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domingo, 21 de junho de 2015

Carnavália-Sambacon: feira encerra com debate entre carnavalescos do Rio

Por Rodrigo Trindade

A feira Carnavália-Sambacon fechou com chave de ouro as atrações que envolveram palestras e debates com a reunião de quatro vertentes diferentes de se fazer Carnaval: Rosa Magalhães, Cahê Rodrigues, Paulo Barros e Renato Lage opinaram sobre os desfiles das escolas de samba e trouxeram à tona antigas discussões como patrocínios, qualidade de transmissão, estética artística, entre outras.

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Rosa, que é campeã de títulos da era Sambódromo e atualmente é da São Clemente, contou um pouco de sua trajetória como carnavalesca e apontou os desafios enfrentados pelas agremiações nos dias de hoje, ressaltando a importância do patrocínio e fazendo um apelo para que haja uma verba maior destinada às escolas.

Cahê Rodrigues, da Imperatriz, também discutiu o patrocínio dentro das escolas de samba e contou casos em que ele teve que usar de muita criatividade para desenvolver enredos baseados nos pedidos de empresas investidoras:

"Passei por algumas escolas de samba as quais tive muitos momentos sem dormir, pensando em como desenvolver um enredo criativo, interessante, bonito, mas que não fosse apelativo por conta dos pedidos das empresas que patrocinavam essas escolas", relatou.

Paulo Barros, carnavalesco da Portela, por sua vez, questionou o motivo das escolas não poderem promover, durante os desfiles, seus patrocinadores. Ele deu a ideia de se criar um momento ou um artifício, durante transmissão do desfile oficial, para que os patrocinadores das escolas de samba (e não da transmissão) pudessem expor suas marcas sem que haja conflito ou violação das regras estabelecidas pela Liesa.

Já Renato Lage defendeu o patrocínio e afirmou que através de um bom planejamento há possibilidade de alcançar o sucesso nos desfiles, mesmo que eles sejam patrocinados. Segundo o artista, o que vale neste momento é a criatividade de cada um.


sábado, 20 de junho de 2015

Em mesa acadêmica na Carnavália-Sambacon 2015, Milton Cunha aborda o lado emocional do carnaval

Por Pedro Leite

Iniciando o segundo dia de debates e palestras da Carnavalia-Sambacon 2015, o carnavalesco Milton Cunha promoveu no auditório do Centro de Convenções SulAmérica uma palestra acadêmica sobre o ideário barroco no carnaval, passando pelo imaginário carnavalesco numa tentativa de trazer o estudante universitário e os pesquisadores do carnaval para participar do evento:

- Nós temos debates muito técnicos como a gestão no carnaval e a economia. Então, o objetivo específico desta mesa é trazer pra Carnavália-Sambacon estudantes que cada vez mais procuram saber sobre o carnaval e sua história.

Milton falou sobre a cultura carnavalesca e explicou os aspectos barrocos que se fazem presentes no carnaval carioca da atualidade. O carnavalesco comentou também sobre os enredos das escolas de samba e como eles têm se dividido:

- A cultura é filha de dois aspectos: o imaginário e o ideário. No imaginário, temos as figuras e as esculturas. No ideário, temos a parte teórica. A junção dos dois aspectos forma a cultura e produz a folia, o carnaval. A cultura humana é um produto científico ou mágico. Os enredos se dividem em cientificistas e misteriosos e o barroco pode ser analisando quando você um belo desfile no conjunto - explicou.

Milton Cunha declarou que os jurados devem se deixar levar pelo êxtase e pelo torpor, uma vez que plateia é a grande responsável pela mágica do acontecimento carnavalesco. Ele destacou também que o importante no carnaval não é apenas a parte financeira e a conquista de títulos:

- O carnaval não é só visual, não é só dinheiro. É preciso criar o quesito que não existe: o 'emocionou'. Mais importante que ganhar, é ouvir da plateia dizer que é a campeã, é sentir o êxtase. O título pode ser facilmente esquecido, já o êxtase não. Entra para a história e ser lembrado quarenta ou cinquenta anos depois. A hierarquia (julgadores) pode ser quebrada e é o público quem quebra isso – disse Milton, que também é professor da teoria do carnaval.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Milton Cunha comentou que as escolas de samba precisam mesclar entre o correto e o emocional em seus desfiles e que o futuro do carnaval deve ser assim segundo a sua visão:

- Acho que precisam de um meio termo. As escolas não podem ser muito desorganizadas. Elas precisam de um pouco de organização e muita emoção. Acredito que esse seja o futuro dos desfiles das agremiações. Somente organizada, rica e correta não rola – comentou.

Ao elogiar a São Clemente pelo desfile de 2015, Milton Cunha falou de alguns outros exemplos de desfiles emocionantes e inesquecíveis como: “Ratos e urubus... Larguem minha fantasia...” da Beija-Flor em 1989, “Kizomba, festa da raça!” da Vila Isabel em 1988, “Plaulicéia Desvairada” da Estácio de Sá em 1992, “Peguei um Ita no Norte” do Salgueiro em 1993 e “Brasil com “z” é pra cabra da peste” da Mangueira em 2002.


Sem novidades sobre a Cidade do Samba 2, secretário de Turismo fala do carnaval nas Olimpíadas

Por João Saconi

O secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Antônio Pedro Figueira de Melo, esteve presente durante a noite de abertura da Carnavália-Sambacon 2015, onde discursou ao público e participou do 'corte da fita' para abrir o evento. Representando a figura do prefeito Eduardo Paes, Antônio Pedro contou ao público presente que 2016 será um ano triste para Paes, uma vez que será o último carnaval dele na prefeitura que, segundo o secretário, muito aprecia e faz pelo carnaval carioca. Antônio discursou sobre o preconceito que o carnaval sofre desde sua criação até os dias de hoje e declarou que é importante "ganhar dos preconceituosos, porque o que importa é a alegria".

Em entrevista exclusiva concedida ao site CARNAVALESCO sobre questões pertinentes ao mundo do carnaval, Antônio Pedro comentou sobre a aproximação das Olimpíadas 2016 e uma possível participação das escolas de samba nas atividades da cidade durante o período em que os jogos estiverem ocorrendo em solo carioca:

- Há muitos planos e ainda não posso adiantar todos aqui, mas posso dar a certeza de que as escolas de samba estarão inseridas diretamente nas organizações das Olimpíadas, inclusive, nos live sites (espaços públicos em várias cidades utilizados para promover a festa através de eventos diversos) que estamos preparando. Nada mais justo que estarmos juntando essa cultura olímpica com a cultura carioca, já que as escolas de samba são grande expressão da nossa cultura.

O CARNAVAL NO ESPETÁCULO DE ABERTURA DO RIO 2016

A abertura das Olimpíadas é uma das questões colocadas para o secretário, uma vez que a abertura da Copa do Mundo de 2014 foi muito criticada por não fazer uso da mão de obra das escolas de samba e por não explorar esse bem cultural. A abertura das Olimpíadas de 2016, segundo Antônio Pedro, deve seguir por um viés diferenciado:

- Quem vai comandar a abertura das Olimpíadas é o Abel Gomes. Acredito que não dá nem pra comparar com uma abertura de Copa do Mundo, porque o grande evento da Olimpíada é a abertura e na Copa do Mundo eu nem tinha ouvido falar na abertura até ela chegar aqui no Brasil. Então, temos, com certeza, um evento diferenciado e acho que o Abel, como carioca e morador dessa cidade, deve estar pensando nisso e vai integrar e mostrar tudo. Ele é um cenógrafo conhecido, uma pessoa que faz nosso revéillon há muitos anos e tem um conhecimento do evento carnaval. Eu estou louco pra ver o projeto dele pra abertura.

A DISPUTA NOS GRUPOS DE ACESSO

Questionado sobre o conflito entre duas diferentes associações formadas nos Grupos de Acesso do carnaval carioca (O Samba é Nosso e Liesb), o secretário garantiu que as agremiações têm direito de se filiarem à Associação que quiserem, mas que a Riotur só poderá intervir no processo quando for solicitada e quando não houver ruptura: - A gente começa a poder interferir nesse processo no momento que ele chega até a gente. As escolas tem o direito de se filiar a quem elas quiserem. O que falta é que eles façam a integração, é preciso que eles se integrem primeiro pra se apresentarem a gente. Enquanto tiver ruptura, não dá.

CIDADE DO SAMBA 2: FUNDAMENTAL, MAS SEM GRANDES NOVIDADES

Sobre a construção da tão sonhada Cidade do Samba 2 para as escolas da Série A, cujos capítulos vêm sendo escritos durante a gestão de Eduardo Paes, nenhuma novidade foi adiantada pelo secretário. Durante a Carnavália-Sambacon de 2014, foi divulgada a possibilidade de que terrenos próximos ao Maracanã viessem a abrigar o complexo de barracões. Quase um ano depois, não há grandes novidades sobre o projeto, embora Antônio Pedro acredite que a gestão de Paes deve procurar alavancar o projeto:

- A Cidade do Samba 2 é fundamental, é uma necessidade real das escolas de samba. O prefeito é quem toca isso diretamente, não somos nós da Secretaria de Turismo que tocamos a obra, é a Riourbe e isso está lá em negociação. Eu acredito que o prefeito deixe isso alavancado para que o nosso próximo prefeito possa tocar.

A TORRE DEVE CAIR ATÉ O CARNAVAL 2016

Após uma solicitação da Liesa para que seja derrubada a torre de TV existente em frente aos Setores 10 e 11 da Sapucaí e que já causou acidentes com carros alegóricos de maior altura algumas vezes, Antônio Pedro declarou que a secretaria de Turismo coloca-se favorável à execução da proposta ainda para o próximo carnaval: - Acho que é super necessário porque abre o Sambódromo como um todo e libera o carnavalesco pra pensar em voar mais alto. Acho que é uma boa iniciativa que a Liesa nos propôs e tem tudo pra dar certo. Se Deus quiser isso será feito para o carnaval de 2016.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Alívio: Max Lopes segue estável e não precisará de cirurgia

Redação SRZD

O carnavalesco da Unidos do Viradouro, Max Lopes, que sofreu um infarto na noite desta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, continua internado no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, o estado de saúde do artista é estável e felizmente ele não precisará de cirurgia, nem mesmo de transferência, pelo menos até o momento.

Max se encontra lúcido e já até conversa com as pessoas. Os médicos, porém, acharam prudente mantê-lo internado em observação e para que outros exames sejam feitos.

Em nota oficial, a Unidos do Viradouro afirmou que a direção da escola prestará toda a assistência que Max Lopes possivelmente precise. O presidente da agremiação, Gusttavo Clarão, está acompanhando o artista de perto.

A equipe do SRZD-Carnaval torce pela melhora do histórico carnavalesco: que ele se recupere logo e volte a brilhar como o "Mago das Cores"!


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Há quatro anos prestigiando a Majestade do Samba

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Equipe Portelamor

Escritores da coleção "Família do Carnaval" autografam obras no estande da Liesa na feira Carnavália

Por Fábio Silva

O time de escritores da coleção "Família do Carnaval" (Editora NovaTerra) - biografias em crônicas das maiores escolas de samba do Rio - assinará os livros no estande da Liesa, durante a feira Carnavália-Sambacon, no Centro de Convenções Sul América, na Cidade Nova.

As sessões de autógrafos acontecem no dia 19 (sexta), a partir de 19 horas, e no sábado (20), a partir de 15 horas.

Na sexta, Fábio Fabato (um dos autores de "As Três Irmãs - Como um trio de penetras arrombou a festa", sobre Mocidade, Beija-Flor e Imperatriz), Júlio Cesar Farias (um dos autores de "As Titias da Folia - O brilho maduro de escolas de alta idade", sobre Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Viradouro e Estácio de Sá) , Anderson Baltar e Vicente Dattoli (autores de "As Primas Sapecas do Samba - Alegria, crítica e irreverência na Avenida", sobre União da Ilha, Caprichosos e São Clemente) autografarão as obras e conversarão com os leitores.

No sábado, a partir de 15 horas, os escritores voltam para mais uma rodada de assinaturas, e os outros autores - Vinicius Natal, Luiz Antonio Simas, Alexandre Medeiros, Alan Diniz, Eugênio Leal e Marcelo Camões - também se integram à festa.

Em janeiro, a coleção ganhará seu quarto livro com "As Matriarcas", sobre Mangueira, Salgueiro, Portela e Império Serrano.

Outros títulos também serão autografados

Na sexta-feira, às 18h, o escritor Júlio Cesar Farias autografará seus livros "Para tudo não se acabar na quarta-feira - a linguagem do samba-enredo", "O enredo de escola de samba", "Bateria - o coração da escola de samba", "Harmonia de escola de samba", "Comissão de frente - alegria e beleza pedem passagem", "Aprendendo português com samba-enredo" e "Na fantasia de um eterno folião - crônicas carnavalescas".

No sábado, às 16h30, Fábio Fabato e Luiz Antonio Simas assinam a obra "Pra tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos" (Mórula editorial). Às 17h30, é a vez da carnavalesca Rosa Magalhães autografar o seu "O inverso da origens", que conta os bastidores de 12 carnavais seus na Imperatriz Leopoldinense

Serviço:
Carnavália-Sambacon (Centro de Convenções Sul América - Cidade Nova) - Estande da Liesa
Sexta-feira, 19 de junho

18h - Júlio César Farias, com "Para tudo não se acabar na quarta-feira - a linguagem do samba-enredo", "O enredo de escola de samba", "Bateria - o coração da escola de samba", "Harmonia de escola de samba", "Comissão de frente - alegria e beleza pedem passagem", "Aprendendo português com samba-enredo" e "Na fantasia de um eterno folião - crônicas carnavalescas"

19h - A família do Carnaval, com Anderson Baltar e Vicente Dattoli ("As primas sapecas do samba - alegria, crítica e irreverência na Avenida), Fabio Fabato ("As três irmãs - como um trio de penetras arrombou a festa" e "As titias da folia - o brilho maduro de escolas de samba de alta idade") e Júlio Cesar Farias (co-autor de "As titias...")

20h- Fabio Fabato, "O encarnado e o branco" (sobre Fernando Pamplona)

Sábado, 20 de junho

15h - A família do Carnaval (Alexandre Medeiros, Anderson Baltar, Fabio Fabato, Luiz Antonio Simas, Vicente Dattoli, Marcelo Camões, Eugenio Leal, Alan Diniz)

16h - Luiz Antonio Simas e Fábio Fabato ("Pra tudo começar na quinta-feira - o enredo dos enredos")

17h - Rosa Magalhães ("O inverso das origens", com Maria Luiza Newlands)


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Portela e Caixa se unem para beneficiar microempreendedor individual

Por GRES Portela

A PORTELA, em parceria com a Caixa Econômica Federal e a CAIXA CRESCER, fará uma ação voltada para microempreenderores individuais. Na sexta-feira, 26 de junho, a escola vai abrir sua quadra para receber os microempreenderores interessados em obter crédito de valores que variam até R$ 15 mil. As vantagens para os postulantes ao crédito, quantia que pode ser primordial para a expansão de um empreendimento, é que, se aprovado o cadastro, a liberação dos recursos será imediata, dispensando a visita de um orientador de crédito da CAIXA CRESCER, como é de praxe.

No mesmo evento, serão oferecidos aos microempreendedores outros serviços, como abertura de conta para recebimento do crédito aprovado, e solicitação de máquinas de cartão de crédito e débito - importantes para alavancar as oportunidades de negócios do empreendedor. Os interessados também poderão dar entrada na solicitação de cartão de crédito e de cheque especial, dispondo de atendimento preferencial, evitando as filas para os diversos atendimentos das agências da CEF.

Para ser beneficiado com a linha de crédito e com os demais produtos oferecidos, o interessado (MEI formal ou não) precisa provar que é microempreendedor, levar RG, CPF e comprovante de residência.

O horário de atendimento na quadra da escola, que fica na Rua Clara Nunes, 81, em Madureira, será das 9 às 18h, com a presença de correspondentes bancários, gerentes, supervisores e orientadores de crédito da CAIXA.