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sexta-feira, 5 de julho de 2019

'Nada é eterno'! Tia Surica é afastada da feijoada da Portela

Por Rodrigo Teixeira

Matriarca fala do amor pela escola e da alegria de servir o seu famoso feijão na Feijoada da Família Portelense

"Nada é eterno", foi com essa triste afirmação que o mundo do samba foi pego de surpresa na tarde desta sexta-feira (05), quando Tia Surica anunciou seu afastamento da Feijoada da escola de samba Portela ao blog QueIssoGordinho. A informação foi obtida em conversa com a matriarca, baluarte e figura ícone da azul e branco de Madureira, que contou como tudo ocorreu.
"Me chamaram para uma reunião e disseram que a feijoada não é minha. Fazer o quê? A gente não é eterno. Nada é eterno. Quero saber o motivo. A nova direção da escola disse estar sem condições de bancar a feijoada. Eu vivo para a Portela e não vivo dela. Não teve falta de respeito, boicote, não fiquei chateada. Continuo sendo Portela. Tenho grande carinho por todos, mas não quis, não quis, né? Eu continuo e não tenho nada contra eles. Se me chamarem de volta. Volto à servi-los", diz Tia Surica, que não comanda mais a Feijoada Família Portelense.
Outro lado
A reportagem do QueIssoGordinho entrou em contato com a escola de Madureira e uma resposta oficial sobre o caso nos foi enviada. Quem assina a nota, por meio da assessoria de imprensa da agremiação, é o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, que afirma que Tia Surica "nunca vai ser afastada de nada".  
"Ela é nossa matriarca, pastora da Velha Guarda Show, baluarte, membro do Conselho Deliberativo e presidente de ala. O que está havendo está absolutamente inserido no contexto da crise econômica do carnaval e da crise brasileira. É uma crise de mercado. O fornecedor dos insumos da feijoada (uma grande rede de supermercados) saiu dessa história e deixou de contribuir com a nossa feijoada e de outras escolas também. E aí tornou a feijoada com esse formato inviável. Tia Surica foi chamada para uma reunião, informada sobre a situação e, juntamente com a diretoria, encontrou-se um novo formato viável para a feijoada, que é o evento mais importante promovido pela escola desde 2003", diz o comunicado.

Salve Paulinho, Salve este ilustre Portelense!


Estamos no dia 06 de dezembro de 1969, no ano seguinte à promulgação do AI-5, que instaurou definitivamente a ditadura militar no Brasil. O já ilustre e jovem portelense Paulinho da Viola arrebataria o júri do V Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, cantando uma obra experimental e munido de um banco e um violão, com um belo arranjo de cordas ao fundo. Em meio a aplausos e vaias, Paulinho canta na finalíssima, em vídeo histórico, sua moderníssima "Sinal Fechado", que entra para a história da MPB como uma das mais belas e importantes composições de todos os tempos.
Salve o portelense Paulinho da Viola!
Portelamor
Porque amar é fundamental
www.portelamor.com

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Blocos de rua já podem se inscrever para o Carnaval carioca de 2020

Por Redação SRzd
Os representantes legais dos Blocos Carnavalescos terão de 1º de julho a 31 de julho de 2019 para acessar o sistema de cadastramento dos blocos no site www.carnaval.rio. O sistema facilita a deliberação dos pedidos dos blocos em um trabalho conjunto entre todos os órgãos públicos envolvidos no processo de maneira digital. Cada órgão terá o seu espaço no sistema para opinar sobre os cortejos, deixando o trabalho mais dinâmico e coeso. A partir do dia 1º de agosto de 2019, o sistema será bloqueado e não serão aceitas novas inscrições.
Encerrado o período para pedido de cadastramento dos blocos, a Riotur e os demais Órgãos Públicos darão início à análise da inscrição para emissão do Documento de Cadastro Preliminar (DCP), que poderá ser retirado pelos representantes dos blocos no site, com seus respectivos logins e senhas no sistema de inscrições, a partir de 17 de setembro de 2019.
Caso o bloco tenha seu pedido de cadastro não efetivado, o representante legal terá do dia 18 ao dia 25 de setembro de 2019 para apresentar recurso para nova análise da Riotur e demais Órgãos Públicos, mediante preenchimento de formulário padrão disponibilizado no site. Depois, a Riotur e demais Órgãos Públicos terão até o dia 10 de outubro de 2019 para manifestar decisão ao pedido de reconsideração do cadastramento. Após recebimento do DCP, o representante legal deverá dirigir-se aos Órgãos Públicos competentes para obtenção da documentação complementar obrigatória, para então, receber, através da Riotur, o Documento de Cadastro Efetivado (DCE).
Ao todo, o cronograma de atividades possui cinco fases. A fase 1 contempla o pedido de cadastro; a fase 2, processo de análise preliminar; a fase 3, processo de recurso; a fase 4, planejamento da operação; a fase 5, a entrega de cadastros definitivos. Todo o cronograma com suas respectivas datas está na publicação do Diário Oficial, anexada neste e-mail.
O decreto que dispõe sobre as normas e procedimentos para os desfiles de blocos carnavalescos no Município do Rio de Janeiro pode ser consultado no link www.carnaval.rio/downloads

Fonte: www.srzd.com

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Imperatriz Leopoldinense tenta ação na Justiça para se manter no Grupo Especial

Por David Júnior
A Imperatriz Leopoldinense recorreu à Justiça para se manter no Grupo Especial. Segundo o jornal O Globo, a agremiação entrou com uma ação questionando as ações do presidente da LIESA, Jorge Luiz Castanheira, que anunciou a renúncia do cargo no dia 3 de junho. A saída foi comunicada logo após a reunião plenária que manteve a escola de Ramos no Grupo Especial.
A agremiação deseja que, com o afastamento do presidente, todos os atos de Castanheira sejam desconsiderados. Desta forma, o encontro de 26 de junho seria anulado. Nesta data, três escolas, União da Ilha do Governador, Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca, pediram a mudança no voto anteriormente dado para o não rebaixamento da Imperatriz Leopoldinense. As trocas levariam a verde, branco e dourado para a Série A.

Decisão

Na ação, a agremiação de Ramos também pede que Castanheira seja imediatamente afastado, sob pena de multa diária de R$ 500 mil, e que o vice-presidente assuma a presidência. Uma nova assembleia está marcada pela LIESA para quinta-feira, 10 de julho, quando o rebaixamento ou não da Imperatriz Leopoldinense será definido.

Riotur define valores dos ingressos turísticos para o Carnaval 2020

Por David Júnior
A Riotur informou que a Portaria 242/2019 foi publicada no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 3 de julho. O documento fixa os valores dos ingressos dos setores turísticos do Sambódromo para o Carnaval 2020. Os preços são para os desfiles da Série A e do Grupo Especial.
A empresa pública divulgou que não houve qualquer reajuste em relação aos dois últimos anos. Estão definidos os valores das arquibancadas dos setores 7 e 9, que custarão R$ 50 para os desfiles de sexta-feira e sábado, R$ 300 para os cortejos de domingo e segunda-feira de Carnaval e R$ 180 para o Sábado das Campeãs.
Já o preço das frisas de seis lugares, nas filas B, C e D, é de R$ 750 para os dois dias da Série A e de R$ 6.100 para as duas noites de apresentação do Grupo Especial. No Sábado dos Campeãs, os turistas pagarão R$ 3.500 por frisa de seis lugares, nas filas B, C e D.

Venda

O presidente da Riotur, Marcelo Alves, explicou o motivo da publicação da portaria. “À Riotur cabe estabelecer os valores dos setores turísticos, os dos demais setores são estabelecidos pelas ligas, que também são responsáveis por todo trâmite de comercialização e pela arrecadação da renda obtida com esses ingressos. Os valores fixados hoje correspondem às arquibancadas e frisas dos setores 7 e 9 do Sambódromo para os desfiles das escolas da Série A, Grupo Especial e Sábado das Campeãs, que acontecerão, respectivamente, nos dias 21, 22, 23, 24 e 29 de fevereiro de 2020. O formato da comercialização dos ingressos serão firmados posteriormente, entre a Riotur e os representantes das agremiações, LIESA e LIERJ.”

Riotur não vê tempo hábil para licitação e Sambódromo permanece com a prefeitura no Carnaval 2020

Por Redação Carnavalesco
Ainda não será para o Carnaval 2020 que o Sambódromo do Rio de Janeiro será privatizado. Apesar da intenção mútua do governador Wilson Witzel e do prefeito Marcelo Crivella de conceder o equipamento à iniciativa privada, o processo de licitação terá de aguardar um pouco mais, conforme informações do jornal O Globo.
O presidente da Riotur, Marcelo Alves, não vê tempo hábil para uma licitação a tempo das obras de melhoria acontecerem antes dos desfiles do ano que vem. Com isso a prefeitura custeará as intervenções necessárias ao carnaval do ano que vem.

Liesa em chamas: O que está por trás da maior crise da história do Carnaval carioca

Por Sidney Rezende e Robson Aldir 
Quem será o novo presidente da Liesa? A agitação nos bastidores das escolas de samba do Rio é intensa.
O Carnaval é uma festa complexa que não se sustentará se presa a gambiarras. Para liberar dinheiro, grandes patrocinadores têm exigido cumprimento ao que chamam de compliance, normas legais e regulamentares, sem tolerância com desvios. O mundo mudou e quem desconsiderar estas novas práticas estará fora do jogo. É neste novo cenário que a política está sendo exercida.
Os dirigentes da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a principal associação que organiza o Carnaval mais importante do país, não se entendem e a bateção de cabeça elevou a temperatura a um nível perigoso.
O clima está tenso. As labaredas aumentaram de intensidade depois da confusão da reunião plenária de junho, onde alguns presidentes defenderam a permanência da Imperatriz Leopoldinense no grupo de elite do Carnaval de 2020, mesmo com a agremiação tendo sido rebaixada pelo fraco desfile deste ano. A Imperatriz foi a penúltima colocada na apresentação e o Império Serrano, a última.
Inicialmente, Mangueira, Viradouro, Beija-Flor, Vila Isabel e Portela se mantiveram a favor do rebaixamento e diante do desrespeito ao regulamento, o presidente Jorge Castanheira disse que não ficaria mais no cargo. Com a repercussão negativa, outras três agremiações que haviam votado contra voltaram atrás e concordaram com o rebaixamento: Unidos da Tijuca, Paraíso do Tuiuti e União da Ilha.
Neste início de julho, a Imperatriz subiu mais ainda o tom. Foi mal recebida a decisão da escola de processar a Liga e o seu presidente demissionário. Ela quer Jorge Castanheira fora da entidade por considerá-lo sem legitimidade para prosseguir após a renúncia.
“Como se vê, estamos diante de uma situação jurídica aberrante, onde um sujeito que juridicamente não é mais presidente da instituição continua factualmente exercendo os poderes decorrentes do cargo, violando assim não só o Estatuto Social da entidade, mas também a própria Lei”, diz a ação da Imperatriz, que pede a intervenção do Poder Judiciário primeiramente em caráter liminar, e depois, definitivo.
Se dependesse unicamente da Imperatriz, Castanheira deixaria imediatamente a presidência. Na ação, a escola estipulou multa de R$ 500 mil, caso ele permaneça. A reivindicação judicial exige a “posse do vice-presidente, como determina o Estatuto, num prazo de cinco dias, também sob pena de mais R$ 500 mil, caso isso não ocorra”, diz um parágrafo da ação.
A comentarista Rachel Valença, do SRzd, alerta que “o presidente Jorge Castanheira pediu demissão por não concordar com a ‘virada de mesa’, que contrariava o Termo de Ajustamento de Conduta assinado por ele com o Ministério Público Estadual. Esta foi a razão de seu pedido de afastamento. Se três escolas mudaram seu voto e a ‘virada de mesa’ não se consumar, não vejo por que ele deva se afastar. O que está acontecendo cheira a golpe”, afirma.
Rachel lembra que a postura atual da Imperatriz não combina com a decisão inicial do seu principal dirigente, Luizinho Drumond. “O presidente de honra da Imperatriz declarou ao vivo pela TV, no calor da apuração, que acataria o rebaixamento. Depois mudou de opinião e buscou apoios para a ‘virada de mesa’. Diante do rigor do Ministério Público Estadual, que exigiu que fosse respeitado o Termo de Ajustamento de Conduta assinado no ano anterior, sob pena de multa pesada, a Imperatriz perdeu alguns apoios e parte para uma reação vergonhosa e descabida. Fatos como esse empobrecem o Carnaval e afastam os aficcionados. Uma pena que as escolas não enxerguem nada para além de seus interesses pecuniários e políticos.”
O jornalista Anderson Baltar, da Rádio Arquibancada, que acompanha o Carnaval há anos, é outro que se preocupa com a credibilidade do espetáculo. “Para o bem do Carnaval, a Liesa não tem outra decisão a tomar, no próximo dia 10 de julho (plenária para decidir destino da escola de Ramos), que não seja a de cumprir o regulamento e rebaixar a Imperatriz Leopoldinense para a Série A. Em um quadro de extrema hostilidade da Prefeitura, fuga de patrocinadores e descrédito quanto aos resultados, os comandantes do Carnaval parecem, finalmente, estar minimamente sensíveis aos clamores da opinião pública. Tanto que dirigentes de três escolas mudaram seus votos e provocaram a convocação de uma nova plenária. Não há outro caminho: o desfile das escolas de samba precisa de credibilidade e, para tal, só há um caminho: o cumprimento do regulamento. O Grupo Especial precisa ser especial para todas as escolas e não apenas para algumas. Todas as 13 escolas têm de estar sujeitas ao risco do rebaixamento e à possibilidade de ser campeã. Para chegarmos a esse patamar, há um longo caminho. Mas o primeiro passo deve ser dado no dia 10.”

Ministério Público e a multa de R$ 750 mil

Caso a Liesa decida mesmo não rebaixar a Imperatriz, o Ministério Público retornará com disposição de cobrar a multa de R$ 750 mil pela terceira virada de mesa seguida no Carnaval.
Lembrando que, no meio do caminho, a Liesa terá que descascar outro abacaxi, já que sofreu derrota no Supremo Tribunal de Justiça, que negou um recurso da Liga no processo em que ela foi condenada, junto ao município do Rio, a ressarcir os cofres públicos, por não ter sido contratada por licitação.
Se o recurso da entidade não for levado em conta, segundo a decisão do Tribunal de Justiça, a Liesa terá que pagar R$ 4.796.039,75, mais juros e correção, arrecadados com a venda de ingressos no Carnaval de 1995. Atualizado, o valor ultrapassa R$ 83 milhões.
A profunda crise que vive o Carnaval do Rio de Janeiro ganha, a cada dia, contornos que flertam com o dramático. Nunca se viu na história da festa mais popular da cidade bastidores tão agitados como nos últimos dias, fruto do profundo racha que se estabeleceu entre os presidentes das escolas de samba.
Os amantes da festa estão vivendo a expectativa da assembleia geral da Liesa, que será realizada na próxima quarta-feira (10), quando vai ser ratificada ou não a terceira virada de mesa consecutiva.
Há quem garanta, entre os defensores da Imperatriz, que o jogo foi perdido. Luizinho Drumond, patrono da rainha de Ramos, continua lutando pela permanência e, por isso, acionou a justiça questionando a legitimidade da reunião.
Ele tem o apoio de um grupo que se mostra a cada momento mais forte e coeso na busca pelo poder dentro da Liesa. Porém, diante da irredutibilidade do promotor de justiça Rodrigo Terra, da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Direito do Consumidor do Ministério Público, e das reações contrárias das classes política, empresarial e, principalmente, da opinião pública, alguns integrantes do grupo de apoio à Imperatriz temem o fracasso da investida.
Mas para quem pensa que a agitação termina depois da reunião do dia 10, está fortemente enganado. Aliás, não é mais a virada de mesa que domina os debates entre os dirigentes neste momento. As articulações agora estão totalmente voltadas para a eleição da Liesa, que deve acontecer até o final do mês. O debate sobre a permanência da Imperatriz formou dois grupos tão divergentes dentro do colegiado que agora essa divisão está se refletindo na disputa eleitoral.

Os mais cotados

A grande maioria da plenária entende que a melhor saída para a enrascada que se meteu o Carnaval do Rio após os fatídicos acidentes de 2017 na pista de desfiles seria a permanência do atual gestor. As tentativas de demover Castanheira da decisão de sair são infinitas, mas o presidente da Liesa está irredutível e não dá qualquer sinal de recuo. O antagonismo formado é tão profundo que Castanheira sabe que é praticamente impossível conduzir a Liesa com tal formação. A agência dá sinais que implodiu.
A partir daí começam a formar cenários na busca pelo poder que geram reflexos fora da Liesa. A disputa passa a ser acompanhada de perto e, em alguns casos até com protagonismos, por integrantes da Lierj, entidade da Série A que tenta estender o alcance ao comando do Grupo Especial; pela rede hoteleira da cidade, diretamente interessada nos rumos da Liesa; pela TV Globo, detentora dos direitos de transmissão; pelo prefeito Marcelo Crivella e pelo governador Wilson Witzel. Os dois já até se anteciparam e forçam nos bastidores uma privatização do Carnaval como solução para o imbróglio.
Todos esses desdobramentos passam também pelo patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, Rogério Andrade, que, segundo se comenta nos bastidores, vem se articulando há algum tempo com outros dirigentes do Grupo Especial e da Série A na tentativa de ter o controle do comando da festa. Se isso for confirmado, inevitavelmente, poderá diminuir a influência inegável de Aniz Abrahão David, o Anísio, e de Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, tradicionais mandatários dos desfiles. Na esteira das tais articulações de Rogério Andrade surge o nome de Rodrigo Pacheco, atual vice-presidente da Mocidade, como pretendente ao posto de presidente da Liesa. Sob a batuta de Andrade, Pacheco contaria com os apoios da própria Mocidade, Salgueiro, Estácio e Imperatriz.
Outro nome que surge e agrada ao grupo de Rogério é de Renato Marins, o Thor, presidente da Tuiuti. Ele tradicionalmente sempre foi muito ligado a Anísio e poderia ser um elo de aproximação entre os dois patronos, mas há quem diga que essa aproximação é impossível e que não seria uma surpresa ver Thor se aliando a Rogério Andrade. Grande Rio e Império Serrano ainda não decidiram, mas não negam que há conversações para uma adesão ao mesmo grupo.
Já o patrono da Beija-Flor não esconde que desde 2016 tenta fazer da ex-presidente do Salgueiro, Regina Celi, a gestora da Liesa, mas é fato também que esta possibilidade quase não está encontrando apoio dentro do colegiado. Isso revela o quanto Anísio está saindo esvaziado deste processo.
A terceira possibilidade, considerada por muitos como a mais forte, está sendo apresentada agora ao cenário. Capitão Guimarães tira da manga o nome do atual presidente da Vila Isabel, Fernando Fernandes, como o candidato capaz de concentrar os votos cativados por ele ao longo dos anos. Jorge Castanheira sempre foi um conciliador dentro da Liesa e essa postura gerou aproximação de várias escolas ao grupo de Guimarães, como Mangueira, Portela, Viradouro, Tijuca, União da Ilha, além da própria Vila. Votam também na eleição da Liesa todos os diretores da entidade e os representantes dos conselhos deliberativo e fiscal, além de sócios beneméritos e grandes beneméritos. Esse colégio eleitoral foi praticamente todo montado por Guimarães e, por isso, o candidato dele tem grandes possibilidades de ser o próximo presidente da entidade. O pleito não tem data marcada, mas é uma tendência acontecer no dia 23 de julho, dia do aniversário de 35 anos da Liesa.
O pesquisador Haroldo Costa sintetizou a vontade do folião: “O samba e os sambistas merecem respeito, assim como todos que torcem por suas escolas. A Liesa e o poder público têm que encontrar uma solução ética urgente.”

Fonte: www.srzd.com