Translate

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Cenário de incertezas no carnaval pode fazer agremiações mudarem enredos

Por Guilherme Ayupp

A Liesa decidiu no mês de setembro que não haverá desfiles em 2021 na data religiosa do carnaval, em fevereiro, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Entretanto o cenário de incertezas causado pela Covid-19 permanece afligindo escolas de samba e profissionais e deixa muitas perguntas ainda sem resposta. Haverá desfile em 2021? Quando? Como as escolas farão para ter fluxo de caixa? O que fazer com os profissionais que dependem da festa para se sustentar?

Em face a tantas dúvidas a reportagem do CARNAVALESCO apurou que o clima entre dirigentes e artistas nos bastidores das agremiações é de tensão. Carnavalescos estão há meses sem receberem em algumas escolas e os mandatários delas não sabem como fazer para dar alguma perspectiva a seus profissionais.

Durante a plenária que decidiu pelo adiamento dos desfiles de 2021 surgiu uma luz no fim do túnel. As lives com as escolhas de samba das escolas do Grupo Especial que seriam transmitidas pela Globo. Através da Lei Aldir Blanc, que viabiliza recursos aos trabalhadores da cultura atingidos pela pandemia, há a expectativa que as escolas recebam R$ 150 mil pelas lives. O dinheiro, entretanto, não iria diretamente aos profissionais que estão passando por necessidades. Nesse sentido os próprios sambistas criaram projetos sociais para angariar recursos independentemente das escolas.

Dentro de algumas agremiações há a possibilidade de mudanças de rumo nos projetos já definidos para o ano que vem. Escolas que já divulgaram enredos podem voltar atrás e optar por outras temáticas, afim de não queimarem boas propostas em um ano em que não se sabe como, quando e se haverá desfile.



Fonte: www.carnavalesco.com.br

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Quadras das escolas de samba estão liberadas para eventos

   Redação Carnavalesco

Um decreto será publicado nesta terça-feira no Diário Oficial liberando as quadras das escolas de samba para realização de eventos.

Seguindo todas normas sanitárias, as agremiações fizeram um acordo com o poder público. Assim, a Prefeitura do Rio, através da Vigilância Sanitária, fará todas quartas e sextas um curso de capacitação da para os funcionários das escolas.

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, o diretor de carnaval, Elmo José dos Santos, e, o representante da Beija-Flor, Gabriel David, além do vereador Felipe Michel, estiveram em reunião com representantes da Fiocruz para trabalharem juntos na autorização das autoridades sanitárias visando a realização dos desfiles das escolas de samba em 2021. A presidente da Fiocruz Nísia Trindade e a secretária municipal de Saúde Bia Busch também estiveram no encontro.



Fonte: www.carnavalesco.com.br

Portela divulga sinopse do enredo Igi Osè Baobá

   IGI OSÈ BAOBÁ


>>> CLIQUE E BAIXE A SINOPSE EM PDF


Pilar que une o céu e a terra!

Elo entre vivos e mortos.

Deus vivo e presente, és tu ó Baobá, 

árvore sagrada testemunha do tempo.

O guerreiro de Oyó contempla Igi Osé.

Ele sente a energia. Evoca proteção com afeto e respeito.

O tronco é seu templo, e ali expressa sua religiosidade.

Saluba Nanã! Mãe de todos nós.

Tuas águas abundantes repousam no tronco do Baobá, nutrindo a terra.

Por ti os galhos se vestem de ojás lilás.

Orixás e vegetal estão unidos na energia sagrada... 

Salve o Rei Dono da Terra! Omulu, curai-nos de todos os males que assolam nosso Aiyê! 

Árvore da vida, ó Baobá. 

Tu emanas a energia primeva que no solo africano faz eclodir a natureza. É ela que sopra o vento da savana, e faz teus galhos balançarem.          

A fauna passeia livremente ao seu redor, e tudo se doura sob a luz do Sol.

Teus frutos, folhas e sementes são alimentos e remédios para os seres vivos.

Tu és mãe que sacia nossa sede e fome.

Sob tua copa, oferece generosa e benfazeja sombra em meio à aridez das regiões onde impera.

Tuas raízes representam os ancestrais de nossas comunidades,

aconselham-nos e ajudam-nos a seguir com coragem e decisão.

Em Ajudá, o Rei Guezo nos fez esquecer...

Voltas e voltas em torno de ti para apagar toda nossa devoção, nossas lembranças, torná-la "Árvore do Esquecimento".

Portal do Não Retorno jamais conseguiu.

Fizemos de teu tronco, aparentemente tombado, a balsa que atravessou oceanos para nos levar rumo ao desconhecido. E assim tuas raízes uniram dois mundos. Tua força multiplicada ganhou novo significado em terras distantes.

Baobá, Árvore da Resistência!

Todos os solos pisados por pés africanos, sob a poeira da resiliência, fez com que a cultura negra semeasse pelas Américas, germinando um Novo Mundo e a representação de sua fé. E se algum desalento nos toca, ao olhar para teu esplendor, nos conectamos em seus firmes troncos com nossa herança, e nos revitalizamos com a energia de nossos antepassados.

Fincamos em tuas raízes profundas valores e crenças que nenhum preconceito é capaz de fazê-los tombar. E no solo rochoso da discriminação, elas encontraram fendas para ir mais além, penetrando mais profundamente no solo, até, finalmente, encontrar a esperança.

E assim o tempo passou. Ora calmo, ora agitado como o vento a balançar tuas folhas... E sob o Arco-íris de Oxumaré, tudo tornou-se menos sombrio.

Nos quilombos, favelas ou periferias, teus "rebentos" brotaram como galhos distintos que se estenderam por toda América, expressando a identidade preservada da terra de seus ancestrais, a África. No Brasil, os frutos nasceram em forma de Maracatu, Maculelê, Tambor de Crioula, Caxambu, Jongo, Funk e tantas outras manifestações afro-brasileiras, assim como o Samba.

Nas franjas da Região Central do Rio de Janeiro, espraiando-se por áreas alagadiças, floresceu a Pequena África. Da Pedra do Sal à mítica Praça Onze, nos morros e subúrbios, os herdeiros do "Berço do Mundo" comungaram sentimentos, compartilharam seu passado comum e criaram as escolas de samba.

Nossos fundadores são nossos antepassados. Os velhas guardas, os guardiões de nossas memórias. As baianas, a herança das antigas festas, profanas e sagradas. Ao som do batuque da bateria, o suor dos passistas verte nossa ancestralidade. E até hoje, sempre que os sambistas se unem de mãos dadas, sentem reverberar em suas almas a energia primordial unindo a África e o Brasil, como bons filhos da diáspora que todos somos. O samba respira como um velho Baobá.

Ope

Carnavalescos: Renato Lage e Márcia Lage



Fonte: www.gresportela.com.br

Confira o regulamento do concurso de samba-enredo da Portela

   G.R.E.S. PORTELA

ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO

REGULAMENTO DO CONCURSO DE SAMBA-ENREDO

ENREDO: "IGI OSÈ BAOBÁ"


>>> CLIQUE E BAIXE O REGULAMENTO EM PDF

ART. 1 - Considerações iniciais: Considerando a excepcionalidade do momento pelo qual atravessa nossa sociedade, o presente regulamento para o concurso de samba-enredo está fundamentado em três premissas:

1. Adequar o concurso às regras de segurança sanitária exigidas pelas autoridades públicas e científicas, tendo em vista a persistência da crise causada pela pandemia de COVID-19.

2. Considerar o cenário de crise econômica que impacta as escolas de samba e a sociedade de uma forma geral, o que exige uma reavaliação responsável sobre gastos e distribuição de receitas. 

3. Ampliar a utilização das redes sociais e a interação com o público, considerando os avanços tecnológicos e as necessidades impostas pelo cenário de isolamento social.  

 

ART. 2 – São considerados integrantes do quadro efetivo do G.R.E.S. PORTELA os poetas cadastrados na ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO. 

Parágrafo I – Os poetas NÃO cadastrados na ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO e que participarem deste concurso NÃO TERÃO INGRESSO (INCLUSÃO) AUTOMÁTICO na ala. Também NÃO TERÃO CARTEIRINHAS NEM BLUSAS da ala. Além disso, não terão o direito de ensaiar nem desfilar no próximo carnaval.

Parágrafo II – Os compositores cadastrados na ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO, que inscreverem seus sambas neste concurso, NÃO poderão participar da disputa em outras escolas do GRUPO ESPECIAL e vice-versa. Nesta hipótese, a parceria será eliminada.

 

ART. 3 - Cada parceria deverá possuir, no máximo, 07 (sete) compositores, organizados da seguinte forma: 

1. Parceria que possua, pelo menos, 01 (um) membro da ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO, neste regulamento definidos como “Grupo A”.

2. Parcerias que não possuam membros da ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO, neste regulamento definidos como “Grupo B”

 

ART. 4 – A taxa de inscrição dos sambas concorrentes será: 

1. Sambas com pelo menos um(1) membro da ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO, neste regulamento definidos como “Grupo A” - R$ 750.00 (setecentos e cinquenta reais)

2. Sambas sem nenhum compositor da ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO, neste regulamento definidos como “Grupo B” - R$ 1.400,00 (Mil e quatrocentos reais)

 

ART. 5 – As parcerias terão a liberdade para contratar qualquer intérprete (cantor) de sua preferência, para a gravação ou apresentações no palco, respeitando o limite máximo de 01 (um) intérprete oficial de agremiação do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Não será permitida a contratação do intérprete oficial do G.R.E.S. Portela.

 

ART. 6 - Estão PROIBIDOS por este regulamento:

I – A formação de torcidas ou algo semelhante, o que inclui aglomerações na área externa dos locais de apresentações dos sambas.

II – A confecção de camisas e/ou uniformes que façam alusão à parceria e/ou ao samba concorrente, excetuando as camisas utilizadas pelos compositores e músicos no palco.

III – Qualquer tipo de propaganda ou exibição de marcas comerciais nas apresentações, incluindo a camisa dos compositores, intérpretes ou músicos. 

IV – A produção e posterior divulgação de vídeos e clipes dos sambas concorrentes, excetuando as gravações feitas durante as apresentações oficiais.

V – Qualquer tipo de encenação teatral, bem como a presença no palco de pessoas que não sejam compositores, músicos ou intérpretes. 

VI – Cantar qualquer tipo de alusivo durante as apresentações do samba.

VII – Exibir efeitos especiais de luzes e/ou sons durante as apresentações do samba.

VIII – Exibir qualquer faixa, adereço ou elemento cenográfico durante as apresentações, excetuando reproduções da bandeira da Portela. 

IX – Entrar nas dependências do G.R.E.S. PORTELA ou na Cidade do Samba portando objetos cortantes, pontiagudos ou de qualquer outra forma que ofereça risco à segurança dos presentes.

X – O uso de FOGOS DE ARTIFÍCIO e/ou SINALIZADORES, dentro ou fora das dependências do G.R.E.S. PORTELA ou da Cidade do Samba.

XI – Transitar sem máscaras faciais pelas dependências do G.R.E.S. PORTELA ou pela Cidade do Samba.

 

ART.7 – A entrega das obras concorrentes será feita de forma virtual. Os compositores deverão enviar para o endereço eletrônico institucional da vice-presidência (vicepresidentegresportela@gmail.com) um e-mail contendo as seguintes informações:

1. Arquivo em formato Word contendo a letra do samba concorrente;

2. Áudio em formato mp3 do samba concorrente;

3. Copia do comprovante de pagamento da taxa de inscrição, a ser realizada na conta abaixo discriminada.

Caixa Econômica Federal

Ag. 3057

Conta Corrente: 00000002-0

Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela

CNPJ: 042.255.075/0001- 63

 

ART. 8 – Os sambas concorrentes podem ser enviados até às 23h59 do dia 18 de novembro de 2020. 

 

ART. 9 – O concurso será composto por três fases, aqui chamadas de “Fase 01”, “Fase 02” e “Fase 03”.

 

ART. 10 – Sobre a “Fase 01”.

Parágrafo I – Será composta pelos sambas do “Grupo B”

Parágrafo II – Os áudios de todos os sambas concorrentes serão disponibilizados pelo G.R.E.S. PORTELA no YouTube, em seu canal “Portela TV”. 

Parágrafo III – Está prevista para ser realizada entre os dias 19 e 30 de novembro de 2020, podendo a direção do G.R.E.S. PORTELA promover alterações de acordo com suas necessidades. 

Parágrafo IV – Consistirá na análise, por parte da direção do G.R.E.S. PORTELA e por suas Comissões de Carnaval e Harmonia, das obras concorrentes.

Parágrafo V – A direção do G.R.E.S. PORTELA poderá realizar interações com membros do quadro social em dia ou com o público em geral, na forma de enquetes.

Parágrafo VI – A direção do G.R.E.S. PORTELA, durante esta fase, eliminará as obras concorrentes até restarem, no máximo, seis (6) sambas, que estarão classificados para a “Fase 02”.

 

ART. 11 – Sobre a “Fase 02”

Parágrafo I – Será composta pelos sambas do “Grupo A” e os sambas classificados na “Fase 01”

Parágrafo II – Os áudios de todos os sambas concorrentes serão disponibilizados pelo G.R.E.S. PORTELA no YouTube, em seu canal “Portela TV”.

Parágrafo III – Está prevista para ser realizada entre os dias 04 e 27 de dezembro de 2020, podendo a direção do G.R.E.S. PORTELA promover alterações de acordo com suas necessidades. 

Parágrafo IV – Consistirá na realização de “lives” transmitidas pelo Canal Portela TV, com a apresentação dos sambas concorrentes, direto da quadra de ensaios do G.R.E.S. Portela. 

Parágrafo V – A ordem das apresentações será estabelecida pela direção do G.R.E.S. PORTELA e por suas Comissões de Carnaval e Harmonia.

Parágrafo VI – Os sambas concorrentes podem ser divididos em “Chaves”, de acordo com os critérios estabelecidos pela direção do G.R.E.S. PORTELA e por suas Comissões de Carnaval e Harmonia.

Parágrafo VII – As datas reservadas para as apresentações, podendo ou não ser utilizadas, de acordo com os critérios estabelecidos pela direção do G.R.E.S. PORTELA, são: 

04/12/2020 Sexta-feira

06/12/2020 Domingo

11/12/2020 Sexta-feira

13/12/2020 Domingo

18/12/2020 Sexta-feira

20/12/2020 Domingo

27/12/2020 Domingo

Parágrafo VIII – Os sambas concorrentes nesta fase serão avaliados pela direção do G.R.E.S. PORTELA e por suas Comissões de Carnaval e Harmonia.

Parágrafo –IX A direção do G.R.E.S. PORTELA poderá realizar interações com membros do quadro de social em dia ou com o público em geral, na forma de enquetes.

Parágrafo X – A direção do G.R.E.S. PORTELA, durante esta fase, eliminará as obras concorrentes até restarem, no máximo, dez (10) sambas, que estarão classificados para a “Fase 03”.

 

ART. 12 – Sobre a “Fase 03”

Parágrafo I – Será composta pelos 10 sambas classificados na “Fase 02”

Parágrafo II – Os áudios de todos os sambas concorrentes serão disponibilizados pelo G.R.E.S. PORTELA no YouTube, em seu canal “Portela TV”.

Parágrafo III – Está prevista para ser realizada durante o mês de janeiro de 2021, podendo ser modificada de acordo com as orientações da LIESA e a aprovação da direção do G.R.E.S. PORTELA.

Parágrafo IV – Consistirá na realização de “lives” com a apresentação dos sambas concorrentes, diretos da Cidade do Samba e transmitidas por parceiros, de acordo com critérios estabelecidos pela LIESA e previamente aprovados pela direção do G.R.E.S. PORTELA.

Parágrafo V – A avaliação dos sambas será feita por um corpo de jurados formado pela Direção do G.R.E.S. Portela, seguindo as orientações passadas pela LIESA. Poderá haver interações com membros do quadro social em dia do G.R.E.S. Portela ou com o público em geral, na forma de enquetes.

Parágrafo VI– As datas das apresentações, o número de sambas classificados para a etapa seguinte e a quantidade de obras que participarão do “programa final’ será estabelecido pela LIESA e previamente aprovado pela direção do G.R.E.S. PORTELA.

ART.13 – A divisão da premiação ocorrerá da seguinte forma:

1. Samba vencedor do concurso: 60%

2. G.R.E.S. Portela – 18%

3. Ala de compositores Ari do Cavaco – 6%

4. Demais sambas finalistas – 16% (divididos em partes iguais)

 

ART.14 – As parcerias se apresentarão com, no máximo, quatro (4) cantores e quatro (4) músicos, excetuando os “músicos do pedal” cedidos pela escola.

 

Parágrafo Único – As determinações deste artigo podem ser alteradas na “Fase 03”, de acordo com as orientações da LIESA previamente acordadas com a direção do G.R.E.S. Portela. 

 

ART.15 – Pela ênfase nas interações utilizando as redes sociais, os compositores deverão prezar pela cordialidade no ambiente virtual, procurando, de forma responsável, amenizar possíveis hostilidades entre os admiradores de obras concorrentes. 

 

ART.16 – Caberá exclusivamente à Assessoria de Marketing do G.R.E.S. Portela a incumbência de fazer o download dos sambas concorrentes nas plataformas digitais oficiais do G.R.E.S. Portela.

Parágrafo I - Fica estabelecido que a Assessoria de Marketing do G.R.E.S. Portela tem a competência de alimentar as redes sociais com informações relativas ao concurso, incentivando, de forma imparcial, o engajamento dos membros em dia do quadro social do G.R.E.S. Portela e do público em geral. 

Parágrafo II – Os compositores estão liberados para divulgar seus sambas livremente pelas suas próprias redes sociais, assim como a imprensa pode publicar, criar enquetes ou incentivar seus próprios canais de interação. 

 

ART. 17 – São atribuições da HARMONIA do G.R.E.S.PORTELA:

Parágrafo I – Confirmação de um (01) “pedal” no palco e um (01) ritmista.

Parágrafo II – O controle de apresentação de cada parceria, com quatro (04) intérpretes e quatro (04) músicos, no máximo, conforme determina o ART.14, não sendo permitido o uso de chinelos, camisetas regatas e bermudas no palco. 

Parágrafo III – Reforçar junto aos intérpretes a proibição de alusivos.

 

ART. 18 – Disposições finais:

Parágrafo I – O descumprimento de qualquer item previsto neste regulamento será avaliado pela direção do G.R.E.S. Portela, pela Direção da ALA DE COMPOSITORES ARY DO CAVACO e pelas Comissões de Carnaval e Harmonia do G.R.E.S. Portela, sendo as penalidades, em última instância, ratificadas pelo PRESIDENTE EXECUTIVO do G.R.E.S. Portela.

Parágrafo II – Nas eliminatórias realizadas na quadra de ensaios, o G.R.E.S. Portela se compromete a reservar 01 (uma) mesa para cada uma das parcerias concorrentes, seguindo as restrições de acesso e aglomerações estipuladas pelas regras sanitárias.

Parágrafo III – Não haverá reuniões para tirar dúvidas com os carnavalescos. A direção do G.R.E.S. Portela passará orientações utilizando vídeos e/ou “lives” como recurso, além de divulgar informações por meio de sua Assessoria de imprensa. 

Nestes tempos repletos de incertezas, a direção do G.R.E.S. Portela espera que, muito em breve, possamos voltar ao nosso convívio presencial em total segurança.  Que a obra escolhida neste concurso, adaptado à realidade do que comumente se chama de “novo normal”, seja capaz de conduzir nossa escola ao seu 23º campeonato. Ainda não é possível definir quando será o próximo o carnaval, muito menos ter qualquer certeza quanto ao seu formato. Todavia, esta situação não irá durar para sempre. Quando as nuvens sombrias finalmente se dissiparem, os olhos da Águia refletirão a luz do sol e iluminarão nossa caminhada.  

 

Avante portelense para a vitória!


Rio de Janeiro, 16 de outubro de 2020.

Direção do G.R.E.S. Portela

Comissão de Carnaval do G.R.E.S. Portela

Ala de Compositores Ary do Cavaco

Fonte: www.gresportela.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Marquinho do Pandeiro promove live para lançar seu primeiro disco no dia 10 de outubro

 

Aos 74 anos, integrante da Velha Guarda Show da Portela mostra composições autorais no álbum 'Claridade da Portela'

Marquinho do Pandeiro está perto de realizar um sonho antigo. Aos 74 anos e recuperado da Covid-19, o músico e integrante da Velha Guarda Show da Portela se prepara para lançar seu primeiro disco solo, "Claridade da Portela". A tão aguardada estreia vai acontecer no dia 10 de outubro, às 19h30, durante uma live no Teatro Rival Refit, com participação especial do cantor e compositor Tuco Pellegrino, do músico Paulão 7 Cordas e do locutor oficial da quadra da Portela, Boka.

"Estou muito feliz de poder lançar meu disco e fazer a live. Será uma chance para amigos e portelenses de outros estados e até de fora do Brasil também poderem ver o resultado de um trabalho feito com tanto esforço e carinho. Deixando a minha vaidade embaixo dos meus pés e a minha simplicidade acima da cabeça, tenho certeza de que todos vão gostar. A pandemia quase me pegou de jeito, mas me recuperei e estou muito animado", comemora Marquinho.

Frequentador da Portela desde 1960, ele entrou para o seleto grupo de bambas da Velha Guarda em 2004, após a morte de Argemiro Patrocínio. Em seguida, colaborando nos vocais com Monarco e Serginho Procópio, passou a acompanhar o grupo nas feijoadas mensais da agremiação, em gravações e em shows pelo Brasil. Foi aí que o veterano decidiu que era hora de mostrar suas próprias composições, após quase 50 anos de trajetória profissional. "Sempre gostei de compor e de mostrar minhas músicas para amigos. Aí, há uns quatro anos, o Rodrigo Godoy, a quem eu faço questão de citar, deu o pontapé nessa história de gravar disco. Outro que teve papel fundamental foi o Tuco (Pellegrino), que assina a produção do CD. Monarco, meu mestre e professor, também sempre me incentivou muito. A sensação, agora, é de vitória", conta o sambista.

Para a live do dia 10, Marquinho promete apresentar a maior parte das canções do disco, além de homenagear ícones portelenses. "Vou mostrar o carro-chefe do disco, 'Claridade da Portela', que fizemos para homenagear a inesquecível Clara Nunes. Tem, ainda, música minha com Monarco, tem samba só meu e outros feitos com amigos como Tuco Pellegrino, Ruan Espanhol, Beto Fininho, Rafael Viana, Tiago Beli e outros", detalha.

Ícones portelenses como Candeia, Casquinha, Bubu, Manacéa e Monarco também estarão no repertório da transmissão. "Não posso deixar de homenagear a Velha Guarda, que está completando 50 anos de carreira, e de lembrar pessoas que foram muito importantes na minha carreira como músico. São artistas que eu já acompanhei em shows e que faço questão de reverenciar de alguma maneira, como Jorge Veiga, Zé Kéti, Cartola e Ismael Silva", completa Marquinhos.

Com textos do presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, e do professor, pesquisador e biógrafo da Velha Guarda da Portela, João Baptista Vargens, o disco "Claridade da Portela" pode ser adquirido através do e-mail producaotucopellegrino@gmail.com e do telefone (11) 96491-8660.

Vale lembrar que o show de Marquinho do Pandeiro será transmitido gratuitamente pelo canal do Teatro Rival Refit, no YouTube, no dia 10 de outubro (sábado), às 19h30. O público poderá contribuir com o artista, os músicos e técnicos envolvidos na produção através do link da plataforma Sympla. Clique AQUI e faça sua doação!

Confira as faixas do disco 'Claridade da Portela'

 

Boêmio

Autor: Marquinho do Pandeiro

  

Toque de Chamada

Autor: Marquinho do Pandeiro

  

Claridade da Portela

Autores: Marquinho do Pandeiro, Rafael Viana e Tiago Beli

  

Ultimato

Autores: Beto Fininho e Sérgio Fonseca

  

Exaltação à Bahia

Autores: Marquinho do Pandeiro


Bela Flor

Autores: Marquinho do Pandeiro e Paulinho de Bento Ribeiro

 

Hora da Partida

Autore : Marquinho do Pandeiro e Ruan Espanhol

  

Rosa

Autor: Marquinho do Pandeiro 

  

Doces Recordações

Autores: Marquinho do Pandeiro e Mita de Oswaldo Cruz

  

O Seresteiro

Autor: Marquinho do Pandeiro

 

Turbilhão de Melodias

Autores: Marquinho do Pandeiro e Tuco Pellegrino

  

Gorgear da Passarada                    +      Pra Me Socorrer

Autores: Argemiro e Casquinha             Autores: Mijinha e Monarco

 

A Grande Conquista

Autores: Marquinho do Pandeiro e Monarco

  

Mundo Infinito

Autores: Ruan Espanhol, Silvio Paulo e Marquinho do Pandeiro



Fonte: www.gresportela.com.br

domingo, 20 de setembro de 2020

A Era Vargas e o Carnaval da Portela

 Ligia Vasconcellos de Oliveira

Getúlio Vargas foi uma figura marcante na história brasileira, exercendo o poder entre 1930 até 1945, e anos mais tarde, de 1951 a 1954. Em meio às diversas mudanças políticas provocadas pelo seu governo, o carnaval foi inserido em uma nova lógica de propaganda e reafirmação da identidade nacional, ganhando uma configuração inédita e um espaço jamais visto anteriormente.
Conforme iriam conquistando aos poucos as classes sociais mais privilegiadas e a imprensa, o samba e o carnaval carioca (antes vistos como cultura marginalizada) ganhavam mais destaque e se consolidavam pouco a pouco. Vargas, que disseminava as ideias do regime na mídia, um dos pilares do seu regime, viu nas escolas de samba uma oportunidade de incorporação de suas políticas governamentais. Isso era incentivado pelos Ministérios da Educação e da saúde, bem como pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).
Contudo, não era uma relação sem benefícios para ambos os lados, uma vez que as agremiações também se alinhavam com o discurso nacionalista em troca de verbas públicas e prestígio social. Por décadas, as escolas se dividiram entre exaltar as belezas naturais do Brasil, os personagens históricos, a diversidade social, enfim, a “cultura brasileira” oficial, nos mais variados aspectos. Entretanto, apesar de as escolas seguirem pelo mesmo caminho, a Portela foi a que mais soube aproveitar, ganhando sete títulos de primeiro lugar entre 1930 e 1945.
Décadas mais tarde, no ano de 2000, a Liga Independente das Escolas de Samba, em parceria com a prefeitura do estado do Rio de Janeiro, decidiu que o carnaval seria temático em homenagem aos quinhentos anos de “descobrimento” do Brasil. A campeã daquele ano, Imperatriz Leopoldinense, contou a história da viagem de Pedro Álvares Cabral até aqui. A Portela, por sua vez, ficou em décimo lugar, com o enredo “Trabalhadores do Brasil, a época de Vargas”.
No abre-alas, ao invés de uma águia tradicional, a Portela levou cinco, que representavam as aves do Palácio do Catete. A águia tinha, portanto, um significado dentro do tema, já que foi neste lugar que Getúlio governou e tirou a própria vida. O carro vinha depois de Paulinho da Viola e da Comissão de Frente, que também representavam o pássaro. O segundo carro alegórico mostrava o episódio conhecido como “política do café com leite”, com Vargas mais jovem, fardado e montado em um cavalo branco, pronto para guiar o país. O terceiro, “Trabalhadores do Brasil”, mostrava as origens dos proletariados brasileiros, como o negro, o índio e o branco. Em seguida, o carro da tortura e da censura mostrava a face mais cruel e repressiva do varguismo, que foi o Estado Novo. O desfile aproveitava, assim, as contradições em volta da figura do ex-presidente.

Após, vinham os carros da redemocratização e carro da época de ouro do governo, “Nos tempos da brilhantina”. A Portela fazia referência à chamada Era do Rádio, às Escolas de Samba e aos cassinos. A atriz Taís Araújo representou Carmen Miranda e o carro contava ainda com a presença da eterna vedete Virgínia Lane, que teve um caso com Vargas.
Dentre as fantasias e as mais de 30 alas que a escola apresentou, era possível observar alusões à Intentona comunista, às crianças que tiveram acesso ao ensino primário gratuito, às damas do Estado Novo, aos gaúchos, ao fim da República Velha, como referências à censura e à anistia na ala VIPS. A própria bateria estava vestida de tenente, alusão ao movimento chamado de “Tenentismo”.
A história seguia a forma cronológica, tanto no desfile quanto no samba enredo. E, apesar de falar diretamente sobre a política de Vargas, a Portela apresentou ao público um panorama geral da sociedade daquela época, tanto em suas partes gloriosas, as conquistas do povo, quanto em seus momentos difíceis e ditatoriais. Citando a própria escola, Getúlio foi “amado e odiado na memória”, se tornando uma das maiores figuras conhecidas pela nação brasileira, saindo da vida para entrar na história.

Avante, Portela!!!
Portelamor - Porque amar é fundamental

Escolas e blocos engrossam discurso e dizem que não desfilam sem vacina em 2021

 Redação Carnavalesco

Na audiência pública promovida pela Comissão Especial de Carnaval da Câmara nesta sex-feira as entidades carnavalescas elevaram o tom na defesa de uma solução para a festa de 2021. Sem vacina elas não aceitam desfilar e pressionam a Riotur e a Liesa a tomarem uma decisão que no mínimo adiem os festejos do próximo ano. Rita Fernandes, representante da Sebastiana na audiência foi taxativa e categórica em não desfilar sem vacina.


“O marco regulatório do carnaval está demorando demais. Não conseguimos votar a lei devido a adiamentos intermináveis da Câmara. Não podemos ficar à mercê de governos. Precisamos desse marco regulatório. A Sebastiana tem um posicionamento claro: não faremos carnaval oficialmente em fevereiro. Não acabou a pandemia. Não seremos nós que seremos irresponsáveis. Sabemos que não podemos controlar ninguém. Mas nossos blocos não irão para a rua. Não dá mais para ficar adiando. O posicionamento da Liesa está demorando”, alertou.


O presidente da Unidos de Vila Isabel, Fernando Fernandes, não apenas disse que não há como realizar desfile sem vacina como cobrou maior respeito da administração do prefeito Marcelo Crivella com o carnaval.


“Sem essa vacina fica inviável qualquer tipo de carnaval. É um evento que não existe sem aglomeração. As escolas de samba estão voltadas para a saúde de seus colaboradores e componentes. Inclusive as agremiações, através de seus barracões, estão doando máscaras para o sistema de saúde. O governo municipal não tem um pingo de respeito pela cultura do carnaval. O carnaval emprega milhões de pessoas e essa administração não oferece qualquer apoio. Antes de qualquer debate, falta respeito. Só a Liesa, em vendas de ingresso, devolve mais de R$ 1 milhão de ISS, isso é imposto. Precisamos juntos, através dos legisladores, exigir maior respeito. A gente participa de reuniões e nada anda. Só com o Crivella eu fui a sete encontros. Nunca resolveu nada”, atacou.


O diretor de operações da Riotur, Marcelo Veríssimo, prestou contas com relação à subvenção dada pela instituição às escolas. Segundo ele o montante que resta a pagar para as escolas que receberam estão na pendência da finalização da prestação de contas, como manda a legislação.


“Todas as subvenções foram pagas até o momento das prestações de contas. As escolas tem vindo prestarem contas. Acredito que até um mês o restante do montante será quitado. Com relação ao caderno de encargos para 2021 daqui a menos de um mês ele deve estar publicado. Será diferente devido à pandemia, estamos trabalhando com o maior cuidado. Estamos aguardando um posicionamento da Liesa com relação ao evento para a cessão do Sambódromo”, explicou.


Mangueira pede apoio institucional


Moacyr Barreto compareceu remotamente à audiência como representante da Mangueira. O dirigente também foi duro com relação à realização dos desfiles. Rechaçando declaração anterior do vereador Marcelo Siciliano (PP), de que a pandemia estava acabando, Moacyr lembrou a taxa de ocupação de leitos de UTI para cobrar ações do poder público para ajudar os trabalhadores do carnaval.


“O Rio de Janeiro tem 86% de ocupação de leitos de UTI ocupados. Acho que isso é um dado alarmante em relação à realização do carnaval. O que foi feito para realizar o Carnaval 2021? As escolas estão sem recursos para honrar seus compromissos. Os funcionários estão sem comida na mesa. Não vi nenhuma ação do poder público para ajudar as instituições carnavalescas. O carnaval não é uma varinha de condão para acontecer num passe de mágica. Não posso me basear pela irresponsabilidade de alguns que acham que acabou a pandemia. É fácil fazer caderno de encargos para os outros”, disse.


O dirigente da verde e rosa cobrou apoio institucional das autoridades e lembrou que embora a Liesa controle a organização dos desfiles na Sapucaí, é dever da Riotur e da Prefeitura se preocupar com outros aspectos que envolvem o carnaval.


“As escolas necessitam de soluções institucionais. As agremiações são responsáveis por inúmeros trabalhadores. Não estamos vendo nada do poder público nesse sentido. Como fazer essa máquina girar? Acontecer o carnaval vai, um dia. É importante que seja um belo espetáculo. A Riotur está aguardando a Liesa? Ora mas é uma instituição que cuida de um aspecto do carnaval, um evento privado. E o restante? E os blocos? Quais ações serão feitas?”, indagou.


Fonte: ww.carnavalesco.com.br