belford Roxo
Melhor Samba Enredo: Renascer de Jacarepaguá
Melhor Comissão de Frente - Paraíso do Tuiuti
Melhor Rainha de Bateria- Ana Paula Evangelista- Unidos de Padre Miguel
Melhor Ala de Passistas -Acadêmicos do Cubango
Melhor Diretor de Carnaval: Jorge Ripper - Acadêmicos do Cubango
Revelação: Leandro Vieira - Caprichosos de Pilares
Destaque: Carlinhos Coreógrafo- Inocentes de Belford Roxo
Melhor Porta Bandeira: Raphaela Caboclo- Império Serrano
Melhor Mestre Sala: Feliciano Júnior - Império Serrano
Melhor Escola do Grupo B: Acadêmicos da Rocinha

Homenagens Especiais
Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro - Eduardo Paes
Liesa: Heron Schneider
Daniel Targueta - Pela Série Meu Jeitinho - Bom Dia Rio- Rede Globo de Televisão
Compositor - Noca da Portela
Site Setor 1 RS
Comunicador de Rádio: Robson Aldir
Jornalista de Carnaval: Mariazinha
Site : Carnavalesco - Alberto João
Assessora de Imprensa: Flávia Cirino - Acadêmicos do Salgueiro
Júnior Escafura - Desempenho no carnaval 2015 a frente da Harmonia da Imperatriz Leopoldinense



Blocos e escolas de samba: o futuro em debate na Zona Sul do Rio

Por Guilherme Ayupp

No coração de Ipanema, ponto central do carnaval de rua do Rio, e bairro-mãe de diversas vertentes culturais e sociais que lançaram moda e tendências, aconteceu mais uma edição do "Vozerio", encontro tradicional que reúne importantes cabeças pensantes da cidade. Participaram da conversa, mediada pela editora do "Vozerio" Anabela Paiva, a jornalista de "O Globo", Flávia Oliveira, a também jornalista presidente da Sebastiana, Rita Fernandes, e o pesquisador do Centro de Referência do Carnaval, Felipe Ferreira.

Os debatedores trataram da forma como a cidade encara o carnaval hoje. Se o carioca toma as ruas e colore a cidade nos desfiles dos blocos, o mesmo não acontece no Sambódromo, onde há uma séria dificuldade gestora e de financiamento, segundo a jornalista Flávia Oliveira.

'Que carnaval queremos?', questiona Flávia Oliveira

A jornalista Flávia Oliveira é uma frequentadora das quadras das escolas de samba e marca presença todo ano no Sambódromo no desfile das escolas de samba. Segundo ela, a grande dificuldade do carnaval da Sapucaí mora no modelo de gestão. - Que festa é essa e o que queremos dela? Há um problema gravíssimo de gestão. O século XXI tem outros valores éticos e nota-se um esgarçamento de um modelo que ainda é controlado pela contravenção. Os bicheiros ganharam muito espaço. Hoje sente-se claramente uma aversão a este modelo. Por isso, a capacidade de captação de investidores está comprometida - opinou.

Ainda de acordo com a jornalista em sua fala, o mal momento do carnaval das escolas de samba está apoiado em três pontos nevrálgicos. - Administração, financiamento e essência. São os pontos de desequilíbrio. O modelo permite aberrações como o enredo. As escolas vendem seus enredos desesperadas para conseguir colocar o carnaval na rua. Some-se a isso uma crise criativa e a falta de interesse do público e temos um futuro preocupante - apontou Flávia.

'Os blocos arrastam um Rio por ano nas ruas', avalia Rita Fernandes

Fundadora do bloco Imprensa que eu gamo, presidente da Sebastiana e foliã inveterada, Rita Fernandes trouxe luz ao debate com os impressionantes números do carnaval de rua atualmente na cidade. - Em 1 mês, são 6 milhões de pessoas nas ruas. O Rock in Rio em 15 edições teve 8 milhões. É o grande encontro do folião - esclareceu.

Rita considera que o atual momento vivido pelos blocos precisa da conversa com o poder público, sem perder a essência anárquica das ruas. - Só conseguimos um olhar do poder público a partir de 2009, pois éramos ignorados. A Sebastiana nasce no afã de dialogar. É importante organizar para não prejudicar a vida das pessoas - afirmou Rita.

'O carnaval de rua e o da Sapucaí são um só', opina Felipe Ferreira

Antes que se crie na cidade um clima de rivalidade entre dois modelos de carnaval, o pesquisador Felipe Ferreira explica que ambos são um só. - Não é o carnaval de rua x carnaval da Sapucaí. As escolas de samba nasceram no início dos anos 20, mas também desfilavam nas ruas, na região do Centro. O Sambódromo surgiu em meados dos anos 80 - contou.

Segundo o pesquisador, a valorização cultural do carnaval é uma vertente importante para o Rio de Janeiro. - Na cidade do Rio a carioquice vem de diversas maneiras de visão de mundo e o carnaval é uma delas. A malandragem e o gingado das escolas de samba aliada à contestação e forma anárquica com que os blocos sempre existiram, temperada agora com a multiculturalidade cultural e de ritmos da explosão de novos blocos. Tudo isso é o tempero da vida cotidiana da cidade, e o carnaval está inserido neste contexto - finalizou Felipe Ferreira.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Projeto Minueto do Samba tem aula para casais de mestres-sala e porta-bandeiras

By Juninho Tititi

O projeto Minueto do Samba foi criado a partir da solicitação de pais e casais de mestres-sala e porta-bandeiras que pediam à “tia Vivi” para que os ensaiassem. Viviane Martins, mediadora do projeto, aceitou o desafio de auxiliar seus pupilos e ensinar àqueles que por ventura tiverem interesse em iniciar as aulas para um perfeito bailado. O projeto foi iniciado no dia 10 de junho, porém somente agora pode ser oficializado e divulgado, cumprindo-se as obrigatoriedades legais:

– Tive receio, pois é uma responsabilidade muito grande trabalhar com cultura popular, mas tive apoio de tantos amigos, que resolvi encarar o desafio. – disse Viviane, que é licenciada em educação física pela UFRJ e possui experiência de mais de 20 anos com danças folclóricas brasileiras.

Ela também informou que recebeu doações de bandeiras, camisas, banners, mastros e até a logo do projeto.

As aulas acontecem às segundas-feiras para iniciantes e crianças a partir de 10 anos de idade, e às quartas-feiras para aqueles que já sabem dançar e são maiores de 15 anos. É cobrada uma taxa como colaboração mensal no valor de R$ 20,00 (vinte reais).

As aulas ocorrem na EAT Luis Carlos Ripper na FAETEC Mangueira, na Rua Visconde de Niterói, 1364, no bairro da Mangueira, próximo ao Centro Cultural Cartola, das 19:00h às 21:00h, com vagas limitadas.

Para outras informações e cadastramento, os interessados deverão ir ao local anteriormente citado ou entrar em contato através do número de telefone celular (21)99679-9361, falar com Viviane.


Se o samba é bom, que vá para a Sapucaí!

Redação SRZD

O assunto do momento é ela: Denise Reis. Com um samba-enredo que surpreendentemente é um samba-enredo no mais completo sentido do termo, Denise provocou comichões no mundo do samba. Nas rodas de conversa e nas redes sociais, o "samba da Denise" é tema constante: desde pessoas que não "viram isso tudo" até um certo movimento de clamor pela escolha do samba.

- Denise Reis: 'É emoção demais ver a repercussão de uma coisa que começou sem pretensão'

O fato é que o assunto Denise Reis não é ignorado por ninguém. Dentre os inúmeros comentários, o que mais me chama atenção são aqueles que elogiam o samba e que o acham maravilhoso, porém afirmam que a obra não irá longe na disputa. Quando pergunto o porquê disso, a justificativa quase sempre é a mesma: "um samba como este não cabe no Carnaval atual, hoje as coisas estão diferentes, é preciso estrutura para participar da disputa de samba".

Mas como assim, amigo sambista? Se o samba é bom, é atemporal. Não existe isso de "é um samba-enredo com cara de samba de antigamente". E quanto à estrutura, a qual estrutura as pessoas se referem? Recursos para imprimir a letra em papel especial, bandeirolas e balões coloridos para o momento em que o samba for cantado, um estúdio equipado para que a gravação saia perfeita? Mas se o samba é bom, todas essas coisas não deveriam ser supérfluas? Não deveria estar em segundo plano? Afinal, amigo sambista, o samba é bom. O samba é muito bom.

Outra questão me inquieta: há quanto tempo não temos, aqui no Rio, uma mulher tendo seu samba cantado na Sapucaí? Temos grandes compositoras de samba em nosso país, mas quando pensamos em composição de samba de enredo, as mulheres não estão representadas com a força que deveriam. Onde estão estas mulheres? Por que não conseguem mostrar seu talento na disputa de sambas?

Isso me faz refletir sobre os caminhos que o samba de enredo e suas disputas têm seguido. O profissionalismo de certas parcerias, a dificuldade dos compositores que não dispõem de recursos financeiros para colocar seu samba na rua, enfim. Quando o samba não dá espaço para as chamadas parcerias menores (não gosto do termo, mas é necessário utilizá-lo para que possamos refletir com clareza) não é só o compositor que é prejudicado. Músicos e intérpretes que não estão em nenhuma agremiação, e que muitas vezes estão iniciando a carreira, perdem a oportunidade de mostrarem seu talento.

É preciso abrir o círculo, caro sambista. As disputas de samba necessitam ser inclusivas, para que todos aqueles que compõem samba de enredo tenham oportunidades iguais para apresentar suas obras, independente do tamanho da parceria. Nesta questão, creio que as alas de compositores de cada agremiação devem estar atentas aos talentos que surgem dentro de suas quadras. É preciso olhar para dentro das escolas e assim contribuir para formar novos cantores, músicos, compositores.

Quanto à Denise, me junto à massa de pessoas que clamam pelo seu samba. Que anseiam por ver uma obra como a dela na Marquês de Sapucaí. Me junto àqueles que são amantes do samba de qualidade, do samba de enredo que emociona, que vicia os ouvidos e nos faz cantar incessantemente. Sei que escolher um samba de enredo que é querido pelos sambistas, mas que não segue a tendência atual, talvez seja um ato de coragem. Quem sabe não é disto que estamos precisando? De coragem na hora das escolhas.

*Cristiane Lourenço - Colaboradora do SRZD