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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Franco da Rocha homenageará a Portela em 2018

Por Carnaval Virtual

A Unidos do Franco da Rocha bateu o martelo e falará da Portela em 2018. A escola defenderá o enredo: “Portela, O Esplendor da Águia Guerreira no Carnaval”. Confira a sinopse:


“Portela eu nunca vi coisa mais bela, Quando ela pisa a passarela….”
Esse trecho da música Portela na Avenida, cantada pela nossa imortal Clara Nunes, a Guerreira, que era apaixonada por esse pavilhão de manto Azul e Branco e que fica localizada em Madureira, diz como é assistir o desfile da Majestade do Samba na passarela hoje da Marques de Sapucaí e anos atrás nas Avenidas Presidente Vargas e Rio Branco.

Quando fundada oficialmente como bloco carnavalesco, sua localização ficava no bairro vizinho de Oswaldo Cruz.

As cores azul e branco foram dadas por Antônio Caetano, que era um desenhista da Marinha e que foi um dos fundadores da escola. Foram em referência às cores do manto de Nossa Senhora da Conceição, que é a padroeira da escola. São Sebastião também é padroeiro da Portela. O símbolo da agremiação é a Águia e a ave também foi escolhida por Antônio Caetano, por se parecer com um Condor, por sua imponência e por voar bem alto.

Todos anos se cria uma expectativa muito grande de como virá a Águia no desfile da Portela.
Portela, que em seus 94 anos de fundação, é a maior campeã do Carnaval Carioca, com 22 títulos, apesar de ter ficado três décadas sem conquistar um campeonato. Quantos desfiles marcaram a trajetória da Águia Guerreira? Muitos e com certeza perderemos as contas se fomos contar ou tentar lembrar. Citaremos alguns:

– Terra da Vida (Ilu Ayê), em 1972, ano que ficou em 3º lugar e que também foi cantada por Clara Nunes. Um clássico de samba – enredo!
“Ilu Ayê, Ilu Ayê, Odara Negro cantava na nação nagô Depois chorou lamentos de senzala Tão longe estava de sua Ilu Ayê…”
– Contos de Areia, de 1984, ano em que se finalizaram as obras da Marquês de Sapucaí e a Portela ganhou seu 21º título e no famoso “supercampeonato” que disputou com a Mangueira acabou em 2º lugar. Samba que entrou para a história da Azul e Branco de Madureira!
“Okê-okê Oxóssi Faz nossa gente sambar Okê-okê, Natal Portela é canto no ar…”

No mesmo bairro a Portela tem como vizinha a Império Serrano, a Coroa Imperial que possui 70 anos de existência e 9 títulos do Grupo Especial e possui em seu pavilhão as cores Verde e Branco.
Não podemos deixar de falar do Paulo Benjamin de Oliveira, o “Paulo da Portela”, que junto com Antônio Rufino fundaram na época, em 1923, como bloco carnavalesco Conjunto Oswaldo Cruz, trocou de nome depois disso para Quem Nos Faz É O Capricho e Vai Como Pode. Ficou com o nome em definitivo da Portela em meados de 1930.

Portela, Portela. A escola que ajudou a revelar um grande celeiro de bambas e compositores como Paulinho da Viola (compositor do samba – enredo “Memórias de um Sargento de Milícias”, de 1966), Candeia (foi quem compôs o samba – enredo “Seis Datas Magnas”, de 1953), Noca da Portela (compôs o samba – enredo “O homem do Pacoval”, de 1976), Monarco, Zé Kéti (um dos compositores do samba – enredo “Rugendas – Viagens Pitorescas através do Brasil”, de 1962), Wilson Moreira, entre outros, teve seus altos e baixos como qualquer agremiação até chegar à consagração. Houve uma grande dissidência de parte deles, principalmente nos anos 70, por brigas entre os sambistas e Diretores. Alguns deles, como o cantor e compositor João Nogueira, criador do Clube do Samba, quando saíram, fundaram a escola de samba Tradição, que fica nas proximidades de Madureira, no bairro Campinho. Já seu filho também cantor, Diogo Nogueira, houve a reconciliação com a Portela. Desde então foi vencedor de 4 concursos de sambas de enredo. Paulinho da Viola, que também havia deixado a Portela, retornou à escola depois de alguns anos e permanece até hoje.
Muitos artistas idolatram seu manto azul e branco: Zeca Pagodinho, Marisa Monte, Roberta Sá, entre outros tantos que amam seus belíssimos e esplendorosos Carnavais.

Quem na Portela não admira a Tia Surica? Integrante mais ativa e com mais tempo na Velha Guarda da escola. Já foi puxadora de samba e até arriscou a carreira de atriz. O “Cafofo da Surica”, que é o termo usado para sua casa, recebe grandes festas.

E o que dizer de Monarco? O presidente de honra da nossa homenageada, que também é cantor e compositor, foi simplesmente um aluno do Paulo da Portela. O documentário Mistério do Samba, que foi lançado em 2008 e produzido por Marisa Monte tem a participação do simples Hildmar Diniz. Relatou histórias sobre o samba carioca e sobre sua vida. Quem ainda não assistiu vale a pena assistir. 

Muito bom!
O compositor Manacéia, alguém lembra ou já ouviu falar? A partir de 1942, começou a compor grandes sambas para a escola, como o do ano de 1950, que se chamava “Riquezas do Brasil”, em parceria com Aniceto da Portela, tocou tamborim na bateria e foi um dos integrantes da Velha Guarda. Quando criança frequentava os blocos carnavalescos que antecederam o nome da Portela. Algumas de suas músicas foram cantadas por Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Cristina Buarque, Teresa Cristina, entre outros.

Em 2001, a Portela foi reconhecida com a Ordem do Mérito Cultural por colaborar com a vida cultural do Rio de Janeiro ao longo dos seus 94 anos de existência. Uma consideração e tanto para a agremiação. Merecidíssimo esse gesto!

E os carnavalescos que passaram pela Portela? Muitos deles consagradíssimos e que honraram as cores azul e branco, realizando inesquecíveis e deslumbrantes Carnavais. Citaremos alguns: Viriato Ferreira, Jorge Freitas, Cahê Rodrigues, Alexandre Louzada, Paulo Barros e atualmente Rosa Magalhães. Como dizia o baterista, compositor e cantor Wilson das Neves: Oh Sorte!

Muitos artistas famosos desfilaram e se renderam ao encanto da Majestade do Samba. Como Rainha de Bateria foram a Modelo Luma de Oliveira, a apresentadora Adriane Galisteu e a atriz Sheron Menezzes. A condução delas na Tabajara do Samba foi de um brilho sem igual!

Uau! Como a Portela têm fatos, acontecimentos, sambas épicos e tem participação mais que importante no Carnaval Brasileiro. Simplesmente é um esplendor!

A Unidos de Franco da Rocha vem para esse Carnaval falar um pouco da história e consagração desse pavilhão tão amado e querido de todos os amantes da maior festa da cultura popular brasileira. São muitos os detalhes a ser falado sobre a escola de Oswaldo Cruz e Madureira. E como diz um trecho da canção Passado de Glória, escrita por Monarco, “Se for falar da Portela, hoje não vou terminar”.

Avante, Unidos de Franco da Rocha!!!

Fonte: www.srzd.com

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